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Civilização Persa - Idade Antiga - Antiguidade Oriental
 
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Período Aquemênida | Período Parta | Período Sassânida

 

Período Aquemênida

A economia do império Persa era próspera e saudável. As províncias eram administradas de forma razoável, mediante a combinação de normas gerais com práticas locais. Havia um sistema legal uniforme, que antecipava o conceito romano de uma lei universal, e que incorporava os costumes de cada lugar. As atividades econômicas eram beneficiadas por uma rede de estradas e rotas marítimas, um sistema equilibrado de tributação, um influxo significativo de ouro e um sistema monetário bimetálico que Creso introduzira inicialmente na Lídia. Os salários eram pagos originalmente em produtos - carne, cevada, trigo, vinho - e mais tarde em dinheiro. Em menos de meio século o dinheiro substituiu quase inteiramente os pagamentos em bens.

Em todo o país foram construídos canais, estradas e ganats (canais subterrâneos) para a irrigação das regiões áridas do país. Uma politica agrícola racional, destinada a melhorar o bem-estar do povo, possibilitava a aclimatação de muitas sementes e mudas de árvores, plantas, cereais e animais domésticos trazidos de diferentes partes do império. As florestas eram também usadas de forma racional, e em todo o império os minérios eram explorados extensamente.

A produção agrícola estava centralizada em grandes propriedades. Além de prisioneiros de guerra, o trabalho era executado por servos vinculados a terra, sendo com ela comprados e vendidos. Havia também pequenas propriedades, de importância relativamente pequena. Sobretudo em Fars, a terra de origem dos persas, onde nos primeiros anos do Império não havia imposição de tributos, os camponeses eram proprietários das terras que trabalhavam.

Havia uma abundância de manufaturas. Têxteis, artefatos de madeira, de bronze, objetos preciosos de metal, jóias e cosméticos eram produzidos por servos, nas grandes propriedades rurais, e nas cidades por artesãos livres. O império promovia o desenvolvimento econômico abrindo oportunidades para o comércio com outros países e entre as províncias. Navegadores gregos, fenícios e árabes intercambiavam ativamente mercadorias procedentes da Índia, do golfo Pérsico, da Babilônia e do Egito. Os persas reativaram as atividades bancárias, que na Mesopotâmia tinham existido desde o segundo milênio a.e.c., sofrendo contudo um retrocesso devido aos invasores do princípio da Idade do Ferro. Os bancos faziam empréstimos, aceitavam depósitos, arranjavam investimentos e penhores. Mantinham contas correntes, com dinheiro que podia ser retirado mediante uma espécie de cheque.

Durante o período aquemênida houve uma primeira tentativa de organizar uma economia em escala nacional. Os impostos eram recolhidos por intermédio das satrapias, proporcionando recursos para custear os tribunais, o exército, as obras públicas e a administração do Estado. No coração do Império, os templos e as grandes propriedades continuavam a ser o centro da vida econômica. O Estado procurava proteger os trabalhadores regulamentando os salários, como revelam as tábuas elamitas de Persépolis. Valores monetários eram atribuídos aos bens mais comuns de modo que, mesmo se o seu pagamento fosse feito em produtos, o preço seria o mesmo. O departamento imperial de obras públicas empregava trabalhadores vindos de todas as partes do império e até mesmo de outros países.

Uma das principais atribuições dos sátrapas era a arrecadação de impostos. Estes eram taxados de acordo com as possibilidades das satrapias e podiam ser pagos quer em metal precioso quer in natura. Anualmente era enviado para Susa uma soma fabulosa, parte da qual era entesourada, o que impedia naturalmente que tais riquezas se tomassem produtivas. Tal fato explica que Alexandre pudesse encontrar somas espantosas conservadas no tesouro dos reis persas.

Para facilitar as transações comerciais, Dario, a exemplo do que era feito na Lídia, fez com que se cunhassem moedas de ouro, os famosos "dáricos", nos quais os Aquemênidas são representados na atitude de um arqueiro, com um joelho em terra.

O comércio era praticado, em sua maior parte, por estrangeiros (babilônios, fenícios & judeus), pois os persas davam preferência às atividades agrícolas. Como não existisse praticamente indústria entre os persas, o comércio devia suprir as necessidades da população. Através das estradas passavam as caravanas de comerciantes. Susa era um centro comercial importante para onde convergiam as riquezas do Ocidente e do longínquo Oriente. De Susa a Sardes uma caravana levava noventa dias, mas Os correios reais percorriam o mesmo trajeto em apenas uma semana.

No distante Pendjab, Dario procurou restaurar a vida econômica. Enviou o grego Scyllax com a finalidade de descobrir em que mar desembocava o Indus. Na foz desse rio fundou um porto e o mesmo Scyllax foi encarregado de conduzir uma frota do Golfo Pérsico ate o Mar Vermelho. Após trinta meses de navegação, o almirante grego chegou ao termo de sua viagem. Tal empreendimento levou Dario a ordenar que se completasse ou que se reabrisse o canal que ligava o Nilo ao Mar Vermelho, permitindo a passagem das embarcações do Mediterrâneo para o Mar Vermelho e daí a continuação da viagem ate a Índia ou mais além. Pirenne assim comenta as consequências desse ato de Dario: Doravante a Mesopotâmia não seria mais a grande via do Ocidente para as Índias. O mar iria destronar a terra. O Egito iria ser chamado a desempenhar o papel que tinha dado, até então, sua imensa prosperidade a Babilônia. A sorte do Egito estava fixada: tornava-se o ponto de junção do Ocidente e do Oriente. Dois séculos seriam suficientes para realizar esta profunda revolução na vida econômica do mundo; devia ter como consequências a decadência da Mesopotâmia e o advento do Império Romano.

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Período Parta

Os partas mantiveram o ativo sistema comercial do Irã. Suas boas estradas eram bem mantidas, soldados protegiam as caravanas e o intercâmbio comercial era estimulado - tanto o comércio local como aquele entre o Ocidente e o Oriente. Por exemplo: a cavalaria parta usava armas feitas de aço fabricado na China.

A agricultura persa era dominada pelas grandes propriedades da nobreza. Para todos os fins os camponeses perdiam sua liberdade, pois o país estava dividido entre terras estatais e grandes propriedades. Durante o período helenista declinou o progresso nas ciências agrícolas, mas houve um desenvolvimento da criação de animais domésticos. Nas cidades, costumes liberais facilitavam as condições dos escravos; gregos e iranianos continuaram a misturar-se - uma politica iniciada por Alexandre. As classes sociais se distinguiam pelos seus recursos, e o grego era a língua civilizada por excelência.

Roma e os partas sustentaram o seu conflito tradicional - os romanos pressionando na direção do leste, os partas no sentido contrário. A fronteira era o rio Eufrates, e o Irã foi vitorioso depois de uma longa luta, e de vários ataques pelos nômades setentrionais. A capacidade de resistência a Roma e aos nômades desenvolveu um novo espirito nacional que, mais tarde, seria desenvolvido com os sassânidas. Foi esse espirito que protegeu o mundo civilizado da Ásia Ocidental dos bárbaros vindos do norte.

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Período Sassânida

A Pérsia sassânida tinha uma estrutura social rígida, com o rei no topo e três camadas de aristocracia. A primeira era a dos vassalos, príncipes de importância variada que mantinham seus tronos em troca do reconhecimento da autoridade central do monarca. Esse estrato incluía também os príncipes de sangue real, incumbidos pelo soberano de governar as maiores províncias. Os principados locais declinaram gradualmente, embora representassem a defesa externa do Império.

Uma segunda camada da aristocracia era composta pelos chefes das sete grandes famílias, numero que se manteve ao longo dos séculos desde a época dos aquemênidas. Esta era uma fonte de conflito continuo entre o poder central e os senhores feudais. Suas províncias deviam pagar tributos a esses aristocratas, além dos pagos ao rei, e estavam obrigadas a ceder seus próprios soldados para a defesa da Coroa.

A pequena nobreza, que incluía os ministros e outras altas autoridades, formava o terceiro nível da aristocracia: uma classe em crescimento que representava um contrapeso em relação aos senhores feudais. Abaixo estavam os "homens livres", a nobreza que detinha pequena propriedade e os chefes das aldeias, que proporcionavam um vínculo entre os camponeses e os funcionários imperiais. Abaixo da aristocracia, ou talvez em paralelo, figurava a instituição religiosa, com uma hierarquia própria.

No nível mais baixo da sociedade estavam os camponeses e artesãos, que formavam a grande massa da população, e embora livres de jure eram de facto servos da terra. O Irã dos sassânidas era uma sociedade agrícola, onde a terra era cultivada por servos, sob o controle do Estado e dos estratos superiores da nobreza. Havia também um comércio bastante ativo, em que a seda chinesa, reexportada para o Ocidente, figurava como o produto mais valioso.

Os iranianos desenvolveram práticas bancárias, usando extensamente o equivalente das letras de câmbio. Iranianos e judeus operavam uma rede de bancos que apoiava o importante comércio internacional, favorecido pelo Estado e que lhe proporcionava uma renda importante. Era o Estado que mantinha e policiava as estradas, com estações de repouso e abrigos para caravanas, fornecimento de água e construção de canais. Havia alguns monopólios, e o mais importante era o da seda crua adquirida na China, e tecida também na Síria e em Bizâncio; os sassânidas criaram uma indústria rival no seu território, com oficinas em Susa, Gundeshapur e Shushtar.

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Referências Bibliográficas

BRAUDEL Fernand Les Memoires de la Mediterranée: Ed. Fallois Paris, 1998;

COOGAN M. D., ed. Oxford History of the Biblical World: New York, Oxford University Press, 1998;

RORTY Richard Truth and Progress - Philosophical Papers: Cambridge University Press, 1990.

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Psicologia
29/09/2014 | 10:57h
Como os conceitos de Freud se popularizaram?
Setenta e cinco anos após a morte do psicanalista Sigmund Freud, conceitos e frases que ele criou estão hoje profundamente arraigados na cultura popular. Como o jargão freudiano se popularizou dessa forma? Existe o Freud da literatura médica - o homem barbudo que fundou a psicanálise. O Freud que é constante fonte de debate entre acadêmicos. Depois existe o outro Freud, o Freud da mesa de bar. Aquele que você talvez mencione quando falar de um sonho, ou de um ato falho, ou de alguém que é meio apegado à mãe. Complexo de Édipo. Negação. Id, ego e superego. Libido. Retenção anal. Mecanismo de defesa. Símbolo fálico. Projeção. Não é só a terminologia de Freud que se espalhou pelo léxico popular - o próprio nome Freud virou um adjetivo.
História
28/09/2014 | 02:18h
O império russo do séc. XIX d.e.c.
As guerras estrangeiras do Império Russo ao longo dos séculos lançaram as bases para a sua expansão, que viria a incluir toda a Eurásia setentrional. É claro que, pelos padrões britânicos, os resultados não eram impressionantes. A maior parte do Império Russo estava na Sibéria, cuja maior parte era composta de floresta aparentemente impenetrável e tundra. As mais novas conquistas da Rússia na Ásia Central tinham população escassa e eram pobres - nada equivalente à índia ou nem mesmo à Birmânia. O Estado resultante incluía extensas áreas de fronteira com populações não russas, que eram na verdade dois impérios - um terrestre tradicional na Europa e uma tentativa de imitação do exemplo britânico na Ásia Central. A oeste e ao sul, as políticas interna e externa estavam inextricavelmente inter-relacionadas.
História
26/09/2014 | 11:48h
A era de ouro da cultura russa
O desenvolvimento da sociedade russa durante a era das reformas afetou profundamente a cultura russa, tanto por mudar o ambiente institucional da cultura como por despertar novos impulsos intelectuais e artísticos. Para quase todas as esferas de pensamento e criação, esse período foi a primeira grande era da cultura russa, e a primeira que levou essa cultura a um público além de suas fronteiras. Nos anos 1880, a Rússia havia se tornado parte do mundo, não somente como potência política fundamental, mas como protagonista das artes e até da ciência.
História
25/09/2014 | 17:12h
A industrialização da Rússia e o nascimento do marxismo
A cidade de São Petersburgo serviu de exemplo quanto à transformação da Rússia nas décadas seguintes à emancipação dos servos. À medida que o século XIX avançava, ela transformou-se de capital administrativa de edi­fícios governamentais e residências aristocráticas com um porto marítimo num centro industrial capital atendido por ferrovias, além do porto em expansão contínua e do antigo sistema de canais.
Psicologia
25/09/2014 | 10:49h
Brincar é coisa séria
Todo mundo sabe: medicamentos tarja preta, comercializados com prescrição médica, são usados principalmente para controlar sofrimentos psíquicos. As pílulas que prometem apaziguar a ansiedade e a depressão são vendidas aos bilhões pela indústria farmacêutica. De fato, em muitos casos, remédio é necessário – mas em outros tantos poderia ser dispensado desde que fossem tomadas outras medidas para aplacar as dores da alma. E o que se espera desses remédios? Que restituam a saúde, tragam alívio, ajam rapidamente e apaziguem a angústia. O documentário brasileiro Tarja branca – A revolução que faltava, produzido pela Maria Farinha Filmes, recorre ao termo “tarja” justamente para apresentar um contraponto – sem efeitos colaterais ou necessidade de receita – como outra saída para lidar com a tristeza e a falta de criatividade, na contramão de um caminho que vem de fora para dentro, em forma de pílulas.
História
22/09/2014 | 11:51h
Século XIX, o século das reformas do Estado Russo
A derrota da Rússia na Guerra da Crimeia causou um tremendo choque po­lítico no país. Não era a proporção da derrota, mas a revelação da fraqueza de um sistema político que prezava seu conservadorismo único no cenário europeu e seu suposto poderio militar, acima de tudo. Foi a autocracia que foi derrotada, ainda mais porque o longo cerco de Sebastopol demonstrou para muitos russos que o Exército ainda tinha espírito para lutar, um espírito coibido pelo atraso da sociedade e do governo. O atraso da Rússia não era somente resultado da evolução lenta da economia e da sociedade sob a tutela do tsar Nicolau. O maior problema era que o mundo estava mudando muito rápido em meados do século XIX, e as mudanças mais rápidas esta­vam acontecendo na Grã-Bretanha, o principal rival imperial da Rússia. As ferrovias estavam transformando a paisagem em toda a Europa Ocidental e nos Estados Unidos, baseando-se em e estimulando a modernização acele­rada da produção de ferro e aço, elevando assim a produção a novas alturas. Além das ferrovias, todos os tipos de máquinas foram criados - máquinas a vapor aprimoradas, equipamento de telégrafo e imensos navios com cas­co metálico.
Psicologia
20/09/2014 | 17:51h
Os Mamíferos, animais de cérebros grandes e complexos
Estima-se que os primeiros mamíferos (os morganucodontídeos oxunegazostro-don) surgiram há cerca de 220 a 200 milhões de anos. Os mamíferos originaram-se de répteis sinapsídeos do grupo dos cinodontes. Estes eram caçadores ativos, com altas taxas metabólicas, heterodontia (dentes com distintas funções) e dentes com raízes e mandíbula com menos ossos do que a média dos répteis. Supõe-se que as linhagens que deram origem aos mamíferos eram de animais noturnos (como os sinapsídeos), o que também se relaciona a uma audição e a um olfato mais desenvolvidos nos mamíferos mais basais. Assim, os primeiros mamíferos teriam surgido no Triássico superior e no Jurássico inferior, sendo animais pequenos (que lembram pequenos ratos), de alimentação carnívora ou insetívora. Os mamíferos apresentaram como novidade evolutiva um método especial de gerar suas crias, que já nascem relativamente maduras e, além disso, de poder alimentá-las, isto é, amamentá-las com leite logo ao nascer.
História
29/08/2014 | 16:39h
A era de Catarina, a Grande, na Rússia
A primeira tarefa de Catarina ao ascender ao trono foi afirmar seu poder e lidar com os negócios não acabados do reinado do seu marido. Ela confirmou rapidamente o decreto dele que abolia o serviço compulsório para a nobreza, mas protelou aquele que confiscava as terras dos mosteiros. Ela havia se proclamado defensora dos interesses russos e da ortodoxia e sabia que a Igreja não estava contente com a medida. Outrossim, o conde Panin tinha planos para reorganizar o governo central em torno de um conselho de Estado que teria algum tipo de poder junto com a soberana. A nova imperatriz, após uma espera de mais de um ano e depois de depor o riquíssimo e insolente bispo de Rostov, decretou a secularização das terras da Igreja em 1764. Quase um quinto dos camponeses russos deixaram de ser servos. Quanto aos planos de Panin ela foi mais cautelosa, apenas ignorou-os e manteve-o como chefe do Colégio de Assuntos Estrangeiros e supervisor da educação do seu filho e herdeiro Paulo.
Antropologia
25/08/2014 | 11:07h
A cultura interfere no plano biológico
Os africanos removidos violentamente de seu continente (ou seja, de seu ecossistema e de seu contexto cultural) e transportados como escravos para uma terra estranha habitada por pessoas de fenotipia, costumes e línguas diferentes, perdiam toda a motivação de continuar vivos. Muitos foram os suicídios praticados, e outros acabavam sendo mortos pelo mal que foi denominado de banzo. Traduzido como saudade, o banzo é de fato uma forma de morte decorrente da apatia. Foi, também, a apatia que dizimou parte da população Kaingang de São Paulo, quando teve o seu território invadido pelos construtores da Estrada de Ferro Noroeste. Ao perceberem que os seus recursos tecnológicos, e mesmo os seus seres sobrenaturais, eram impotentes diante do poder da sociedade branca, estes índios perderam a crença em sua sociedade. Muitos abandonaram a tribo, outros simplesmente esperaram pela morte que não tardou.
Psicologia
22/08/2014 | 16:20h
Formulações sobre os dois princípios de funcionamento mental
Há algum tempo notamos que toda neurose tem a consequência, e provavelmente a tendência, portanto, de retirar o doente da vida real, de afastá-lo da realidade. Um fato como esse não poderia escapar tampouco à observação de Pierre Janet; ele falou de uma perda “de la fonction du réel” [da função do real] como característica especial dos neuróticos, mas sem desvelar o nexo dessa perturbação com as condições básicas da neurose.
Psicologia
21/08/2014 | 16:50h
Diferenças entre homens e mulheres: desvendando o paradoxo
Homens e mulheres são e já nascem diferentes. Aliás, os indivíduos são muito diferentes uns dos outros. Mas os homens entre si têm muita coisa em comum e o mesmo é verdadeiro para as mulheres. Já entre os sexos, a gama e a amplitude das diferenças aumentam consideravelmente. Essas frases, do ponto de vista biológico, remetem a uma série de obviedades que parecem até tautológicas. Mas para a psicologia, elas podem ser consideradas a reprodução de um infeliz conjunto de enganos. Homens e mulheres seriam realmente diferentes do ponto de vista psicológico? Quais as principais diferenças entre eles e elas? Em que acarretaria assumir as diferenças de sexo na nossa sociedade? E por que para muitos psicólogos é difícil aceitar diferenças sexuais? Respostas para as três primeiras questões podem ser encontradas em O Paradoxo Sexual: Hormônios, Genes e Carreira, de Susan Pinker (2010). Em resposta à última pergunta será emitida uma breve opinião.
Antropologia
19/08/2014 | 17:46h
O Valor do grupo do EU em detrimento do grupo do OUTRO
http://bit.ly/1tjdrco
Psicologia
17/08/2014 | 21:18h
Adolescência - Tornar-se jovem
Quando lemos um livro, particularmente um livro que fale de Psicologia, esperamos nos encontrar em suas páginas. Mas geralmente esses livros estão distantes de nossas vidas. Falam de coisas que não sentimos, usam termos que não escutamos, enfim, estão descolados de nossa realidade. Esse distanciamento entre a vida e a teoria é conseqüência do trabalho científico, que produz abstrações sobre a realidade. A ciência não reproduz a realidade, mas afasta-se dela para poder compreendê-la. Enquanto estamos discutindo o tema cientificamente, você, jovem, está vivenciando o fenômeno. O risco aqui é o de nos distanciarmos completamente do leitor ou, com um pouco de sorte, estabelecer uma conversa franca, honesta, sem moralismo. É muito difícil estabelecer o limite entre esses dois extremos. Por um lado, fala a cabeça racional do cientista e, por outro, o desejo do educador do encontro com a juventude.
História
17/08/2014 | 21:18h
A Rússia de Anna e Elisabete
Com a restauração da autocracia, Anna subiu ao trono como imperatriz da Rússia e, depois de algum tempo, mandou os líderes dos clãs Golitsyn e Dolgorukii para o exílio. Os dez anos do reinado de Anna, na memória da nobreza russa, foram um período sombrio de governo dos favoritos alemães de Anna - particularmente seu camareiro, Ernst-Johann Biihren (Biron para os russos), que era supostamente todo-poderoso e indiferente aos interesses russos. Essa memória é um exagero considerável. Após um breve interlúdio, a imperatriz Elizabete, filha de Pedro, o Grande, e uma monarca hábil e firme, sucedeu-a (1741-1761). Por baixo de todo o drama da corte, formava-se a nova cultura russa, e a Rússia entrou na era do Iluminismo. Nessas décadas, também podemos vislumbrar a sociedade russa para além das descrições de condição jurídica e no interior da teia das relações humanas.
Mitologia
16/08/2014 | 21:29h
Exu respeita o tabu e é feito o decano dos Orixás
Exu era o mais jovem dos orixás. Exu assim devia reverência a todos eles, sendo sempre o último a ser cumprimentado. Mas Exu almejava a senioridade, desejando ser homenageado pelos mais velhos. Para conseguir seu intento, Exu foi consultar o babalaô. Foi dito a Exu que fizesse sacrifício.
Psicologia
16/08/2014 | 20:17h
A evolução do Sistema Nervoso - Das primeiras células aos vertebrados
As estimativas atuais da ciência sugerem que o universo teria passado por um estágio inicial, algo próximo ao seu surgimento, há cerca de 13,7 bilhões de anos. A teoria moderna mais aceita é a que propõe ter havido uma imensa explosão dando origem ao universo. O momento originário, o Big-Bang, teria ocorrido em um curtíssimo espaço de tempo, a temperaturas elevadíssimas. Segundo tal teoria, logo ao nascer, o universo seria muito menor, extraordinariamente mais denso e mais quente (da ordem do bilhão de graus) do que é agora. Aos poucos, ele teria se tornado mais frio e menos denso, expandindo-se de forma gradativa. Essa tem sido a concepção (ou “o mito de origem”) do universo, segundo as ciências físicas contemporâneas.
História
11/08/2014 | 22:53h
Século XVII, os Romanov assumem o poder na Rússia
O fim do Tempo de Dificuldades trouxe paz para a Rússia e uma nova dinastia de tsares, que permaneceria no trono até 1917. As décadas que sucederam ao Tempo de Dificuldades viram a restauração da ordem social e política que havia existido antes, de forma que a Rússia tinha basicamente o mesmo aspecto do dia em que a Assembleia da Terra elegera Boris Godunov como tsar. Porém, sob a superfície de costumes e instituições restauradas, antigas tendências ganharam velocidade e novos avanços surgiram. A servidão proporcionou uma estrutura rígida que determinava a vida da maioria dos russos e desacelerava, mas não impedia, mudanças e crescimento na economia. No outro extremo da sociedade russa, na corte e entre o alto clero, estavam acontecendo mudanças no sentimento religioso e na cultura que teriam efeitos profundos.
História
10/08/2014 | 18:56h
1598 d.e.c. Morre Tzar Fyodor, Rússia mergulha no caos político
Quando Ivã morreu, o país estava recuperando-se lentamente dos desastres dos últimos 25 anos do seu reinado. Ele tinha dois filhos ainda vivos, Fyodor, o mais velho, de Anastásia, e Dmitri (nascido em 1582) da sua quarta esposa, Maria Nagaia. Fyodor, que aparentemente era limitado tanto nas capacidades quanto na saúde, era casado com Irina Godunov, irmã de Boris Godunov, um boiardo que, graças à Oprichnina, havia ascendido de origens modestas na classe fundiária. Com a acessão do seu cunhado ao trono, Boris agora tinha condições de tornar-se a personalidade dominante em torno do tsar. Antes, porém, ele teria de se livrar dos poderosos boiardos rivais que viram uma oportunidade de restaurar seu poder na corte. De fato, no início do reinado de Fyodor, praticamente todo clã boiardo que tinha sofrido sob o domínio de Ivã retornou à Duma, se ainda não o havia feito antes. Boris não perdeu tempo para marginalizá-los um a um e empurrar alguns deles para o exílio. Seu segundo problema era a presença do tsarévitche Dmitri, pois Fyodor e Irina tiveram somente uma filha, que morrera na infância. Boris havia trazido médicos dos Países Baixos para examinar Irina, mas a iniciativa fora em vão. Portanto, após a morte de Fyodor, o trono passaria presumivelmente para Dmitri, mas em 1591 ele faleceu, supostamente porque se esfaqueou por acidente com uma espada de brinquedo enquanto brincava. Essa foi a conclusão da investigação oficial. Naturalmente, persistiu o rumor de que Boris havia secretamente ordenado o assassinato do garoto, e o mistério continua sem solução até hoje. Certamente, a morte de Dmitri tornou possível tudo o que aconteceu depois.
História
09/08/2014 | 17:38h
Ivan III de Moscow conquista Novgorod, nasce a Rússi
o final do século XV, a Rússia passou a existir como Estado, e não mais um simples grupo de principados inter-relacionados. Exatamente nessa época, na linguagem escrita o termo moderno Rossia (uma expressão literária emprestada do grego) começou a desbancar o tradicional e vernáculo Rus. Se tivermos de escolher um momento em que o principado de Moscou dá origem à Rússia, este é a anexação final de Novgorod pelo grão-príncipe Ivã III (1462-1505) de Moscou em 1478. Com esse ato, Ivã uniu os dois principais centros políticos e eclesiásticos da Rússia medieval sob um único governante e, na geração seguinte, ele e seu filho Vassíli III (1505-1533) acrescentaram os demais territórios. A oeste e ao norte, as fronteiras que eles fixaram são aproximadamente as da Rússia atual, ao passo que ao sul e a leste a fronteira continuou, na maior parte da sua extensão, a ser a fronteira ecológica entre a floresta e a estepe. Apesar da expansão posterior, esse território formou o núcleo da Rússia até meados do século XVIII e continha a maior parte da população e os centros do Estado e da Igreja. Os russos ainda eram um povo espalhado ao longo dos rios entre grandes florestas.
História
08/08/2014 | 19:25h
O surgimento do principado de Moscow
Depois da desintegração gradual de Rus de Kiev, as potências regionais que tomaram seu lugar começaram a diferenciar-se. Nesses séculos, os territórios de Novgorod e do velho Nordeste começaram a formar uma língua e cultura distintas que podemos chamar de russa. Embora o termo mais antigo Rus tenha persistido até ser substituído por Rússia (Rossiia) no século XV, nesse período podemos começar a chamar a região de Rússia e o povo de russo. Nesses séculos, a Rússia, como os outros territórios de Rus de Kiev que ficariam para a Lituânia, conheceu um cataclismo na forma da invasão mongol, que moldou sua história pelos próximos três séculos. O Império mongol foi o último e maior dos impérios nômades formados na estepe eurasiana. Foi principalmente obra de Temuchin, um chefe mongol que uniu as tribos mongóis em 1206 e adotou o nome de Genghis Khan. Ele acreditava que o Eterno Céu Azul havia lhe conferido poder sobre todas as pessoas que viviam em tendas de feltro e que, portanto, ele era o soberano legítimo de todos os nômades da Ásia interior. A estepe não era o bastante. Em 1211, Genghis Khan avançou para o sul contra a Grande Muralha e invadiu a China Setentrional. Em seguida seus Exércitos marcharam para oeste e, quando ele morreu em 1227, eles tinham acrescentado toda a Ásia interior e central aos seus domínios.