Psicologia
Mitologia
Geologia
Filosofia
Astronomia
Antropologia
Pré, Proto-História (246mil a.e.c.)
Idade Antiga (4000 a.e.c. - 476 d.e.c.)
Idade Média (476 - 1453 d.e.c.)
Idade Moderna (1453 - 1789 d.e.c.)
Idade Contemporânea (1789 - 1946 d.e.c.)
Era da Informação (1946 - Presente)
Administração
Artes
Ciências
Direito
Economia
Família
Fontes
Geografia
Introdução
Língua
Religião
Sociedade
Mesopotâmia, país e povo

 

LINK CURTO:
http://bit.ly/1WU6Wya
História - Idade Antiga - Antiguidade Oriental - Civilização Suméria - Civilização Acadiana - Civilização Assíria - Civilização Babilônica - Localização geográfica da Mesopotâmia
Este texto não é de propriedade do editor do sítio. < Clique para solicitar referências e autoria >
Por Mário Curtis Giordani

Na seqüência dos historiadores gregos, considerou-se durante muito tempo a Mesopotâmia, a bacia do Tigre e do Eufrates, como uma unidade geográfica e histórica. Tal concepção, hoje caduca, não resiste à análise dos fatos. A Mesopotâmia divide-se em quatro regiões de características muito diferentes, constituídas por oasis mais ou menos extensos, arados por estepes secas e pedregosas ou por pântanos.

A Norte, estende-se a Alta Mesopotâmia, suficientemente úmida para que a agricultura possa depender das chuvas de Inverno. Compreende a Assíria, rosário de oasis que se desfia ao longo do Tigre e dos seus afluentes a Djeziré, estepe desolada que serve de pastagem após os períodos chuvas.

Vem, em seguida, o vale do Eufrates e a planície aluvial, sujeitos as cheias caprichosas dos rios, as do Eufrates em Abril e as do Tigre em Maio. A Paisagem é, pois, modulada pelas aluviões. É uma terra fértil; a raridade das chuvas toma, no entanto, necessário um sistema de irrigação complexo e altamente aperfeiçoado. Esta irrigação intensiva acabara entretanto por arruinar os solos fazendo que apareçam à superfície os elementos de sais que se encontram a alguma profundidade.

Mais a Sul, a, região dos grandes pântanos é um autêntico mar de caniços rico em caça e em peixe. É o refúgio dos fugitivos e dos proscritos. Julgou-se durante muito tempo que, na Antiguidade, as costas do golfo deviam encontrar-se mais a Norte do que se encontram nos nossos dias e que, conseqüentemente, as grandes cidades sumérias se situavam à beira do mar. Mas os trabalhos dos geólogos ingleses G.M. Lees e N.R Falcon tendem a fazer admitir uma formação muito mais antiga da região baixa. As cidades ter-se-íam então erguido nas margens de uma laguna de água doce.

Por fim, a Sudeste, no prolongamento da planície, estende-se a Susiana, franja do Elam, banhada pelos cursos do Karum e do Kerkha cujos altos vales abrigam as rotas comerciais que conduzem ao planalto iraniano.

As várias partes da Mesopotâmia apenas tem em comum a ausência quase geral de minérios, de pedra e de madeira de construção. É à argila do solo que a Mesopotâmia vai buscar o tijolo, o seu único material de construção juntamente com a cana.

Importante encruzilhada de estradas, a planície não deixa de lembrar uma grande avenida comercial. Para além do golfo Pérsico, o tráfico marítimo estende-se até ao Indo. Na própria planície, as rotas fluviais são acompanhadas pelas rotas das caravanas que chegam ate à Síria do Norte, às regiões de Katna, de Alepo ou de Karkemish. De Iá partem as principais vias de comunicação para a Ásia Menor, Palestina e Egito, e, ao longo das costas do Líbano, para Chipre, Creta e ilhas do mar Egeu. Compreende-se então como o desejo de possuir um porto seguro no golfo Pérsico pode suscitar conflitos. É obvio que a vontade de controlar o conjunto das rotas; comerciais da planície está na origem da formação dos grandes impérios.

Palavras e Significados:
Referências e Notas:

A.L. OPPENHEIM, Ancient Mesopotâmia, Chicago, 1964;

J. B. PRITCHARD, The Ancient Near East in Pictures: Princeton, 1954.

 

Mais de Civilização Suméria | Geografia
Mais TEXTOS
Civilização Suméria | Geografia
Mesopotâmia, país e povo
Na seqüência dos historiadores gregos, considerou-se durante muito tempo a Mesopotâmia, a bacia do Tigre e do Eufrates, como uma unidade geográfica e histórica. Tal concepção, hoje caduca, não resiste à análise dos fatos. A Mesopotâmia divide-se em quatro regiões de características muito diferentes, constituídas por oasis mais ou menos extensos, arados por estepes secas e pedregosas ou por pântanos. A Norte, estende-se a Alta Mesopotâmia, suficientemente úmida para que a agricultura possa depender das chuvas de Inverno.
Civilização Suméria | Geografia
Geografia suméria
Designa-se, de um modo vago, por Mesopotâmia, palavra que significa entre rios, a região banhada pelo Tigre e Eufrates e que foi outrora teatro dos acontecimentos da História da Babilônia e da Assíria. Como o Egito é um dom do Nilo, a Mesopotâmia o é do Tigre e do Eufrates. Esses dois rios tem suas nascentes no maciço montanhoso da Armênia, onde reinam neves eternas, descem impetuosos para a planície, onde a areia substitui a rocha, e vão desaguar no Golfo Pérsico, após se unirem no Chat-el-Arab. Na Antiguidade cada um dos rios possuía sua desembocadura própria. Com o passar dos anos, as aluviões depositadas pelas águas provocaram a união dos dois rios nas proximidades da cidade moderna de Kornah, ao noroeste de
Civilização Suméria | Outros tópicos
TODOS TEXTOS
Civilização Hebráica | Religião
Deus e o mal, da mesopotâmia à bíblia
No plano utilitário, uma curiosidade como essa é legitimada pela busca de um remédio: se tenho um severo ataque de dor ciática, tomo um comprimido e a dor se atenua, ou desaparece. Mas, de acordo com a gravidade do mal, é no plano religioso que esse "por quê?" se impõe com mais força, insistência ou angústia. A partir do momento em que é possível remeter tudo o que se passa aqui embaixo a uma causa sobrenatural, ao mesmo tempo inteligente e onipotente; a partir do momento em que se pensa ter diante de si, mesmo invisível, um interlocutor responsável ao qual se pode perguntar "por quê?", ainda que ele não responda, que
Civilização Babilônica | Cotidiano
Moral e ética na Mesopotâmia
Tinham os mesopotâmios uma moral? Se entendermos por esse termo o conjunto de regras que devem dirigir a atividade livre dos homens, então é claro que tinham uma moral! Ninguém pode viver normalmente sem que sua atividade livre seja orientada para uma certa felicidade, da coletividade ou de cada pessoa. Se bastasse responder sim ou não à pergunta que dá início a este artigo, ela já estaria inteiramente resolvida. Não se falava muito no assunto na Mesopotâmia. A palavra nem sequer existe na língua do país, pois, como tudo o que é mais intrínseco à existência, inclusive à nossa, essas regras de conduta são normalmente implícitas, sem que se sinta a necessidade de remeter a elas ou defini-las. Na Mesopotâmia, os documentos escritos que registram mais visivelmente essas normas são o que chamamos de "Códigos", que supostamente enumeram e detalham "leis".
Civilização Suméria | Família
Amor e sexo na Suméria e Babilônia
Ao lado do Egito, a Mesopotâmia é o mais antigo país a conhecer e a utilizar a escrita, da qual nos deixou, entre 3000 a.e.c. e o início de nossa era, um monumental amontoado de peças: algo como meio milhão de tabuletas, desde os mais minuciosos cálculos de boticários até as criações mais desenfreadas do imaginário. Seria bastante surpreendente se, nessa gigantesca confusão, esquadrinhada há mais de um século pelos assiriólogos, não encontrássemos, entre outros tesouros, material que nos permitisse ter uma ideia da vida sexual e amorosa dos antiquíssimos habitantes do país onde nasceu, na virada do quarto para o terceiro milênio antes de nossa era, a primeira grande civilização verdadeiramente digna desse nome, complexa e refinada em todos os domínios da existência.
Civilização Suméria | Religião
O país sem retorno dos mortos
Em sua imaginação, o mundo parecia uma imensa esfera cortada em duas, no plano diametral, pelo mar, tendo no meio, como uma ilha, nossa terra (cuja parte principal e central era evidentemente seu país, cercado de alguns subúrbios...). Essa terra repousava sobre um enorme lençol de água doce, que emergia por meio de poços e fontes: eles o chamavam Apsu. Acima da terra, o hemisfério visível do globo era chamado de Anu, o "Em-cima", digamos "o Céu". Simétrico a esse "Céu", mas invisível e apenas postulado, em sua maior parte, encontrava-se o hemisfério de "Embaixo" - Ki, diziam eles - o que nós poderíamos chamar de "Inferno", ao menos no sentido etimológico e primeiro da palavra: as regiões inferiores. Para explicar as origens e o funcionamento dessa enorme máquina redonda, eles foram levados a inventar toda uma sociedade de seres sobrenaturais: divindades ao mesmo tempo numerosas (politeísmo) e imaginadas com base no modelo do homem (antropomorfismo), mas em maior escala, com mais inteligência e poder, e sem as fraquezas que nos assaltam: a doença, a decadência da idade e a duração limitada da vida.
Mitologia Grega | Cosmogonia
Mitos de Criação Filosóficos
Reza a lenda que primeiro foi a Escuridão, e da Escuridão surgiu o Caos. Da união entre a Escuridão e o Caos surgiram a Noite, o Dia, Erebo e o Ar. Da união entre a Noite e Erebo surgiram o Destino, a Velhice, a Morte, o Assassinato, a Moderação, o Sono, os Sonhos, a Discórdia, a Miséria, a Aflição, Nemesis, a Alegria, a Amizade, a Misericórdia, as três Parcas e as três Hesperides. Da união entre o Ar e o Dia surgiram a Mãe Terra, o Céu e o Mar. Da união entre o Ar e a Mãe Terra surgiram o Terror, o Ofício, a Raiva, a Luta, as Mentiras, os Juramentos, a Vingança, a lntemperança, a Altercação, o Pacto, o Esquecimento, o Medo, o Orgulho, a Batalha e também Oceano, Metis e outros titãs, o Tártaro e as três Erínias, ou Fúrias. Da união entre a Terra e o Tártaro surgiram os gigantes.
Civilização Suméria | Religião
Sacerdotes e sacerdotisas sumérios
A administração de um templo estava nas mãos do sacerdote. Em seu inicio, o governador secular de uma cidade mesopotâmica servia também como seu chefe religioso. Os trabalhos diários de um homem naquela época eram pensados a partir de um inextricável entrelaçamento com o desejo dos poderes dos céus e da terra que governavam a existência humana e aos quais os homens eram requeridos a servir. Depois, separou—se o exercício das atividades sagradas e seculares, levando a ascensão de sacerdotes profissionais que administravam o dia a dia dos templos e a adoração dos deuses.
Civilização Suméria | Religião
Dias sagrados e festivais na suméria
Havia numerosas festas no templo tanto quanto aquelas nas quais eram observados mensalmente os sacrifícios particulares. Havia também festivais anuais em diferentes épocas para os quais grandes oferendas eram trazidas. A festa de consagração de um templo, por exemplo, tinha um caráter todo especial: nessa ocasião, o trabalho parava por vários dias e os privilégios dos superiores acabavam. O direito de punição dos trabalhadores era suspenso (para os dias de festa). Dessa forma, todos se tornavam iguais perante a divindade; todos celebravam alegremente e não deixavam irromper nenhuma contenda. A música era uma necessidade nessas ocasiões. No sentido oposto, havia os grandes lamentos ocasionados pelas catástrofes, durante os quais
Civilização Suméria | Artes
Arte e arquitetura de Ur III
Os gêneros literários são muito variados: coleções de provérbios e de fabulas, hinos aos deuses e aos reis, lamentações sobre as cidades destruídas. Pode supor-se que, se tantos textos são então registrados é porque a tradição religiosa perde forma e vigor. Ao mesmo tempo, o sumério, que sofre a influencia do acadiano, tende a tornar-se a língua de cultura: as longas listas lexicográficas, algumas das quais remontam à época de Uruk ver-se-ão em breve duplicadas com a sua tradução acadiana. O
Civilização Suméria | Economia
Economia de Ur III
Temos apenas uma visão muito incompleta da economia, porquanto as fontes só nos fornecem informações sobre o setor estatizado. Nada sabemos acerca da propriedade privada, cuja existência é, no entanto, difícil negar. Os templos detém um poder considerável, mas não nos chegou nenhum dos seus arquivos; as suas relações com o Estado são mal conhecidos: é um fato que este ultimo se esforça por diminuir as suas riquezas e controlar as suas atividades. O palácio provê em parte as suas necessidades. Assim, para abastecer o templo de Enlil em Nippur, Shulgi cria um grande mercado de gado em Puzrishdagan; lá
Civilização Suméria | Administração
Organização do Imperio de Ur III
As fronteiras do império são difíceis de precisar. É verdade que são flutuantes, sobretudo no Zagros onde a guerra grassa em estado endêmico. No Oeste, a autoridade dos reis de Ur estende-se até Mari. É reconhecida em Biblos. Os xeques das tribos seminômades do deserto são, aos olhos da administração imperial, interlocutores válidos ao mesmo titulo que os ensi, príncipes independentes dos Estados urbanos. O próprio império não parece estender-se para alem de Assur, junta por Shulgi a herança recebida de seu pai, e de Tell Brak, onde se faz menção do nome de Ur-Nammu. Só duas fronteiras podem ser fixadas com certeza: uma passa às portas de Gasur, a futura Nuzi, que esta nas mãos dos Hurritas; a outra encontra-se no limite do Estado de Simashki, centro da oposição elamita após a tomada de Susa por Shulgi.
Outras civilizações
Brasil
Civilização Árabe
Civilização Assíria
Civilização Asteca
Civilização Babilônica
Civilização Celta
Civilização Chinesa
Civilização Cretense
Civilização Egípcia
Civilização Elamita
Civilização Etrusca
Civilização Fenícia
Civilização Grega
Civilização Hebráica
Civilização Hitita
Civilização Indiana
Civilização Lídia
Civilização Maia
Civilização Meda
Civilização Micênica
Civilização Olmeca
Civilização Persa
Civilização Romana
Civilização Suméria
França
Francos
Império Bizantino
Mesolítico
Neolítico
Normandos
Paleolítico
Portugal
Rússia
Vikings
Outros textos
Todos Textos
Civilização Chinesa | Força Militar
A guerra na China antiga
A partir do século VI a.e.c. e durante o período dos Estados Combatentes, os soberanos que lutavam pelo controle do território chinês transformaram a ordem social e econômica de seus principados em função das necessidades bélicas. A nobreza guerreira já não era predominante na composição dos exércitos, cuja força estava principalmente nas imponentes legiões de infantaria. A guerra "cortês" de uma época, praticada pelos filhos das famílias nobres especializados em conduzir bigas velozes, se transformou em uma lembrança distante. As tropas militares que nos séculos VII e VI a.e.c. chegaram a 30 mil unidades se transformaram em exércitos poderosos a serviço de chefes sem escrúpulos que, de acordo com a oportunidade, decidiam que lado apoiar. Eram compostos por centenas de milhares de soldados de infantaria, cavaleiros e bigas. O carro de guerra, introduzido
Civilização Chinesa | Cotidiano
A luxuosidade da nobreza na China antiga
As crônicas e as obras literárias estão repletas de descrições dos privilégios e dos prazeres reservados aos nobres e aos ricos. O luxo e o fausto ostentados pelas cortes reais e imperiais eram lendários no mundo antigo e ainda hoje espantam os arqueólogos que esbarram nos preciosos vestígios do passado. Os muitos achados deste último século confirmaram narrativas que pareciam exageradas e fantásticas, fruto da imaginação que freqüentemente substitui a realidade quando as informações se tornam inacessíveis pela distância social entre os escritores e seus personagens. Grande parte das tumbas dos grandes soberanos e dos imperadores ainda não foi achada. Quando forem abertas suas moradas eternas, serão
Civilização Chinesa | Cotidiano
A música e as diversões na China antiga
Nos antigos textos chineses, a palavra "música" (yue) era escrita com um homógrafo de "gozo, prazer, diversão". "A música é gozo", declarava, com uma espécie de tautologia, Xunzi, um dos mais brilhantes pensadores do século III a.e.c.; é "o movimento do coração", afirmava o autor anônimo do Liji (Memorial dos ritos), texto canônico do pensamento confuciano antigo que contém o capítulo Yueji (Memorial da música). Essa música tinha um papel principal na tradição chinesa, fosse ela a música da natureza amada pelos taoístas, baseada não tanto nos sons criados artificialmente pelos homens, mas nas notas naturais que compõem a própria respiração da Terra e o sopro cósmico que tudo envolve, fosse a música da alma de que falavam os confucianos, uma melodia capaz de modificar o caráter dos homens, ajudando a disciplinar as emoções, a se cultivar, a aumentar a integridade e a força moral, permitindo-lhes ter uma relação de serenidade com seus semelhantes, com a natureza e com todo o universo.
Civilização Chinesa | Cotidiano
A vida cotidiana na China antiga
O estilo de vida dos soberanos e dos aristocratas chineses foi tema de inumeráveis narrativas históricas, obras literárias e pictóricas, ao passo que é muito pouco o que se sabe sobre os costumes das pessoas comuns. A vida na corte e no interior das moradias suntuosas da nobreza era rigidamente determinada por complexos códigos rituais que não apenas estabeleciam normas minuciosas para a realização de cerimônias públicas e privadas, mas também chegavam a determinar o comportamento correto entre os familiares, prescrevendo para cada membro da vasta parentela as atitudes apropriadas em cada circunstância. Tal rigidez e solenidade tinham como principal símbolo o esplendor da decoração.
Civilização Chinesa | Arquitetura
Arquitetura chinesa
São muito poucos os restos preservados das obras arquitetônicas chinesas antigas, sistematicamente construídas com materiais perecíveis. A opção,feita durante muito tempo, de fabricar os elementos estruturais em madeira, reservando aos materiais resistentes ao desgaste do tempo funções meramente de decoração, determinou o desaparecimento de todas as construções do período pré-imperial e a quase totalidade das construções do período imperial até os Tang. Não chegaram até nós sequer os suntuosos palácios reais, descritos em diversas obras literárias que louvaram sua grandiosidade, sua beleza e a suntuosidade de sua decoração. Afora alguns pagodes de pedra ou tijolo, construídos a partir dos séculos
Civilização Chinesa | Religião
Túmulos e enxovais funerários na China antiga
A grande riqueza dos enxovais funerários encontrados na China nas tumbas dos aristocratas ou dos soberanos de todas as épocas seguia o costume de homenagear o defunto com as honras devidas a seu estado e à convicção, arraigada desde tempos remotos, de que a vida não acabava com a morte. Durante os milênios que separam o Neolítico da dinastia Tang, ao longo de muitos séculos marcados por uma constante evolução da civilização, sucederam-se diversas concepções religiosas e filosóficas, determinando mudanças profundas tanto na composição dos enxovais funerários quanto no complexo repertório iconográfico que permitiu aos arqueólogos compreender as crenças relacionadas à vida não terrena das épocas às quais
Civilização Chinesa | Religião
O universo religioso na China antiga
Os jesuítas que nos séculos passados visitaram o Império do Meio com a intenção de difundir o cristianismo transmitiram ao Ocidente a imagem de uma China habitada por povos pouco inclinados ao sentimento religioso e governados por sábios filósofos. Esse testemunho produziu um efeito distorcido, e não permite compreender as peculiaridades e a riqueza do sentimento religioso, forte e autêntico, que impregnou a sociedade chinesa desde os tempos mais remotos. O achado dos primeiros assentamentos humanos na China comprova a presença de objetos e representações intimamente relacionados a crenças relativas às divindades e ao mundo dos espíritos e dos demônios. A existência na época neolítica de um conjunto
Civilização Chinesa | Sociedade
O legado cultural da China antiga
A História da China, desde milênios, não conhece solução de continuidade. Eis um fato importante a ser considerado quando se procura definir o legado da China antiga à Civilização. As velhas tradições, as grandes sínteses doutrinárias filosófico-religiosas que no passado deitaram raízes na alma chinesa, continuaram durante toda a História a influir na mentalidade das gerações que se sucederam no velho país do Extremo Oriente. Tal asserção pode ser ilustrada com o exemplo do Confucionismo que, durante milênios, tem sido o «código ortodoxo de toda a vida moral e espiritual e, apesar dos sistemas concorrentes, continua a ser o princípio diretivo da vida social. Desde a dinastia dos Han, a instrução pública baseia-se inteiramente
Civilização Chinesa | Religião
A religião e a filosofia na China antiga
As ideias religiosas e filosóficas dos chineses despertaram sempre grande curiosidade entre os europeus. Nos tempos modernos foram sobretudo os missionários jesuítas que chamaram a atenção dos intelectuais do Ocidente para a riqueza cultural da China. «Bouvet trouxe a primeira biblioteca chinesa para a corte de Luís XIV, e nos salões parisienses esteve na moda entusiasmar-se por Confúcio cujo racionalismo frio agradava aos homens do Século das Luzes».
Civilização Chinesa | Ciências
As ciências na China antiga
Huang-Fu Mi, no III século de nossa era, versa sobre um dos mais curiosos tratamentos da medicina chinesa: a acupuntura. «Os missionários falam com admiração da arte dos médicos chineses de curar enfermidades que são consideradas entre nós como incuráveis, e como as curam com meios muito simples. Entre suas próprias e antiquíssimas invenções está a acupuntura aplicada em grande número de enfermidades, e muitas vezes com êxito, que maravilha os europeus. Picam o corpo com grandes agulhas de metal e toda a arte do médico consiste em escolher o lugar e conhecer exatamente a direção e profundidade da picada. Os chineses chamam o homem microcosmos, Siaotienty. A saúde consiste, para eles, na harmonia ou equilíbrio entre
Últimas atualizações
Mais atualizaÇÕES
História
  • A guerra na China antiga

    Um código de honra que todos os chefes de valor tentavam respeitar determinava o comportamento que devia ser adotado frente aos próprios adversários, tanto durante a batalha quanto em caso de vitória. Graças a um princípio de clemência freqüentemente aplicado, quando os Zhou conquistaram Yin, a capital Shang, não arrasaram a cidade; em vez disso, confiaram seu g

História
  • A vida cotidiana na China antiga

    O estilo de vida dos soberanos e dos aristocratas chineses foi tema de inumeráveis narrativas históricas, obras literárias e pictóricas, ao passo que é muito pouco o que se sabe sobre os costumes das pessoas comuns. A vida na corte e no interior das moradias suntuosas da nobreza era rigidamente determinada por complexos códigos rituais que não apenas estabelecia

História
  • O universo religioso na China antiga

    Os jesuítas que nos séculos passados visitaram o Império do Meio com a intenção de difundir o cristianismo transmitiram ao Ocidente a imagem de uma China habitada por povos pouco inclinados ao sentimento religioso e governados por sábios filósofos. Esse testemunho produziu um efeito distorcido, e não permite compreender as peculiaridades e a riqueza do sentiment