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Civilização Asteca | Religião
A eternidade da alma Asteca

Existem várias interpretações, segundo a escatologia asteca. Para Alfredo López Austin, a geografia do mundo asteca está dividida em três planos - subterrâneo, terreno e celestial -, todos ligados pela árvore cósmica de Tamoanchán, chamada Xochtlicacín (De Onde Brotam as Flores). O plano subterrâneo, onde estão fincadas as raízes da árvore, se chama Chicnauhmictlín (O Nono Lugar do Inframundo). O plano terrestre, ocupado pelo tronco da árvore, se chama, por sua vez, Tlalticpac (A Superfície da Terra), e se compõe de quatro planos. E, finalmente, onde estão esparramados os galhos mais altos, situa-se o Chicnauhtopin (Os Nove Lugares Celestiais). No começo dos tempos, por dentro do tronco, fluíam as energias do céu e do inframundo, enroscadas, mas não misturadas. Com o pecado dos deuses, entretanto, rompeu-se o tronco e as duas seivas, superior e inferior ou "quente e fria”, segundo a terminologia mítica -, misturaram-se, dando origem ao caos mortífero da vida terrena.

Civilização Asteca | Religião
Os céus e os submundos astecas

Diz a lenda que ele se originou de parte do monstro Cipactli, um crocodilo gigante que foi esquartejado pelos deuses. Parte dele se converteu na Terra e parte no céu, que foi erguido por quatro deuses ou gigantes e sustentado por pilares, a fim de não tornar a se juntar à Terra. Cipactli foi homenageado no calendário mágico (tonalpohualli) como o primeiro dos vinte signos do "zodíaco" asteca. 
Mas que forma passou a possuir a Terra após essa gênese violenta? Jean Marcilly diz que, para os astecas, a Terra é um disco chato, cruzado pelos pontos cardeais, sendo o ponto de confluência de duas pirâmides, cujos vértices principais se tocam. A pirâmide de cima são os céus; a de baixo, os inframundos. A de cima recebe as horas do dia; a de baixo, as horas da noite.
Ao redor do Tlalticpac (Terra) está um rio chamado Chicunauhapín ("A Corrente dos Nove")

Civilização Asteca | Religião
Os paraísos astecas

Existem duas cosmografias míticas no universo asteca. A primeira é a horizontal delimitada pelos cinco pontos cardeais (o centro também é considerado um deles). Cada qual está associado a um deus e também a uma infinidade e outros atributos, impossíveis de serem enumerados aqui, tal a sua quantidade e complexidade. Em se tratando de mitologia asteca, não existem verdade firmadas, mas interpretações diversas e apenas aproximativas. A representação dos pontos cardeiais em forma de cruz, recorrente na iconografia asteca, era um dos conceitos fundamentais do misticismo ameríndio pré-colombiano. Cada um dos quadrantes possuía a sua simbologia própria:

Civilização Asteca | Religião
O Xamã asteca

No antigo México, o xamã era considerado um membro altamente respeitado da comunidade e desempenhava uma função vital como intermediário entre o mundo espiritual e o mundo natural. Os xamãs não escolhiam esta carreira - ou já nasciam xamãs, ou eram chamados através de sonhos e visões. Uma parte importante das crenças astecas era a interligação entre todas as coisas – vivas e mortas - e o papel do xamã consistia em trabalhar com a energia do mundo para lá da percepção quotidiana. A pulque, uma bebida alcoólica feita a partir da piteira, era muito usada nas cerimônias pois tinha um efeito alucinógeno como peyote e datura (outras variedades de catos mexicanos). As máscaras, os cânticos, os tambores, as matracas e outros instrumentos também eram usados para ajudar o xamã a atingir um estado de consciência alterado. Atualmente, as práticas dos xamãs na tradição cultural antiga invocam os mitos e as divindades do passado. Podem prescrever ervas medicinais, encontrar almas perdidas, ler o futuro ou proceder a purificações numa casa ou num indivíduo que tenha sido enfeitiçado.

Civilização Asteca | Ciências
A pedra calendário Asteca

Os Astecas davam grande importância ao estudo da matemática e da astronomia e desenvolveram complexos sistemas de contagem do tempo. O conceito de tempo que tinham era mais cíclico que linear e era dependente e controlado por forças divinas. Os Astecas dispunham de dois calendários concomitantes: um de 260 dias movendo-se no sentido dos ponteiros do relógio (coincidindo com o tempo de gestação humana), e um de 365 dias movendo-se em sentido contrário. Construído no século xv, a famosa Pedra do Calendário (também conhecida como Pedra do Sol) foi descoberta em 1790 na capital asteca de Tenochtitlan, hoje Cidade do México. A pedra mede 3,5 m de diâmetro, pesa 25,5 toneladas e é ricamente esculpida em basalto. No centro da Pedra do Calendário reconhece-se a face do deus do Sol Tonatiuh. Criador do Quinto Sol. Os quatro quadrados que o rodeiam representam as quatro eras anteriores (ou «sóis») que foram destruídas por animais, vento, fogo e água. Na orla e da pedra estão duas serpentes sagradas, que simbolizam a natureza cíclica e em espiral da dança da vida.

Civilização Asteca | Religião
O universo tripartido Asteca

No centro do universo asteca - o local de encontro do Céu, Terra e Sudmundo - era a cidade capital de Tenochtitlan. Segundo a lenda, o povo local era conhecido por Tenochca, mas o deus da guerra Huitzilopochtli deu-lhes um novo nome, Mexica, e ordenou-lhes que construíssem a capital numa ilha no meio do Lago Texcoco. No coração da cidade erguia-se o magnífico Grande Templo, dedicado a Huitzilopochtli e o deus asteca da chuva, chamado Tlaloc.

Civilização Asteca | Religião
A Religião Asteca após a conquista espanhola

Nos anos seguintes a 1521, a conversão dos povos nativos da Mesoamerica continuou, mas era mais aparente que real. Registros de 1536 a 1540 revelaram que tais costumes pre-colombianos como a concubinagem, idolatria e sacrifício humano ainda eram praticados. Em 1565, os bispos espanhóis da Cidade do Mexico reclamavam da facilidade com que os nativos se revertiam para os rituais pre-conquista, escondendo ídolos atrás de altares em igrejas recem-construidas, fazendo uso de alucinógenos e invocando o simbolismo das cores antigas. Os padres franciscanos tomaram Tezcatlipoca não apenas como a divindade asteca principal, mas também como Lucifer cuja influência maligna era vista entre os povos indígenas.

Civilização Asteca | Força Militar
A guerra Asteca

A antiga milícia mexicana era diferente em vários aspectos fundamentais dos seus equivalentes europeus. Os astecas, como os seus contemporaneos na Mesoamerica, não fomentavam a guerra para conquistar e integrar território, ou converter os derrotados para sua própria religião. Sua motivação era derrotar os inimigos para poder cobrar impostos deles e capturar prisioneiros para rituais de sacrifício aos deuses. Administrar as áreas conquistadas era caro e pouco prático, por isso os astecas governavam indiretamente por meio de chefes locais e alianças políticas por casamento. A recompensa dessa abordagem era a fabulosa riqueza que jorrava em Tenochtitlan. A matança em campo de batalha e a destruição da terra eram "autoderrotantes" para esse fim. Porem, havia exceções. A morte na guerra era frequente e as cidades, as vezes, eram destruídas e sua população dizimada para servir de aviso as outras.

Civilização Asteca | Família
A Família Asteca

O nascimento de uma criança era uma ocasião de alegria e perigo, ambos físicos e espirituais. Os bebes eram trazidos a luz por parteiras profissionais que rezavam para Chalchiuhtlicue, a deusa da fertilidade e da maternidade. Se o bebe fosse menino, o cordão umbilical era dado aos guerreiros para ser enterrado em campos de batalha; se fosse menina, era colocado embaixo de uma lareira, simbolizando suas futuras tarefas domesticas. O nome de um bebe recém-nascido era escolhido após uma consulta dos pais aos sacerdotes que determinavam as influencias sobrenaturais associadas com o tempo e com a data de nascimento. Se a data de nascimento fosse julgada de sorte, o bebe era nomeado no dia seguinte; se agourenta, uma data mais propícia era escolhida. Logo após o nascimento eram presenteados com miniaturas de sua futura vida adulta. Alguns meninos eram presenteados com o escudo de um guerreiro, outros com ferramentas de ourives, enquanto as meninas ganhavam uma vassoura ou uma roca cheia de malha de algodão. Meninos e meninas eram bem-vindos igualmente nas famílias astecas e descritos carinhosamente como "colares preciosos" ou "belas penas".

Civilização Asteca | Cotidiano
A Sociedade Asteca

A sociedade asteca estava baseada e caracterizada nos direitos, privilegios, costumes e emblemas de cada classe. No topo estava o imperador sagrado, conhecido como Huey Tlatoani, ou Primeiro Orador. Como era a pessoa mais importante da sociedade asteca, ele governava como representação divina de Tezcatlipoca. Em vestimentas tipicamente astecas, a posição do imperador não era herdada, mas sim obtida por meio da eleição com um conselho de nobres, os homens mais aptos da família real. Uma vez escolhido, cada novo imperador passava por uma longa serie de rituais que incluíam a Guerra da Coroação, para provar suas habilidades militares. O Codex Florentino descreve esses eventos, especialmente o imperador realizando rituais de discursos para Tezcatlipoca nos quais ele pedia força e liderança. Uma vez coroado, o novo imperador era carregado em um trono de jaguares e águias onde tinha seu corpo perfurado com uma presa de jaguar em uma oferta de sangue que o ligava eternamente aos deuses.

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Economia Persa
Civilização Persa - Idade Antiga - Antiguidade Oriental
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Período Aquemênida | Período Parta | Período Sassânida

 

Período Aquemênida

A economia do império Persa era próspera e saudável. As províncias eram administradas de forma razoável, mediante a combinação de normas gerais com práticas locais. Havia um sistema legal uniforme, que antecipava o conceito romano de uma lei universal, e que incorporava os costumes de cada lugar. As atividades econômicas eram beneficiadas por uma rede de estradas e rotas marítimas, um sistema equilibrado de tributação, um influxo significativo de ouro e um sistema monetário bimetálico que Creso introduzira inicialmente na Lídia. Os salários eram pagos originalmente em produtos - carne, cevada, trigo, vinho - e mais tarde em dinheiro. Em menos de meio século o dinheiro substituiu quase inteiramente os pagamentos em bens.

Em todo o país foram construídos canais, estradas e ganats (canais subterrâneos) para a irrigação das regiões áridas do país. Uma politica agrícola racional, destinada a melhorar o bem-estar do povo, possibilitava a aclimatação de muitas sementes e mudas de árvores, plantas, cereais e animais domésticos trazidos de diferentes partes do império. As florestas eram também usadas de forma racional, e em todo o império os minérios eram explorados extensamente.

A produção agrícola estava centralizada em grandes propriedades. Além de prisioneiros de guerra, o trabalho era executado por servos vinculados a terra, sendo com ela comprados e vendidos. Havia também pequenas propriedades, de importância relativamente pequena. Sobretudo em Fars, a terra de origem dos persas, onde nos primeiros anos do Império não havia imposição de tributos, os camponeses eram proprietários das terras que trabalhavam.

Havia uma abundância de manufaturas. Têxteis, artefatos de madeira, de bronze, objetos preciosos de metal, jóias e cosméticos eram produzidos por servos, nas grandes propriedades rurais, e nas cidades por artesãos livres. O império promovia o desenvolvimento econômico abrindo oportunidades para o comércio com outros países e entre as províncias. Navegadores gregos, fenícios e árabes intercambiavam ativamente mercadorias procedentes da Índia, do golfo Pérsico, da Babilônia e do Egito. Os persas reativaram as atividades bancárias, que na Mesopotâmia tinham existido desde o segundo milênio a.e.c., sofrendo contudo um retrocesso devido aos invasores do princípio da Idade do Ferro. Os bancos faziam empréstimos, aceitavam depósitos, arranjavam investimentos e penhores. Mantinham contas correntes, com dinheiro que podia ser retirado mediante uma espécie de cheque.

Durante o período aquemênida houve uma primeira tentativa de organizar uma economia em escala nacional. Os impostos eram recolhidos por intermédio das satrapias, proporcionando recursos para custear os tribunais, o exército, as obras públicas e a administração do Estado. No coração do Império, os templos e as grandes propriedades continuavam a ser o centro da vida econômica. O Estado procurava proteger os trabalhadores regulamentando os salários, como revelam as tábuas elamitas de Persépolis. Valores monetários eram atribuídos aos bens mais comuns de modo que, mesmo se o seu pagamento fosse feito em produtos, o preço seria o mesmo. O departamento imperial de obras públicas empregava trabalhadores vindos de todas as partes do império e até mesmo de outros países.

Uma das principais atribuições dos sátrapas era a arrecadação de impostos. Estes eram taxados de acordo com as possibilidades das satrapias e podiam ser pagos quer em metal precioso quer in natura. Anualmente era enviado para Susa uma soma fabulosa, parte da qual era entesourada, o que impedia naturalmente que tais riquezas se tomassem produtivas. Tal fato explica que Alexandre pudesse encontrar somas espantosas conservadas no tesouro dos reis persas.

Para facilitar as transações comerciais, Dario, a exemplo do que era feito na Lídia, fez com que se cunhassem moedas de ouro, os famosos "dáricos", nos quais os Aquemênidas são representados na atitude de um arqueiro, com um joelho em terra.

O comércio era praticado, em sua maior parte, por estrangeiros (babilônios, fenícios & judeus), pois os persas davam preferência às atividades agrícolas. Como não existisse praticamente indústria entre os persas, o comércio devia suprir as necessidades da população. Através das estradas passavam as caravanas de comerciantes. Susa era um centro comercial importante para onde convergiam as riquezas do Ocidente e do longínquo Oriente. De Susa a Sardes uma caravana levava noventa dias, mas Os correios reais percorriam o mesmo trajeto em apenas uma semana.

No distante Pendjab, Dario procurou restaurar a vida econômica. Enviou o grego Scyllax com a finalidade de descobrir em que mar desembocava o Indus. Na foz desse rio fundou um porto e o mesmo Scyllax foi encarregado de conduzir uma frota do Golfo Pérsico ate o Mar Vermelho. Após trinta meses de navegação, o almirante grego chegou ao termo de sua viagem. Tal empreendimento levou Dario a ordenar que se completasse ou que se reabrisse o canal que ligava o Nilo ao Mar Vermelho, permitindo a passagem das embarcações do Mediterrâneo para o Mar Vermelho e daí a continuação da viagem ate a Índia ou mais além. Pirenne assim comenta as consequências desse ato de Dario: Doravante a Mesopotâmia não seria mais a grande via do Ocidente para as Índias. O mar iria destronar a terra. O Egito iria ser chamado a desempenhar o papel que tinha dado, até então, sua imensa prosperidade a Babilônia. A sorte do Egito estava fixada: tornava-se o ponto de junção do Ocidente e do Oriente. Dois séculos seriam suficientes para realizar esta profunda revolução na vida econômica do mundo; devia ter como consequências a decadência da Mesopotâmia e o advento do Império Romano.

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Período Parta

Os partas mantiveram o ativo sistema comercial do Irã. Suas boas estradas eram bem mantidas, soldados protegiam as caravanas e o intercâmbio comercial era estimulado - tanto o comércio local como aquele entre o Ocidente e o Oriente. Por exemplo: a cavalaria parta usava armas feitas de aço fabricado na China.

A agricultura persa era dominada pelas grandes propriedades da nobreza. Para todos os fins os camponeses perdiam sua liberdade, pois o país estava dividido entre terras estatais e grandes propriedades. Durante o período helenista declinou o progresso nas ciências agrícolas, mas houve um desenvolvimento da criação de animais domésticos. Nas cidades, costumes liberais facilitavam as condições dos escravos; gregos e iranianos continuaram a misturar-se - uma politica iniciada por Alexandre. As classes sociais se distinguiam pelos seus recursos, e o grego era a língua civilizada por excelência.

Roma e os partas sustentaram o seu conflito tradicional - os romanos pressionando na direção do leste, os partas no sentido contrário. A fronteira era o rio Eufrates, e o Irã foi vitorioso depois de uma longa luta, e de vários ataques pelos nômades setentrionais. A capacidade de resistência a Roma e aos nômades desenvolveu um novo espirito nacional que, mais tarde, seria desenvolvido com os sassânidas. Foi esse espirito que protegeu o mundo civilizado da Ásia Ocidental dos bárbaros vindos do norte.

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Período Sassânida

A Pérsia sassânida tinha uma estrutura social rígida, com o rei no topo e três camadas de aristocracia. A primeira era a dos vassalos, príncipes de importância variada que mantinham seus tronos em troca do reconhecimento da autoridade central do monarca. Esse estrato incluía também os príncipes de sangue real, incumbidos pelo soberano de governar as maiores províncias. Os principados locais declinaram gradualmente, embora representassem a defesa externa do Império.

Uma segunda camada da aristocracia era composta pelos chefes das sete grandes famílias, numero que se manteve ao longo dos séculos desde a época dos aquemênidas. Esta era uma fonte de conflito continuo entre o poder central e os senhores feudais. Suas províncias deviam pagar tributos a esses aristocratas, além dos pagos ao rei, e estavam obrigadas a ceder seus próprios soldados para a defesa da Coroa.

A pequena nobreza, que incluía os ministros e outras altas autoridades, formava o terceiro nível da aristocracia: uma classe em crescimento que representava um contrapeso em relação aos senhores feudais. Abaixo estavam os "homens livres", a nobreza que detinha pequena propriedade e os chefes das aldeias, que proporcionavam um vínculo entre os camponeses e os funcionários imperiais. Abaixo da aristocracia, ou talvez em paralelo, figurava a instituição religiosa, com uma hierarquia própria.

No nível mais baixo da sociedade estavam os camponeses e artesãos, que formavam a grande massa da população, e embora livres de jure eram de facto servos da terra. O Irã dos sassânidas era uma sociedade agrícola, onde a terra era cultivada por servos, sob o controle do Estado e dos estratos superiores da nobreza. Havia também um comércio bastante ativo, em que a seda chinesa, reexportada para o Ocidente, figurava como o produto mais valioso.

Os iranianos desenvolveram práticas bancárias, usando extensamente o equivalente das letras de câmbio. Iranianos e judeus operavam uma rede de bancos que apoiava o importante comércio internacional, favorecido pelo Estado e que lhe proporcionava uma renda importante. Era o Estado que mantinha e policiava as estradas, com estações de repouso e abrigos para caravanas, fornecimento de água e construção de canais. Havia alguns monopólios, e o mais importante era o da seda crua adquirida na China, e tecida também na Síria e em Bizâncio; os sassânidas criaram uma indústria rival no seu território, com oficinas em Susa, Gundeshapur e Shushtar.

Referências Bibliográficas

BRAUDEL Fernand Les Memoires de la Mediterranée: Ed. Fallois Paris, 1998;

COOGAN M. D., ed. Oxford History of the Biblical World: New York, Oxford University Press, 1998;

RORTY Richard Truth and Progress - Philosophical Papers: Cambridge University Press, 1990.

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Civilização Persa
Civilização Persa | Artes
Arte Persa

Período Aquemênida e Parta | Período Sassânida

 

Período Aquemênida

Dotados de uma rica renda em ouro, os aquemênidas queriam que suas capitais e palácios testemunhassem o poder imperial da Pérsia. Depois de uma curta estada na Babilônia, Dario escolheu Susa como capital, e construiu ali uma cidadela, sobre a acrópole onde Assurbanipal tinha destruído os palácios e os templos dos elamitas existentes no lugar. Perto erigiu seu palácio e a Apadana, uma sala do trono em alto estilo. A cidade propriamente ficava situada mais para o leste, e o complexo estava circundado por uma forte muralha de tijolos crus, com torres e um fosso com água. Muitos artesãos vindos da Jônia, do Egito, da Babilônia e de outros países foram mobilizados para construir o palácio de Dario. A arquitetura baseava-se nos princípios babilônios, adaptados ao clima local. O tom da sala do trono se apoiava em seis fileiras de seis colunas com 2O metros de altura, com capiteis decorados com imagens de touros alados.

Dario já abandonara Pasárgada, que pertencia à linha dinástica de Ciro. Depois de Susa, decidiu construir uma nova capital em Persépolis. Nessa cidade, o palácio se encontrava sobre um imenso terraço: era outra obra-prima da arquitetura persa, construída por muitos dos mesmos artesãos que tinham completado o palácio de Susa. E o touro alado continuou a ser a mais importante figura decorativa.

A arte aquemênida era uma arte cortesã, representando o monarca e os grandes chefes; mas os aquemênidas gostavam da arte grega, e utilizavam artistas e operários jônicos, trazendo também muitas estátuas da Grécia. Os artesãos persas produziam belas peças de bronze, mas fundamentalmente a arte persa se inspirava em outras fontes: a Babilônia, o Egito e a Jônia. Essa arte alcançou o seu auge com Dario, mas sua falta de originalidade a manteve inalterada até o fim.

Um historiador assim caracteriza a arte persa: é uma arte composta nascida da fantasia real, que reuniu em uma unidade artificial e poderosa, como seu império mesmo, todas as formas artísticas que a impressionaram em suas províncias da Assíria, do Egito e da Grécia asiática: é o capricho de um diletante todo-poderoso e que tem o gosto pelo que é grande. A seguinte inscrição de Dario, em Susa, confirma tal apreciação:

"Este palácio que eu construí em Susa, seus materiais foram trazidos de bem longe. O que foi cavado na terra, o que foi amontoado de cascalhos, foi o povo babilônico que o fez. O cedro foi trazido do monte Líbano. Babilônios trouxeram-no até Babilônia e os cários e os jônios - os deportados de Babilônia até Susa. A madeira foi trazida da India; o ouro, de Sardes e de Bactriana; o lápis-lázuli e o cinábrio, da Sogdiana; as turquesas, da Carasmia; a prata e o chumbo, do Egito; os materiais que decoram as paredes, da Jônia; o marfim, da Etiópia, da Índia e da Aracósia; as colunas de pedra, da Cária. Os entalhadores de pedra eram jônios e lídios; os ourives, lídios e egípcios; os fabricantes do tijolos, babilônios; os homens que enfeitaram as paredes, medos e egípcios. Em Susa foi realizado um trabalho esplêndido. Possa Ahura-Mazda proteger-me..."

A originalidade da arte persa consiste precisamente na habilidade em combinar elementos tão heterogêneos dentro dos padrões de luxo e de grandiosidade tão caros aos Aquemênidas.

A arte da Babilônia e da Assíria figuram em primeiro plano na inspiração das realizações persas. Na Mesopotâmia os Aquemênidas aprenderam a construção de colinas artificiais e de escadarias monumentais. As colunatas, que lembram as salas hipóstilas de Tebas, são de evidente inspiração egípcia. Essa influência egípcia tem inicio a partir da expedição de Cambises. Note-se que Deodoro da Sicilia menciona a colaboração de artistas egípcios nas construções de Persépolis e de Susa. A influência egípcia é notada também na decoração externa dos sepulcros reais.

A contribuição helénica para a arte persa parece que só fez sentir mais na escultura. Plinio atesta-nos a existência do artistas helenos a serviço dos reis da Pérsia.

Os grandes monumentos da arquitetura aquemênida são os palácios reais espalhados pelas diversas capitais. Com relação ao material empregado, notemos que em Susa, próximo da Mesopotâmia, encontramos o tijolo cru revestido do esmalte; em Pasárgada e em Persépolis empregava-se a pedra. Dois elementos caracterizam as grandes construções aquemênidas: a coluna de pedra e as vergas de madeira, cujo emprego conjugado permitiu edificar as altas salas com largos intercolunários, as salas hipóstilas de Pasárgada, Susa, Persépolis. A coluna persa é típica: além de sua esbelteza, salienta-se pela originalidade de seu capitel que, acima das volutas, apresenta a parte anterior de dois touros, na qual se apóia a viga.

Nas imensas salas de audiência, apadanas, estava o rico trono dos monarcas. O livro de Ester em seu primeiro capitulo dá-nos uma descrição do fausto e da magnificência das residências dos monarcas persas. Ouro, tintas, pedras preciosas e tijolos esmaltados enriqueciam a ornamentação dessas luxuosas moradias.
Entre os monumentos da arquitetura funerária citemos: o mausoléu de Ciro, imitação das sepulturas jônias; esse monumento, cujas ruínas podem ser vistas ainda hoje, foi visitado outrora por Alexandre, segundo nos informa Estrabão. Os hipogeus de Dario e de seus sucessores, cavados na rocha, imitação dos sepulcros congêneres dos egípcios, podem ainda hoje ser admirados como os descreveu Deodoro da Sicilia.

O exterior do túmulo de Dario lembra a fachada de um palácio no centro da qual se abre a porta da sepultura. No alto do monumento existe um baixo-relevo representando o rei em adoração diante de Ahura-Mazda.

Os persas da época dos Aquemênidas não possuíam arquitetura religiosa, pois o culto de Ahura-Mazda não era celebrado em templos. Havia, entretanto, altares sobre os quais queimava o fogo, símbolo do deus supremo.

Os autores dos baixos-relevos persas inspiram-se nas obras assírias. O tema preferido é o que melhor exprime a majestade real: o soberano sentado em um trono sustentado pelos povos vencidos: não se encontram, porém, as cenas de guerra tão comuns na escultura assíria.

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Período Sassânida

Como a última fase da arte parta, a arte sassânida era receptiva as influências estrangeiras e capaz de adaptá-las a suas próprias tradições. No fim desse período, no entanto, prevaleceu na arte o iconoclasma.

Os sassânidas foram grandes construtores de cidades. A principio seguiam o plano circular dos partas, que depois mudaram para a forma retangular. Os prédios de pedra decorada eram considerados elegantes, mas os materiais de construção mais comuns eram o cascalho e o gesso. As paredes internas dos prédios ostentavam muitas vezes baixos relevos com cenas de caça ou de batalha, sempre com o rei ocupando a posição central. Era usual a decoração de estuque, influenciada pela arte romana, assim como os afrescos. No palácio de Ctesifon esses afrescos representavam a captura de Antioquia. A arte sassânida era muito fértil na produção de placas gravadas ou entalhadas, taças e garrafas de prata e ouro, ilustradas com cenas de caça real.

A arte dos sassânidas deixou sinais da sua influência em uma ampla área, da China à Europa. Tipicamente mostrava o rei, representante divino na terra, entronizado em plena glória e cercado por uma corte brilhante, imagem utilizada pelos bizantinos como modelo para Cristo triunfante, cercado de santos e anjos. O gesto de respeito usado pelos sassânidas -  a mão direita levantada, com o dedo indicador dobrado -  foi reproduzido em esculturas e afrescos das antigas igrejas francesas sem que os artistas soubessem a sua origem. Da mesma forma, os padrões têxteis sassânidas influenciaram a tecelagem e a estamparia de outros países, e os ourives da Europa Central imitaram os desenhos sassânidas gravados em metal (a arte torêutica) sem entender o significado dessas imagens.

Os sassânidas recolheram a literatura nacional iraniana, até então puramente oral, transformando-a em textos escritos que eram lidos na corte e pelos nobres. No reinado de Shapur I obras estrangeiras foram traduzidas do grego, do latim e de línguas indianas. Esse movimento literário floresceu sob Cosroes I cujo reinado correspondeu a um autêntico renascimento iraniano. A tolerância e abertura do monarca atraiu à sua corte filósofos e estudiosos desgostosos com a intolerância da Igreja cristã de Bizâncio. Mas essa liberdade de pensamento era condenada pelos sacerdotes do zoroastrismo, que no entanto não conseguiam reprimir as novas ideias.

Civilização Persa | Administração
Estrutura Administrativa Persa

Período Aquemênida | Período Parta | Período Sassânida

 

Período Aquemênida

O Império Persa era não só o maior em existência mas também o mais bem organizado. O rei, chefe de Estado pela graça de Ahura Mazda, tinha o beneficio do aconselhamento por um grupo de sete conselheiros, que atuavam como ministros dos vários departamentos. Outro grupo de autoridades, os "guardiães da lei~ (databara), aconselhavam o monarca em questões de ordem legal. Mas o poder do soberano era absoluto. A monarquia era hereditária, e o rei podia escolher como herdeiro qualquer um dos seus filhos. Para os primeiros aquemênidas, era também papel do rei apropriar-se da coroa legitima das províncias mais importantes. Na Babilônia, o monarca era o representante de Marduk; no Egito, era o filho de Amon-Rá.

Como o Estado era governado com a combinação da autoridade central e da iniciativa provincial, havia espaço para acomodar os costumes, deuses e culturas locais. Mais do que a prática da tolerância religiosa, a politica dos aquemênidas consistia no apoio de muitos cultos, financiando os templos e ritos locais. O império era governado de Susa, e em certa medida também de Ectábana e Babilônia. Duas capitais adquiriram um significado religioso: Pasárgada, o lar ancestral que pertencera a Ciro e a sua dinastia; e Persépolis, que Dario construiu e onde os reis eram enterrados em Naksh-Erustam, não muito longe, em túmulos de rocha.

Além de pagar tributos com metais preciosos, as satrapias precisavam dar contribuições em espécie ao poder central: cavalos, gado e alimentos. Essas contribuições atendiam às necessidades da corte imperial, que incluía milhares de pessoas, e do exercito. Só a satrapia da Babilônia aumentava todo ano o exercito durante quatro meses.

O sátrapa era assistido por um secretário que supervisionava todos os seus atos, servindo ainda como ligação com a autoridade central. Esse sistema era acrescentado de um grupo de inspetores, conhecidos como "Ouvidos do Rei", que podiam visitar os administradores, dentro da sua satrapia, sem aviso prévio, para verificar como estavam agindo. Essas instituições eram muito admiradas pelos monarcas que vieram depois, inclusive por Carlos Magno, que criou a figura dos missi dominici, enviados reais.

Um sistema legal racional tinha normas reproduzidas em pedras, placas e papiros, e eram aplicadas de modo uniforme em todo o Império, assegurando assim a consistência da administração e impedindo o tratamento arbitrário dos súditos. Em cada região havia também normas locais, e Dario fez com que algumas delas (por exemplo, a dos egípcios) fossem registradas em forma escrita.

As Províncias

O governo central era exercido pelo grande rei, autocrata, senhor absoluto de seus súditos por direito divino, pois recebia sua autoridade de Ahura-Mazda, que ele representava na terra. O grande dever do soberano era fazer reinar o direito e a justiça em seus domínios. 

Nota-se na estrutura politico-administrativa do Império Persa a influência das instituições - congéneres existentes outrora nos impérios da Assíria e da Babilônia. O território subordinado ao rei dos reis estava dividido em diversas satrapias cujo número variava conforme a época. (Heródoto enumera vinte; as inscrições de Persépolis contam vinte e quatro). Cada satrapia estava sob a autoridade de um alto dignatário, o sátrapa, escolhido dentre a alta nobreza e até mesmo dentre os membros da família real, para governar a província por um tempo indefinido enquanto aprouvesse ao soberano mantê-lo no cargo. Cabia ao sátrapa, responsável somente perante o monarca, entre outras atribuições, a de receber os impostos. Ao lado do sátrapa havia mais dois dignitários com poderes independentes do sátrapa: o secretário e o general. O secretário estava incumbido de manter relações com a corte e torná-la ciente dos acontecimentos da satrapia. O comandante das forças, que também recebia ordens diretamente do governo central, contrabalançava o poder do sátrapa. A esses altos funcionários acrescentemos o conselho composto de dois elementos: os persas da província e os representantes das populações indígenas. Inspetores itinerantes, semelhantes aos futuros missi dominici de Carlos Magno, chamados "olhos e ouvidos do rei", percorriam anualmente as províncias a fim de informar o governo central da situação reinante. O simples relato desabonador desses funcionários podia acarretar, sem maiores formalidades, a condenação a morte dos sátrapas.

O Governo Central

O governo central era exercido pelo grande rei, autocrata, senhor absoluto de seus súditos por direito divino, pois recebia sua autoridade de Ahura-Mazda, que ele representava na terra. O grande dever do soberano era fazer reinar o direito e a justiça em seus domínios.

A partir de Dario I, os reis persas vivem isolados de seus súditos nos aposentos reais dos palácios situados nas diversas capitais: Susa, Ecbátana, Babilônia, Persépolis e a antiga Pasárgada.

Apesar do absolutismo de seu governo, o monarca persa consulta os chefes das principais famílias e possui seus ministros.

Intrumentos de centralização do poder

A máquina governamental, para pôr em execução as ordens do soberano dispunha, entre outros, dos seguintes meios: uma rede de estradas e uma língua administrativa oficial. A mais famosa estrada do Antigo Império Persa era a estrada real que ligava Sardes a Susa, num percurso de 2.4OO quilômetros. Partindo da primeira cidade, a estrada atravessava a Frigia, atingia o Hallys na altura de Ptéria, dirigia-se para o sul através de montanhas até Samósata no Eufrates, passando o Tigre em Nínive e seguindo, paralela ao curso deste rio, até a Susiana. Numerosos postos e estalagens facilitavam o percurso regular de correios que levavam a toda a parte as ordens do monarca.

O emprego da língua e da escrita aramaica na administração do império facilitava sobremaneira a tarefa de centralização do poder.

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Período Parta

O poder dos arsácidas se baseava em umas poucas famílias nobres de Parni: eram iranianos do norte, basicamente nômades, que tinham dominado os povos sedentários do sul do Irã, região permeada pela influência do helenismo e das civilizações mais antigas da Ásia Ocidental. Esse hiato nunca foi transposto. Quando os arsácidas precisavam de algum tipo de ajuda, preferiam buscá-la entre seus parentes das estepes, a leste do mar Cáspio, em vez de se voltarem para o Irã meridional.

Os arsácidas herdaram as práticas do decadente Império Selêucida, e preservaram seu costume de transformar pequenos monarcas locais em vassalos. Estes, porém, se inclinaram muitas vezes a apoiar os opositores dos arsácidas, quando estes tentaram recuperar seu território, como aconteceu com Antioco III, ou nos casos de Lúculo e Pompeu. Os escritores clássicos registraram que os partas tinham 18 Estados vassalos, 11 dos quais consideravam superiores, e sete inferiores. O restante do território estava dividido em satrapias. O sistema feudal parta assemelhava-se ao da Europa medieval. Sete famílias nobres reinavam, uma das quais era a dos arsácidas, e uma pequena nobreza dependia dessas famílias. Na parte mais baixa dessa hierarquia estavam os camponeses de condição servil. O vínculo entre os senhores locais e seus servos era mais forte do que o existente entre eles e o monarca.

Na monarquia parta a sucessão não se fazia necessariamente de pai para filho, justamente porque a aristocracia era forte, e expressava sua vontade por meio de um conselho ou "Senado", que limitava as prerrogativas reais. Outra potência, ao lado do trono, era a dos Magos, de poder exclusivamente consultivo. O sistema feudal que descrevemos, originado com os aquemênidas e que continuou a existir com os sassânidas, constituía a força e ao mesmo tempo a fraqueza do Estado parta. Com efeito, a nobreza fazia e desfazia reis, e muitas vezes os monarcas que tentavam fortalecer sua posição eram depostos, acusados de "atrocidades". Frequentemente o processo sucessório era perturbado pela competição dos pretendentes, alguns dos quais apelavam para os nômades ou os romanos, e não havia forma de determinar a sua legitimidade.

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Período Sassânida

Os sassânidas construíram um poder central suficientemente forte para controlar a aristocracia feudal. Tinham à sua disposição um exército regular bem treinado e uma administração eficiente. Assim, o mundo civilizado se dividiu entre Roma e os sassânidas. Estes eram muito ativos nas relações externas e durante séculos sustentaram guerras em três frentes: no oeste, contra Roma; no leste, contra os cushianos e os eftalitas; no norte contra os nômades.

O Grande Vizir ou Primeiro-ministro chefiava o governo sassânida, controlando-o em nome do rei e de acordo com as suas instruções. Chefiava os ministérios (divans), dirigidos por secretários, administradores competentes, e por vezes era também o comandante do exército. Os principais divans eram: a chancelaria, os departamentos de despachos, de títulos e nomeações, da justiça, da guerra e das finanças. Este último reunia um grande número de contadores, coletores de tributos e agentes. O grosso das rendas do Estado provinha dos tributos sobre a terra e cobrados pelas alfândegas. A cobrança de impostos era geralmente abusiva, e provocava conflitos entre os sassânidas, como acontecia no Egito ptolomaico e em Roma do segundo e do terceiro séculos da era cristã. A cultura iraniana cultivava um grande respeito pela justiça, que era administrada pelo clero, sendo permitido apelar para o monarca. Nas aldeias, a justiça era dispensada pelo chefe local, ou o proprietário da terra. Os livros sagrados do zoroastrismo tinham capítulos sobre a lei, com uma lista de crimes, e tanto a tortura como o ordálio eram práticas legais.

O governo do território continuou dividido em províncias ou satrapias, governadas por dignatários escolhidos dentre os membros da família real, os nobres de mais status e, mais tarde, também os militares. As províncias eram divididas em distritos, cada um com o seu governador, e suas fronteiras não eram demarcadas com clareza. E os distritos eram divididos em cantões, governados pelos membros da pequena nobreza, tendo abaixo deles os chefes locais. Essa estrutura derivava do período arsácida, mas havia-se fragmentado nos últimos anos. Os sassânidas criaram uma burocracia estável que proporcionava um vínculo entre as províncias e o governo central, estimulando um grau razoável de eficiência no governo.

A vida na corte imperial, que incluía milhares de pessoas e exigia uma manutenção muito cara, era regulamentada em grande detalhe, e os cortesãos eram divididos em três grupos, segundo o seu nascimento e a sua função: os membros da família real e os cavalheiros que os acompanhavam, e havia também comediantes, palhaços, músicos etc. O custeio era feito com os impostos e outras receitas, inclusive as das alfândegas, a produção das terras reais e os despojos de guerra. Os sassânidas dispunham de um grande tesouro, e os mais esclarecidos procuravam usa-lo em benefício da população, mas a tendência geral era no sentido de acumular riqueza.

Civilização Persa - Força Militar
Estrutura Militar Persa
Não havia no Império um exército regular. Os nobres eram cavaleiros e guerreiros, dedicados às caçadas e à guerra. Cada senhor feudal tinha seu próprio exército, além dos servos, e em caso de guerra se colocava a serviço do rei. Usando armaduras de ferro (os catafracti), os nobres formavam a cavalaria pesada; os de menor status forneciam a cavalaria ligeira, munida de arco-e-flecha (os sagitari). Usava-se também camelos: na batalha de Carrae participaram um milhar desses. A infantaria, composta
Civilização Elamita - Introdução
Legado dos Elamitas
O Elam tem uma História tem longa, História essa que se insere perfeitamente, desde épocas remotas, no quadro histórico da Mesopotâmia. Entre as civilizações do planalto e as que floresceram nos vales do Tigre e do Eufrates, houve, desde cedo, uma interpenetração cultural, por exemplo, no terreno religioso, artístico, linguístico e gráfico. Susa, politicamente fora da Mesopotâmia como capital do Elam, mas a ela pertencendo geograficamente, constitui um exemplo típico dessa mistura de elementos
Civilização Persa - Direito
Direito Persa
O rei era o supremo juiz, sobretudo em matéria penal. Em matéria civil encontramos, já sob o reinado de Cambises, juízes nomeados pelo soberano. É conhecido o caso de Sesamnés, juiz real condenado a morte por haver recebido dinheiro a fim de pronunciar uma sentença injusta: após sua morte, arrancaram-lhe a pele e forraram com a mesma a cadeira em que costumava sentar para exercer suas funções. Tal punição praticada por ordem de Cambises foi repetida sob Artaxerxes I, que mandou esfolar vivos
Civilização Persa - Religião
Religião Persa
Os persas pré-zoroastrianos cultuavam seus deuses com sacrifícios de sangue que deviam ser ministrados pelos Magos, uma fraternidade, provavelmente de origem meda, que detinha certos privilégios políticos e religiosos. Além de conduzir as cerimônias religiosas e os sacrifícios, os outros deveres importantes dos Magos eram manter aceso o fogo sagrado, fazer predições com o auxílio da haoma, uma bebida inebriante e, com base nos bons e maus presságios, presidir os ritos funerários, que consistiam
Civilização Persa - Cotidiano
Língua Persa
O Império Aquemênida englobava muitos povos diferentes, e havia uma variedade correspondente de línguas locais. Três delas eram usadas amplamente em toda a Pérsia: o antigo persa, idioma iraniano originado no sudoeste do Irã e considerado língua oficial; o elamita, usado com frequência porque a maioria dos escribas tinha essa etnia; e o aramaico, que se tornou aos poucos a língua franca não só da Pérsia mas de todo o antigo Oriente Médio. O persa e o elamita eram escritos em cuneiforme; o aramai
Civilização Persa - Economia
Economia Persa
Os iranianos desenvolveram práticas bancárias, usando extensamente o equivalente das letras de câmbio. Iranianos e judeus operavam uma rede de bancos que apoiava o importante comércio internacional, favorecido pelo Estado e que lhe proporcionava uma renda importante. Era o Estado que mantinha e policiava as estradas, com estações de repouso e abrigos para caravanas, fornecimento de água e construção de canais. Havia alguns monopólios, e o mais importante era o da seda crua adquirida na China, e
Civilização Persa - Introdução
A Civilização Persa
Durante mil anos houve uma continuidade básica das condições em que vivia a população. No entanto, certas práticas sociais e administrativas, adotadas no período Aquemênida na era helenística, só persistiram no campo, já que as características principais das sociedades helenísticas se manifestaram apenas na cultura urbana e nas formas urbanas de governo. A fase parta, embora ainda influenciada pela helenística que a precedeu, restaurou elementos da tradição aquemênida original e preparou os
Pré-História - Introdução
Da pro-história à história
O Oriente Próximo é uma das primeiras regiões do mundo com manifestações do neolítico, descobertas em Karim, Shahir e Shanidar. Aldeamentos neolíticos plenamente desenvolvidos, do fim do oitavo milênio a.e.c., foram encontrados perto das montanhas Zagros, em Jarme, Sarab, All Kosh superior e Guran superior. Por volta do ano 6OOO a.e.c. a lavoura em torno das aldeias, com padrões sofisticados, se havia difundido por boa parte do planalto iraniano e na planície do Cusistão. A fase neolítica do Irã
Civilização Persa - Geografia
Dimensões do Império persa
A antiga civilização persa se originou no planalto iraniano, de onde se irradiou para o oeste até o vale da Mesopotâmia; para o leste até os rios Oxus e Indus. Ao norte, chegou ate o Cáspio e o mar Negro, e ao sul ate o Mediterrâneo, o deserto núbio, ao sul do Egito, o deserto da Arábia e o golfo Pérsico. Ao longo do eixo que vai do mar Cáspio ao golfo Pérsico, a cadeia de Elburz marca a fronteira setentrional, com seu pico mais elevado, o monte Demavend, de mais de 5.6OO metros. As montanhas do
Civilização Persa - Fontes
Fontes para o estudo da Pérsia
Desde 1897, uma expedição francesa explora as ruinas de Susa. Essas explorações revelaram a existência de diferentes níveis culturais entre os quais figuram as necrópoles elamitas. Em Tepe Sialk, perto de Kashan, em pleno planalto iraniano, o arqueólogo francês Roman Ghirshman, a partir de 1933, reconstituiu a vida de uma cidade desde suas primeiras instalações sedentárias sobre o planalto até os primeiros séculos do milênio que precedeu a era cristã. Em Tepe Giyan, nas proximidades de Nehavend
Civilização Lídia - Introdução
Legado cultural lídio
A penetração dos gregos no reino lídio, atraídos certamente pela magia do ouro abundante, fez com que os mesmos aproveitassem também o legado cultural. Tomaram eles mais do que os tesouros: a Lídia, bem próxima de suas cidades da Ásia, foi certamente, um dos caminhos, e indubitavelmente o principal, pelo qual entraram em contato com o Oriente. Técnicas artesanais e artísticas, idéias e práticas religiosas, temas míticos, observações cientificas: bem pesada foi a soma do seus empréstimos. Isto
Civilização Lídia - Religião
Religião Lídia
A religião dos lídios apresenta semelhança com a religião de outros povos da Ásia Menor, como v.g., no que diz respeito ao culto da natureza. Entre as principais divindades figuravam Medeus, Cibele e Atis. Cibele era a grande deusa da Frigia, chamada também a mão dos deuses, venerada na Grécia e, mais tarde em Roma. Atis era igualmente um deus frigio cujo culto atrairia, séculos depois, as multidões em Roma. No culta às divindades, a música desempenhava importante papel;a prostituição das jovens
Civilização Lídia - Artes
Arte Lídia
Heródoto dá-nos uma descrição do túmulo de Aliates, pai de Creso: Porém uma obra oferece o solo da Lídia de maior grandeza, com exceção das obras do Egito e da Babilônia. É o sepulcro de Aliates, pai de Creso, com uma base de grandes pedras que é uma verdadeira colina. Fizeram-na os mercadores, os artesãos e as prostitutas. Em meu tempo havia ainda colunas de monumento, em número de cinco nas quais se encontravam gravadas inscrições indicando a parte do monomonto que cada um havia edificado
Civilização Lídia - Cotidiano
Língua e escrita Lídia
O idioma lídio, que pode ser estudado graças a uma inscrição bilíngue lídio-aramaica, classifica-se entre as línguas asiânicas. A escrita usada polos lídios era alfabética, sendo que a maior parte de suas 26 letras provem do grego. Os lídios escreviam normalmente da direita para a esquerda mas, às vezos, também em sentido contrário. Ao que parece, as frequentes relações entre o reino da Lídia e Delfos tiveram influência na origem do alfabeto lídio, de um alfabeto lídio, de um alfabeto ocidental
Civilização Lídia - Economia
Economia Lídia
Um rápido estudo da sociedade Lídia revela-nos a existência de uma nobreza territorial que residia em casas rurais que os gregos denominavam -torres- e que se assemelhavam a castelos fortificados por vezes imensamente ricos a ponto de fascinarem o rei persa Xerxes. Ao lado dessa aristocracia encontramos nas cidades uma florescente burguesia composta de banqueiros e negociantes; acrescentamos os artesãos e ainda os rudes habitantes das montanhas entre os quais se recrutavam os caravaneiros e os
Civilização Lídia - Introdução
História da Lídia
Heródoto menciona a existência de trinta reis que haviam reinado em Sardes antes dos persas, e que se distribuíam em três dinastias da seguinte maneira: quatro à dinastia dos Atíadas, vinte e dois a dos Heráclidas e quatro a dos Mérmnadas. Vamos começar esta breve exposição da História politica da Lídia com Giges que, auxiliado por mercenários de Milasa e pelo dinheiro de Efeso, destronou e matou Candaules, o último soberano da dinastia dos Heráclidas. Giges (687-652 a.e.c.) deu a seu reino o
Civilização Lídia - Cotidiano
O povo lídio
A Lídia antiga estava situada no oeste da Ásia Menor e limitava-se ao norte pela Misia, a leste pela Frigia, ao sul pela Cária e a oeste polo Mar Egeu. Já os antigos celebravam a riqueza dessa região: Os lídios, assegurava Aristágoras, o milesiano, habitam um excelente pais e possuem uma imensa quantidade de prata. A fertilidade de suas terras, apesar do flagelo das secas, o ouro das areias do Pactolo, o rio do Sardes, e a produtividade das minas de suas montanhas tornavam a Lídia uma região
Civilização Lídia - Introdução
Introdução ao estudo dos lídios
No mosaico de povos que habitaram outrora a Asia Menor, os lídios ocupam um lugar proeminente não tanto pela duração de sua História politica, mas sobretudo pelas estreitas relações que mantiveram com os gregos. Entre ambos os povos houve uma reciproca e importante influência. Para aquilatarmos o valor do intercâmbio entre essas duas civilizações, lembremos, por ora, que os lídios foram os herdeiros da civilização hitita e, portanto, desempenharam o papel de transmissores ao Ocidente de um
Civilização Meda - Introdução
História dos Medos
Nos pedidos de oráculos feitos por Assarhaddon da Assíria ao deus Shamash transparece o receio provocado pela ameaça dos citas, cimérios e medos. Segundo Heródoto, os medos estavam divididos em tribos que foram unificadas definitivamente por Déjoces (722 a.e.c.?), escolhido como rei por seus compatriotas. O novo soberano escolheu a cidade de Hamadã (chamada Ecbátana pelos gregos) para sede do governo. A nova capital foi cuidadosamente fortificada com sete muralhas concêntricas e de alturas
Civilização Elamita - Religião
Religião Elamita
Na época do grande conquistador Sbilhak-Inshushinak, Inshushinak, outrora simples deus local de Susa, tornou-se a divindade suprema do reino elamita, com grande número de templos espalhados em diversas localidades. Quando Assurbanipal devastou o Elam mandou retirar as estátuas de inúmeras divindades as quais os reis elamitas rendiam culto e transportá-las para a Mesopotâmia em companhia de seus sacerdotes e objetos de culto. Pela primeira vez na História, a estátua de Inshushinak foi levada para
Civilização Elamita - Artes
Arte Elamita
Apesar da inevitável influência dos sumérios e acadianos, a arte Elamita apresenta mesmo assim traços de originalidade. Na metade do segundo milênio assinalamos o elevado grau de perfeição atingido pelos trabalhos executados em metal, como, por exemplo, vasos de bronze, etc. O artista elamita usava para a ornamentação figuras geométricas, plantas, animais, cenas de caças, etc. O gosto do maravilhoso se traduz na composição de animais fantásticos, como o leão alado, a águia metade ave e metade
Civilização Elamita - Direito
Direito Elamita
Encontramos documentos relativos ao direito familiar os quais nos instruem sobre o casamento, a adoção (o adotante faz doação dos seus bens ao adotado dentro dos limites impostos pela lei, mas não adquire direito sobre os bens anteriormente possuídos pelo mesmo), as doações de bens imóveis (existem doações gravadas com encargos especiais como, por exemplo, a filha beneficiada deveria alimentar o pai), partição de bens feita pelos pais ainda vivos entre seus herdeiros, etc.
Civilização Elamita - Economia
Economia Elamita
Um estudo das fontes arqueológicas relativas à época dos altos comissários revela-nos a existência de intensa atividade econômica que abrangia trabalhos de irrigação para a obtenção de melhor produção agrícola, construção de canais e de pontes para facilitar o transporte da mesma. Centenas de tabuinhas da época da influência acadiana em Susa dão-nos conta da divisão do trabalho entre grande número de profissões e da existência de textos de contabilidade que nos informam sobre a remuneração dos
Civilização Elamita - Introdução
História do Elam
A História guardou o nome de diversos reis dessa cidade. Assim, por exemplo, Idaddu I, interessante personagem que fez um verdadeiro cursus honorum desde simples ishakku de Susa a shakkanakku do Elam, e, finalmente, rei de Simash. Tan-Ruhuratir, filho do precedente, começou também sua carreira como ishakku de Susa; é interessante notar sua aliança matrimonial com Mekubi, filha de Bilalama, rei de Eshnunna. Idaddu II, décimo rei da dinastia, fora também ishakku de Susa e deixou nessa cidade a
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ULTIMAS ATUALIZAÇOES
História
O príncipe esquecido
Um personagem que foi importante como forte candidato no apagar das luzes do Império, hoje está quase totalmente esquecido, não fosse o notável livro de Mary Del Priore O príncipe maldito (ed. Objetiva, 2006). Era o belo jovem príncipe D. Pedro Augusto de Saxe Coburgo, neto de D. Pedro II e filho de sua segunda filha, d. Leopoldina, casada com o príncipe Augusto (Gusty) Saxe Coburgo. No entanto, o título de “príncipe maldito” parece impróprio, já que ele nada fez que provocasse maldição, nem maldades.
Psicologia
Aspectos históricos da neuropsicologia e o problema mente-cérebro
No lado diametralmente oposto do espectro de posições sobre a relação mente-cérebro, encontra-se o eliminativismo ou materialismo eliminativo. Uma das princi­pais teses do eliminativismo é a de que a folk psychology (psicologia popular) trabalha com categorizações falsas, terminologias herdadas de um passado remoto que pre­cisam ser eliminadas para um progresso da compreensão da relação cérebro-mente. As­sim como a teoria do phlogiston foi supera­ da cientificamente e tornada obsoleta pelas pesquisas empíricas em oxidação, também muitas classes de supostos estados mentais seriam apenas ilusões. Ainda que permane­çam em nosso vocabulário explicativo, esses entia non-gratia não possuiriam qualquer capacidade causal, nem sequer existiriam, tal como bruxas, almas, elán vital, etc. Entre as entidades mentais que essa linha de pen­samento pretende eliminar, encontram-se, por exemplo, atitudes preposicionais: rela­ções entre conteúdos proposicionais e uma determinada postura mental com implica­ções práticas (p. ex., acreditar, desejar, espe­rar) (P. M. Churchland, 1981; P. S. Churchland, 1986). Também foi proposto por eliminativistas (Dennett, 1992) que a no­ção de qualia (sensações e experiências co­mo estados subjetivos qualitativos) poderia ter um caráter ilusório e não ter a existência que lhes é atribuída na psicologia popular.
Psicologia
O lugar do ser humano na natureza e na evolução
O modo tradicional de concluir os livros sobre a evolução humana é discorrer sobre as maneiras nas quais nosso passado evolucionário é impor­tante para a compreensão do mundo atual. Isso não é tão difícil se o livro for como o African Genesis, de Ardrey, cujo tema - a evolução de um macaco assassino para um humano assassino - tornava fácil a defesa da ideia de que é importante entender o aspecto violento da natureza humana. No caso de muitos dos livros de antropologia mais tradicionais, essa argumentação seria impossível, uma vez que eles, com frequência, afirmam que o principal padrão verificado na evolução humana é o de que os humanos vêm gradualmente se libertando do jugo da seleção natural, e que os efeitos do meio ambiente sobre eles vêm se reduzindo. Se os humanos moldam sua evolução mais que a evolução molda os humanos, o papel do passado teria algum interesse mas pouca importância.
História
Guerras Púnicas
As Guerras Púnicas marcaram um período crucial na história de Roma, quando passou de potência puramente italiana, em 265, a força dominante no Mediterrâneo, em 146, um processo que a História de Polibio tem como propósito explicar. Nesta altura, estavam já criadas seis províncias ultramarinas: Sicília, Sardenha e Córsega, Hispânia Citerior, Hispânia Ulterior, África e Macedônia. A exceção desta última, todas foram adquiridas através do conflito com Cartago. Em finais do século, foram criadas
Antropologia
Evolução humana: Por que a África?
A evolução é sempre associada ao tempo. Afinal, a evolução é um processo que ocorre ao longo do tempo, e são os extraordinariamente longos períodos de tempo em questão que despertam nossa imaginação. Dinossauros que existiram por cem milhões de anos ou hominídeos que evoluíram ao longo de sete milhões de anos, são essas as coisas que tornam a evolução diferente dos demais ramos da ciência ou da vida cotidiana. A pergunta sobre se haveria períodos de tempo geológico mais interessantes que outros ocorre com facilidade.