Portal   História   Mitologia   Filosofia   Biblioteca   Login
   
   
   
Cidades Civilização Guerras Mapas Governantes Personalidades Vídeos Filmes Épicos
A beleza não está nas palavras de quem diz, mas no ouvido de quem ouve... Odsson Ferreira
Pré, Proto-História Convenção das Datas Idade antiga Idade Média Idade Moderna Idade Contemporânea
Tweeter
18:36h  
Introdução Fontes Administração Agricultura Artes Ciências
Cotidiano Direito Economia Educação Esportes Família
Filosofia Força Militar Geografia Lazer Política Religião
Religião Fenícia
Religião
Civilização Fenícia - Idade Antiga - Antiguidade Oriental
Comentários | Referências bibliográficas | Como citar essa página?
Versão para impressão

Fontes | Religião fenícia segundo os textos de Ras Shamra | Religião fenícia na Baixa Época | O Culto | A vida além túmulo

Fontes

Existe tuna tríplice fonte para o estudo da religião fenícia: o A.T., os autores antigos gregos e latinos, e as descobertas arqueológicas.

A.T. Através das páginas candentes do A.T. a religião fenícia aparece-nos condenada pelo Monoteísmo hebraico por causa de sua abominável idolatria. Quem não conhece, só para citar um exemplo, o dramático e vitorioso desafio do profeta Elias aos sacerdotes de Baal introduzidos por Jezabel, a princesa de Tiro?

Autores antigos - Uma das principais obras antigas citadas no estudo da religião fenícia é o trabalho de Filon, escritor grego nascido na Fenícia pelo ano 42 da era cristã. Filon traduziu as obras de um sacerdote fenício do século XI a.e.c.. chamado Sanchoniathon. Infelizmente FIlon só nos é conhecido através de fragmentos citados por diversos autores entre os quais figura Eusébio, a pai da História Eclesiástica.

Escavações arqueológicas - Os textos de Ras Shamra constituem, naturalmente, as principais fontes arqueológicas. Com efeito, as escavações realizadas na antiga Ugarit ampliaram muito nossos conhecimentos sobre as idéias religiosas dos fenícios. (Os textos de Ras Shamra nos fazem conhecer a religião fenícia arcaica, pois, se a redação das tabuinhas remonta a segunda metade do século XV, seu conteúdo encerra mitos e lendas extremamente antigos, por mais modificados que tenham sido através dos séculos. E esta religião parece nitidamente do tipo asiânico pela parte preponderante que dá aos ritos agrários e às divindades da essência de par de fertilidade e de fecundidade.

Um estudo, mesmo sumário, da religião fenícia deve distinguir duas épocas diferentes: a primeira, que nos é descrita pelas tabuinhas de Ras Shamra, remonta ao II milênio a.e.c.; a segunda é a chamada baixa-época e mostra-nos a religião fenícia já sob a influência grega.

---------------

 

A religião fenícia segundo os textos do Ras Shamra

Vamos citar, a título de exemplo, alguns deuses do panteão fenício tal qual o encontramos nos textos da antiga Ugarit. No cimo do panteão está o deus El-Dagon que possui as atribuições de presidir o curso dos rios e anunciar as chuvas. Em segundo lugar, temos o deus Baal; esse nome, que significa mestre, senhor, designa, nos textos de Ras Shamra, um deus determinado que equivale ao Adad dos mesopotâmicos (Hadad dos sírios). É o deus das alturas, da tempestade, do raio e também da chuva benfazeja ou devastadora. Segundo um dos mitos do Ras Shamra, Baal não possuía ainda templo enquanto que os demais deuses já tinham seu edifício de culto; tal fato parece indicar que Baal era um deus local, pré-fenício, tendo sido posteriormente incluído no panteão. Aliyan, filho de Baal, regia as fontes subterrâneas e os cursos d'água. Anat, virgem guerreira, irmã de Aliyan, lembra Ishtar dos assírios. Mot, antagonista de Allyan, lembra o Nergal dos babilônios; sol do meio-dia, destruidor de toda vegetação e deus dos infernos.

Através dos textos do Ras Shamra, encontramos na origem do panteão fenício, Os deuses característicos dos asiânicos que precederam, na Fenícia como no resto da Ásia Ocidental, a chegada dos semitas. A religião da Fenícia arcaica é, pois, mais um dado importante, ao lado da religião suméria e da religião hitita, para uma reconstituição da religião primitiva da Ásia Ocidental.

---------------

 

A religião fenícia na Baixa Época

Limitar-nos-emos a citação dos principais componentes do numeroso panteão dessa Época. Esses deuses eram cultuados em diversos lugares, mas cada cidade possuía seu próprio patrono. Os fenícios chamavam seus deuses alonim (plural de el = deus) ou então baalim (plural do baal = senhor). Note-se que esta palavra, além do designar o grande deus Baal dos textos de Ras Shamra, era também empregada para designar separadamente os nomes dos deuses de diversos lugares. Assim, por exemplo, Melqart é o baal de Tiro... Vejamos, agora, algumas divindades e a região de que eram protetoras e onde recebiam culto especial.

Melqart como já exposto, era o baal de Tiro. Seu nome significa "deus da cidade"; os autores gregos e as inscrições bilíngues assimilaram-no à Héracles. A princesa Jezabel introduziu seu culto no reino de Israel, o que lhe valeu as maldições do profeta Elias. Propagado pelos tirios, o culto do Melqart teve fervorosos adeptos no Chipre, Egito e em Cartago.

Dagon era a baal do litoral fenício. Conhecemo-lo no A. T. através da história de Sansão; era cultuado principalmente em Asdod.

Eshmun, deus de Sidon, era identificado pelos autores gregos com Asclépios.

Em Gebal e em Beirut prestava-se culto a uma baalat (feminino de baal). A deusa de Gebal, Ashtart, era, a personificação da fecundidade, deusa da maternidade e da fertilidade, a deusa-mãe.

Além de seu deus protetor, cada cidade fenícia possuía outras divindades nacionais e estrangeiras, principalmente mesopotâmicas, egípcias e gregas. Ao lado do culto aos deuses propriamente ditos, os fenícios veneravam as montanhas, as águas, as pedras e as árvores sagradas. Estas eram consideradas habitações dos deuses.

---------------

 

O culto

Os santuários fenícios eram construídos de preferência em lugares elevados. O templo consistia essencialmente em um recinto sagrado situado em pleno ar livre e possuindo, ao centro, uma capela ou uma pedra sagrada. Diante da capela ou da pedra havia um altar para os sacrifícios. Uma fonte e um bosque completavam o ambiente.

Nesses templos existia um numeroso clero dividido em diversas categorias de acordo com a função desempenhada. Encontramos, assim, os adivinhos que proferiam oráculos, os barbeiros sagrados encarregados de cortar o cabelo dos que o dedicassem aos deuses, etc. O pessoal dos templos era completado pelos hieródulos dos dois sexos que se dedicavam à prostituição sagrada. Conhecemos mal o funcionamento e a razão de ser dessa instituição contra a qual a Bíblia e os escritores da Igreja protestaram várias vezes com violência.

Os fenícios ofereciam a seus deuses sacrifícios de animais como bois, cervos, bodes, cordeiros, pássaros, etc. Havia, igualmente, libações de óleo, leite e vinho. Quando o sacrifício era de grande importância, costumava ser comemorado por meio de uma estela votiva. O que nos causa espanto e horror é o sacrifício de crianças. Tal costume nefando, atestado por Filon, Deodoro e pelas próprias escavações arqueológicas, persistiu segundo Tertuliano, em plena era cristã.

---------------

 

A vida de além-túmulo

Os fenícios acreditavam na vida de além-túmulo. A alma humana, separada do corpo, levava uma vida sem prazeres entre outras "sombras". A sobrevivência da alma, entretanto, estava intimamente relacionada com a sorte do cadáver, dai as precauções tomadas para a conservação do mesmo. Sepultavam-no com objetos de uso corrente do morto tais coma lâmpadas, vasos e jóias. Para evitar os contumazes violadores de sepulturas, procuravam-se lugares escondidos e abrigados: poços profundos e cavernas. Os epitáfios, ao mesmo tempo que asseguravam a ausência do quaisquer tesouros nos sarcófagos, continham sérias ameaças e maldições contra os que ousassem profanar a paz dos mortos. Vejamos este interessante exemplo de inscrição funerária do rei Tabnit, encontrada em Sidon:

"Eu, Tabnit, sacerdote de Ashtart, rei dos Sidônios, filho do Eshmunazar, sacerdote de Ashtart, rei dos Sidônios, descanso nesta caixa. Quem quer que sejas, que encontrares esta caixa, não abras meu túmulo, não me perturbes, pois não existe aqui prata, não existe aqui ouro, tem espécie alguma do vasos. Despojado, em repouso sozinho nesta caixa. Oh! Não abras meu túmulo e não me perturbes, pois é uma coisa abominável a Ashtart, e se te ousares abrir meu túmulo e se tu ousares perturbar-me, que não tenhas nem progenitura entre os vivos sob o sol, nem leito de repouso como as rephaim (sombras)".

Os fenícios adquiriram o hábito, certamente por influência dos egípcios, de mumificar pelo menos os cadáveres das pessoas mais importantes. Não é possível dizer com certeza a época em que tal costume foi introduzido na Fenícia, pois as condições climatéricas não favoreceram, como no Egito, a conservação indefinida das múmias.

Como a religião mesopotâmica, a religião fenícia estava desprovida de conceito de recompensa ou castigo no além, relacionados com o procedimento na vida terrena. As práticas religiosas visavam a conciliar a boa vontade e a proteção dos deuses para uma vida longa e feliz neste mundo. Essa mentalidade está bem expressa na seguinte inscrição em que um rei de Biblos invoca a senhora de Biblos para que faça com que ele viva, que prolongue seus dias e seus anos, porque é um rei justo, que ela lhe faça graça aos olhos dos deuses e aos olhos de seu povo.

Referências Bibliográficas

CONTENAU, G. La civilisation Phénicienne. Nouvelle édition revue. Payot, Paris 1944.

Versão para impressão
Como citar essa página?    
 
 
   
Introdução Fontes Administração Agricultura Artes Ciências
Cotidiano Direito Economia Educação Esportes Família
Filosofia Força Militar Geografia Lazer Política Religião
História da Antiguidade Oriental
História da Antiguidade Oriental -  | 1969 |
Mário Giordani Curtis
362 Páginas
1969 /
Editora Vozes
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  Todas as notícias
Estela de Baal
Estela fenícia representando o deus Baal.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Deusa fenícia Astarte
Gravura representando a Deusa fenícia Astarte.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  Banco de Imagens Todas as notícias
A vida Pré-Cambriana
Geologia - Evolução das Espécies
O Vêndico, que terminou há quinhentos e Quarenta e cinco milhões de anos, marcou a ultima etapa do sistema Pré-Câmbriano. Este longo intervalo da história da Terra foi uma época de continentes à deriva e de alterações atmosféricas e da química dos oceanos. Os geólogos possuem bom número de provas que demonstram que nos tempos vêndicos a maioria dos continentes se aglomerava no hemisfério sul, com o Noro...
O que é a emoção?
Psicologia - Inteligência Emocional
Uma palavra sobre o que quero dizer sob a rubrica emoção, termo cujo significado preciso psicólogos e filósofos discutem há mais de um século. Em seu sentido mais literal, o Oxford English Dictionary define emoção como “qualquer agitação ou perturbação da mente, sentimento, paixão; qualquer estado mental veemente ou excitado”. Eu entendo que emoção se refere a um sentimento e seus pensamentos distintos,...
Testemunhas da Primeira Guerra Mundial
História - Primeira Guerra Mundial
Esmee Sartorious trabalhou como enfermeira durante toda a guerra, primeiro na Bélgica, depois em hospitais na frente britânica e, por fim, na Itália. Antes de voltar para casa por meio da neutra Holanda, em agosto de 1914 ela viu de perto o início da ocupação alemã na Bélgica: Como tantas outras, quando a guerra foi declarada, eu me apresentei imediatamente à organização St. John’s Ambulance, a fim de s...
Czar Nicolau II
História - Rússia
Ficaria conhecido na história como o Czar Libertador, o homem responsável pela libertação dos servos e pela in­trodução de grandes reformas internas. Mas para os pe­quenos e determinados grupos revolucionários russos do final do século XIX, Alexandre II era o símbolo de repressão, cuja morte era necessária para a introdução de uma nova ordem....
Aprendizado emocional nas Escolas
Psicologia - Inteligência Emocional
O tema, por sua própria natureza, exige que professores e alunos se concentrem no tecido emocional da vida da criança — uma concentração decididamente ignorada em quase todas as outras salas de aula dos Estados Unidos. A estratégia aqui inclui o uso das tensões e traumas da vida das crianças como o tema do dia. Os professores falam de problemas reais — a mágoa por ser deixado de fora, inveja, desacordos...
Controle emocional aprendido desde o berço
Psicologia - Inteligência Emocional
O fato é muito chocante. Mas é também mais um indicador, à nossa disposição, para que tomemos consciência da necessidade, urgente, de ensinamentos que objetivem o controle das emoções, as resoluções de desentendimentos de forma pacífica e, enfim, a boa convivência entre as pessoas. Os educadores, há muito preocupados com as notas baixas dos alunos em matemática e leitura, começam a constatar que existe ...
Experiência traumática e o reaprendizado emocional
Psicologia - Inteligência Emocional
Esses momentos vívidos, aterrorizantes, dizem hoje os neurocientistas, tomam-se lembranças impressas nos circuitos emocionais. Os sintomas são na verdade sinais de uma amígdala cortical superestimulada impelindo as vívidas lembranças do momento traumático a continuar invadindo a consciência. Como tal as lembranças traumáticas tornam-se gatilhos sensíveis, prontos para soar o alarme ao menor sinal de que...
A vida camponesa russa - Aristocratas e servos
História - Rússia
ra o ano de 1803 quando, no final de uma tarde quente de agosto, a menina Mar­ta Wilmot chegou a Troitskoe. Enviada na esperança de que este interregno a ajuda­ria a suportar a dor provocada pela morte do seu irmão favorito, não podia estar mais ansiosa para sair da carruagem. Tinha feito uma parada em São Petersburgo, após uma longa viagem, e tinha ouvido alguns comentários desagradáveis acerca da prin...
As influências das emoções na recuperação clínica
Psicologia - Inteligência Emocional
Além do argumento humanitário que convoca os médicos para que dispensem, junto com o tratamento clínico, cuidados que envolvam a saúde emocional do paciente, existem outras razões convincentes o bastante para que esses profissionais considerem a realidade psicológica e social dos pacientes como pertinente à área médica, e não fora dela. Agora há argumentos científicos que demonstram, efetivamente, que h...
Primeira Guerra Mundial - Frente oriental, os russos em Varsóvia e Cárpatos
História - Primeira Guerra Mundial
Nos primeiros meses da guerra, os exércitos da frente oriental, assim como seus congêneres da ocidental, se destacaram especialmente por sua resiliência. Após as vitórias iniciais alemãs na Prússia oriental e a retirada austro-húngara do leste da Galícia, os exércitos adversários continuaram a lutar ao longo de toda a frente; a ação mais sangrenta resultou de quatro contra ofensivas empreendidas pelas P...
Primeira Guerra Mundial - Frente oriental, os russos em Tannenberg e Lemberg
História - Primeira Guerra Mundial
Em função da invasão russa à Prússia oriental, a Alemanha não estava em posição de pressionar as forças austro-húngaras enquanto continuavam esperando a chegada das tropas do B-Staffel. Tivesse contado com as 13 divisões do 2° Exército na frente oriental no começo da campanha, Conrad disporia ao menos de uma superioridade numérica inicial em relação aos russos; em vez disso, em termos de número de tropa...
Primeira Guerra Mundial - A Áustria invade a Sérvia
História - Primeira Guerra Mundial
Dada a magnitude da ação se desenrolando na frente ocidental a partir dos primeiros dias de agosto e o amplo conflito na frente oriental mais para o final do mês, os Bálcãs logo se tornaram a frente esquecida da guerra. Depois que a mobilização russa de 31 de julho forçou o Império Austro-Húngaro a alterar sua disposição de tropas do Plano B (contra a Sérvia) para o Plano R (contra a Rússia), a moviment...
Casamento: Dormindo com o inimigo
Psicologia - Inteligência Emocional
Amar e trabalhar, disse certa vez Sigmund Freud a seu discípulo Erik Erikson, são capacitações correlacionadas que indicam que alcançamos a plena maturi­dade. Se for assim, então a maturidade pode ser considerada uma etapa da vida em vias de extinção — a incidência de divórcios aponta para a necessidade crucial de uma inteligência emocional. Vejamos as estatísticas. A porcentagem anual de divórcios mais...
Primeira Guerra Mundial - Os Alemães invadem a França
História - Primeira Guerra Mundial
Duas semanas e meia se passaram entre a invasão alemã da Bélgica e o primeiro enfrentamento entre esses soldados e o exército francês; contudo, a França estava calamitosamente despreparada para enfrentar os invasores, porque tinha subestimado o número de alemães e calculara mal o lugar onde atravessariam a fronteira. As tropas mobilizadas na frente ocidental alemã incluíam quase 1,5 milhão de homens em ...
Primeira Guerra Mundial: Os alemães invadem a Bélgica
História - Primeira Guerra Mundial
nquanto Schlieffen tinha pressuposto que as tropas alemãs mais ao norte, o 1° Exército, atravessariam os Países Baixos em sua marcha para o oeste, Moltke previu que a Grã-Bretanha talvez respondesse a essa violação do território belga bloqueando a Alemanha e reconheceu que os Países Baixos, neutros, poderiam servir como “o tubo que nos permitirá respirar”. De fato, a Alemanha detinha 50% das exportações...
Viver em sociedade
Psicologia - Inteligência Emocional
Como é comum em crianças de cinco anos que têm irmãos mais novos, Len perdeu a paciência com jay, de dois anos e meio, que desarrumou os blocos de Lego com os quais estavam brincando. Enraivecido, Len morde Jay, que cai no choro. A mãe, ouvindo o grito de dor de jay, acorre e censura Len, ordenando-lhe que guarde o que deu motivo à briga, os blocos de Lego. Diante dessa ordem — que seguramente soa a uma...
O Poder da empatia
Psicologia - Inteligência Emocional
vários deuses e deusas poderosos da Grécia jamais se incluíram entre os Doze Olímpicos. Pã, por exemplo, um tipo humilde, agora morto, contentou-se em viver sobre a terra na Arcádia rural. Hades, Perséfone e Hécate sabiam que sua presença não era bem-vinda no Olimpo. A Mãe Terra, por sua vez, era demasiado velha e apegada a seus hábitos para se adaptar à vida familiar de seus netos e bisnetos....
Primeira Guerra Mundial: A crise de Julho de 1914
História - Primeira Guerra Mundial
De todas as crises internacionais da história, nenhuma foi alvo de um escrutínio mais meticuloso ou de um maior número de análises acadêmicas do que a Crise de Julho de 1914, que começou com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando em Sarajevo, em 28 de junho, e culminou em uma troca de declarações de guerra entre as grandes potências a partir de 1° de agosto. Assim que o conflito teve início, o...
Os prejuízos da ansiedade nos processos de aprendizado
Psicologia - Inteligência Emocional
A capacidade de manter o autocontrole, de suportar o turbilhão emocional que o acaso nos impõe e de não se tornar um “escravo da paixão”, tem sido considerada, desde Platão, como uma virtude. Na Grécia clássica, esse atributo era denominado sophrosyne, “precaução e inteligência na condução da própria vida; equilíbrio e sabedoria”, como interpreta Page DuBois, um estudioso do idioma grego. Para os romano...
Antecedentes da Primeira Guerra Mundial
História - Primeira Guerra Mundial
Havia a Alsácia-Lorena: caso se iniciasse uma guerra entre Alemanha e França, esta só aceitaria a paz se a Alsácia-Lorena fosse devolvida [...] [e] a Alemanha jamais admitiria a perda das províncias. Havia a rivalidade naval anglo-germânica: declarada a guerra, a Grã-Bretanha não aceitaria a paz, a menos que a ameaça de uma marinha alemã poderosa fosse permanentemente extirpada. Havia Constantinopla: de...