Portal   História   Mitologia   Filosofia   Biblioteca   Login
   
   
   
Cidades Civilização Guerras Mapas Governantes Personalidades Vídeos Filmes Épicos
Tanta coisa a dizer, tanto assunto a discutir... Tão poucas pessoas capazes de entender, sequer saber ouvir... Odsson Ferreira
Pré, Proto-História Convenção das Datas Idade antiga Idade Média Idade Moderna Idade Contemporânea
Tweeter
16:40h  
Templodeapolo.net > História > Idade Antiga > Antiguidade Americana > Olmecas > Olmecas: Riqueza e poder na Mesoamérica
Introdução Fontes Administração Agricultura Artes Ciências
Cotidiano Direito Economia Educação Esportes Família
Filosofia Força Militar Geografia Lazer Política Religião
Olmecas: Riqueza e poder na Mesoamérica
Economia
História - Idade Antiga - Antiguidade Americana - América Pré-colombiana - Olmecas - Economia Olmeca
Comentários | Referências bibliográficas | Como citar essa página?
Versão para impressão

Fabianna Zani (red.)

Entre 900 e 400 a.e.c., o centro do império olmeca foi La Venta, cidade erguida em uma enorme planície na região do atual estado de Tabasco, no México. Nesse período, calcula-se que viviam em todas as cidades olmecas cerca de 350 mil pessoas.

A base da economia, também como na época de San Lorenzo, era a agricultura. As colheitas eram generosas. Ao longo das margens dos rios fertilizadas pelas cheias, plantava-se ilho, feijão, abóbora e chili - pimenta muito apreciada na época e hoje típica da culinária mexicana. A dieta era complementada pela caça e pesca, além da coleta sistemática de frutas e tubérculos silvestres. A agricultura era do tipo coivara, com a prática de queimadas para limpar o terreno e adubá-lo com as cinzas para o próximo plantio.

O excedente da safra era comercializado com outros povos. O escambo de alimentos logo evoluiu para transações mais sofisticadas, que incluíam pedras preciosas e semipreciosas, com o jade, com o qual era confeccionadas belas imagens.

As práticas comerciais tornaram a sociedade hierarquizada, com sofisticada organização política e social. Além de integração, havia migração entre as cidades e nasceram novos tipos de profissionais, como escultores, tecelões, lapidadores, construtores e soldados.

No auge do império, são surpreendentes os conhecimentos demonstrados pelos olmecas em áreas como astronomia, engenharia e matemática - há evidências de que eles conheciam o zero, um número neutro, que permite chegar ao conceito de dezenas, centenas, milhares e assim por diante.

 

Obras faraônicas

A engenhosidade olmeca levou à edificação, em La Venta, das mais avançadas obras arquitetônicas e artísticas da América de então. Merece destaque uma pirâmide de 32 metros de altura, formada por várias camadas de argila colorida comprimida, todo amparado por lajotas de pedra calcária. No local, novas cabeças monumentais foram erigidas, de proporções ainda maiores do que as de San Lorenzo. Na base da pirâmide, havia esculturas talhadas com imaens de soberanos ou deuses enfeitados com penas e peles de jaguar.

Os estudiosos acreditam que La Venta era um lugar sagrado. Além das cabeças colossais, os arqueólogos encontraram no local centenas de cabeças e objetos relacionados a cultos religiosos. Também foi encontrada uma tumba contendo machados de jade muito afiados, provavelmente usados em rituais de sacrifício. Sinais de sacrifício humano também podem ser observados em algumas estátuas que mostram crianças mortais nos braços de sacerdotes. Esses rituais macabros se concentraram por volta de 400 a.e.c., quando o império entrou em declínio.

Nessa época, assim como San Lorenzo, La Venta foi destruída. Os olmecas aos poucos abandonaram a cidade, talvez forçados por mudanças nos cursos da águas do rios da região. Os sobreviventes acabaram por perder sua identidade como povo, juntaram-se a outros grupos e ficaram em Três Zapotes até 200 a.e.c., desta vez de forma discreta, sem erigir esculturas imensas. O impacto dos olmecas na cultura americana, no entanto, foi enorme. Basta ver seus herdeiros, teotihuacanos, toltecas, zapotecas e maias, que aperfeiçoaram o calendário, a escrita, as ruas de uma engenharia ímpar e os ensinamentos agrícolas.

 

É bola na linha

Nem tudo era trabalho duro no cotidiano dos olmecas. Foram eles que provavelmente inventaram os "jogos de bola" pré-colombianos, amplamente registrados entre maias e astecas. Foram descobertas perto de Sn Lorenzo antigas bolas feitas de uma espécie de borracha natural, chamada "hule". Em la Venta, o achado foram quadras para a prática dos tais jogos. Cada time contava com sete guerreiros e a regra era simples: a bola deveria ser rebatida com o corpo, sem usar as mãos, até ultrapassar determinada linha. Certamente, as partidas eram emocionantes e os atletas, muito dedicados. Mas não havia o que se poderia chamar de espírito esportivo: o time perdedor era em geral, sacrificado. Na cultura olmeca, os guerreiros, como homens fortes, não admitiam a derrota, sinal de fraqueza que não podiam se dar ao luxo de ostentar.

Referências Bibliográficas
Versão para impressão
Como citar essa página?    
 
 
   
Introdução Fontes Administração Agricultura Artes Ciências
Cotidiano Direito Economia Educação Esportes Família
Filosofia Força Militar Geografia Lazer Política Religião
  Todas as notícias
Escultor Olmeca
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
Trabalhador Olmeca
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
  Banco de Imagens Todas as notícias
Chantagem Emocional
Psicologia - Psicanálise
Você tem medo de ser reprovado ou tem medo do outro? Você sente que deve a alguém uma obrigação, mesmo quando se trata de algo que você não deseja fazer ou que é ruim para você? Você se sente culpado quando não cede às solicitações do outro? Situações deste tipo fazem você se sentir que não é uma pessoa boa? De acordo com a autora Susan Forward, se você respondeu sim a qualquer destas pergun­ tas, exist...
Fios, seduções e olhares: os primórdios 'psi' nas terapias para corpos e mentes perturbados
Psicologia - História da Psicologia
Viena, último quarto do século XVIII. A mansão da Landstrasse número 261 recebe músicos famosos no teatro montado no jardim; nas reuniões são servidas as mais sofisticadas iguarias, enquanto os convidados passeiam entre as estátuas, apreciam a piscina circular de mármore e sobem o pequeno morro para avistarem o Danúbio. Trata-se da casa de Franz Anton Mesmer (1734-1815), um alemão enriquecido pelo matri...
Behaviorismo: As influências anteriores
Psicologia - História da Psicologia
Hans, o Esperto, foi o cavalo mais famoso de toda a história da psicologia. Naturalmente, ele foi o único cavalo na história da psicologia, mas isso não diminui suas realizações extraordina­riamente brilhantes. No início da década de 1900, praticamente toda pessoa culta da Europa e dos Estados Unidos já ouvira falar a respeito de Hans, o cavalo prodígio. Ele foi o cavalo mais esperto do mundo e conhecid...
Papiro que fala da esposa de Jesus não é falso, diz pesquisa
História - Civilização Egípcia
Um pedaço de papiro antigo que contém uma menção à esposa de Jesus não é uma falsificação, de acordo com uma análise científica do controverso texto, declararam nesta quinta-feira pesquisadores americanos. Acredita-se que o fragmento seja proveniente do Egito e contém escritos na língua copta, que afirmam: "Jesus disse-lhes: 'Minha esposa...'". Outra parte diz ainda: "Ela poderá ser minha discípula". ...
Comparação e genealogia na psicologia inglesa no século XIX
Psicologia - História da Psicologia
A obra de Charles Darwin (1809-1882) marcou de maneira incontornável a concepção do vivo no século XIX e os cinquenta anos que sucederam a publicação de Origem das espécies (1859) podem ser chamados de era darwiniana não só na psicologia, mas na biologia e nas ciências sociais (Jacquard, 1986). Ao final de sua obra marco, Darwin “visualiza novos campos que se estendem para pesquisas ainda mais important...
Funcionalismo Fundação e Evolução
Psicologia - História da Psicologia
Ele foi um dos homens mais famosos do mundo; contudo, frequentemente andava pelas ruas de Londres usando protetores de orelha para proteger seus pensamentos de interferências externas. Sempre que sons o perturbavam, seu dia estava arruinado. Charles Darwin o chamava de "nosso filósofo", e, frequentemente, era possível vê-lo va­gando sem rumo "sem conseguir se concentrar, escrever ou mesmo ler” (Coser, 1...
Wilhelm Wundt e o estudo da experiência imediata
Psicologia - História da Psicologia
ilhelm Wundt (1832-1920) é normalm ente considerado, na historiografia da psicologia, como o fundador da psicologia científica, tí­tulo este que está diretamente relacionado ao fato de ter criado, em 1879, o Laboratório de Psicologia na Universidade de Leipzig, na Alemanha. Além disso, é um dos autores mais citados e mencionados nos manuais de história da psicologia. Entretanto, apesar de toda essa fama...
300 anos dos Romanov
História - Rússia
Em 11 de Julho de 1613, um novo czar foi coroado na Ca­tedral da Assunção, em Moscou. Seu nome era Miguel Feodorovich e nele eram depositadas grandes esperanças. O inexperiente Estado russo tinha acabado de sair de um período de quinze anos de guerras externas e revoltas inter­nas, chamado Tempos Difíceis, e esperava-se que o jovem de dezesseis anos, Miguel Feodorovich, trouxesse para a Rússia dias melh...
A psicologia no recurso aos vetos kantianos
Psicologia - História da Psicologia
Para entender os rumos da psicologia, especialmente na Alemanha do século XIX. é necessário em primeiro lugar entender as críticas a que foi submetida desde o final do século XVIII. E o mais notável de todos os seus críticos foi Imannuel Kant, considerado o inaugurador da filosofia contemporânea. A ele caberá a colocação dos novos parâmetros para o conhecimento ocidental....
Paranóia - um rascunho pré-psicanalítico (FREUD 1894)
Psicologia - Psicanálise
Na psiquiatria, as idéias delirantes situam-se ao lado das idéias obsessivas como distúrbios puramente intelectuais, e a paranóia situa-se ao lado da loucura obsessiva como um psicose intelectual. Se as obsessões já foram atribuídas a uma perturbação afetiva e se encontrou prova de que elas devem sua força a um conflito, então a mesma opinião deve ser válida para osdelírios, e também estes devem ser con...
Transiberiana, a mais longa ferrovia do mundo
História - Rússia
Para aqueles que tiveram o privilégio de percorrê-lo, ele é bem mais do que uma experiência. Uma referência, um mito. Impossível esquecê-lo. Basta evocar o rolamento do caminho de ferro na imensidão siberiana – caleidoscópio de paisagens diversas – para despertar a curiosidade. A ferrovia mais longa do mundo – quase 10 mil quilômetros, um quarto da circunferência da Terra na altura do Equador – ainda in...
O espaço infantil no mundo pós moderno
Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento
A sociedade européia medieval, até por volta do século XII, não retratava as crianças, o que, para Philippe Áries, significa que a criança ainda não tinha um espaço definido na sociedade. Alguns séculos depois, o pintor espanhol Diego Velásquez, retratista oficial da corte espanhola em 1623, reproduzia imagens de crianças, como seus netos ou a Princesa Infanta Margarida, filha do Rei Felipe, mas nessas...
Ideias Psicológicas na cultura Luso-brasileira, do séc. XVI ao XVIII
Psicologia - História da Psicologia
As instituições superiores de ensino são criadas no Brasil somente no século XIX, o que faz com que a psicologia percorra outros caminhos em sua história entre nós. Indica-se a reconstrução de conhecimentos e práticas psicológicas presentes no contexto de culturas e sociedades específicas, expressivos das diversas “visões de mundo” que as caracterizam. Entende-se por visão de mundo aquele conjunto de as...
Estudo comparativo das paralisias (Freud 1888-1893)
Psicologia - Psicanálise
Na época em que, em 1885 e 1886, fui aluno de M. Charcot, ele teve a grande amabilidade de me confiar a tarefa de efetuar um estudo comparativo das paralisias motoras orgânicas e histéricas, baseado nas observações do Salpêtrière, na esperança de que tal estudo pudesse revelar algumas características gerais da neurose e proporcionar melhor visão da sua natureza. Por motivos fortuitos e pessoais, durante...
Um caso de cura pelo Hipnotismo (Freud 1893)
Psicologia - Psicanálise
Já havia vários anos que eu conhecia a senhora a quem pude, desse modo, proporcionar atendimento numa fase importante de sua existência, e ela permaneceu sob minha observação, posteriormente, por vários anos. O distúrbio do qual foi aliviada pela sugestão hipnótica tinha surgido, pela primeira vez, algum tempo antes. E havia em vão lutado contra ele e, devido a tal problema, tinha sido forçada a uma lim...
Neurônios e Processos sinápticos
Psicologia - Neuropsicologia
O sistema nervoso funciona como um dispositivo capaz de perceber variações energéticas do meio externo ou interno no organismo, analisar essas variações quanto à sua qualidade, intensidade e localização para, finalmente, organizar comportamentos que constituam uma resposta adequada ao estímulo que foi apresentado ao indivíduo. Este ciclo de atividades é normalmente referido como arco reflexo. As variaçõ...
Hipnose (Freud 1891)
Psicologia - Psicanálise
Seria um equívoco pensar que é muito fácil praticar a hipnose com fins terapêuticos. Pelo contrário, a técnica de hipnotizar é um método médico tão difícil como qualquer outro. Um médico que deseja hipnotizar deve tê-lo aprendido com um mestre nessa arte e, mesmo depois disso, deverá ter tido bastante experiência própria, a fim de obter êxitos em mais do que alguns poucos casos. Depois, como hipnotizado...
Resenha de Hipnotismo, de August Forel (Freud 1889)
Psicologia - Psicanálise
Esta obra do conceituado psiquiatra de Zurique, com apenas 88 páginas, é a ampliação de um artigo sobre a importância forense do hipnotismo, publicado em 1889 na Zeidchrift für die gessaste Strafrechtswissenschaft [Revista de Penalogia Geral], 9, 131. Sem dúvida, ocupará um lugar de destaque, por muitos anos, na bibliografia alemã sobre hipnotismo. Conciso, com a forma quase de um catecismo,expresso em ...
EXU GANHA O PODER SOBRE AS ENCRUZILHADAS
Mitologia - Mitologia Africana
Exu não tinha riqueza, não tinha fazenda, não tinha rio, não tinha profissão, nem artes, nem missão. Exu vagabundeava pelo mundo sem paradeiro. Então um dia, Exu passou a ir à casa de Oxalá. Ia à casa de Oxalá todos os dias. Na casa de Oxalá, Exu se distraía, vendo o velho fabricando os seres humanos....
A Psicologia do Séc. XVIII
Psicologia - História da Psicologia
Em torno de 1770, o autor de um artigo sobre psicologia numa enciclopédia suiça termina seu texto com a seguinte pergunta: “Qual é a ciência que mereça nossa atenção e que não tenha a psicologia por base, princípio e guia?” Ele acrescenta ainda que sem o conhecimento da natureza, das faculdades, qualidades, estados, relações e destinação da alma humana, nós não podemos julgar nem decidir sobre nada, nem...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

>