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Localização geográfica da Mesopotâmia

 

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Idade Antiga - Antiguidade Oriental - Civilização Suméria - Civilização Acadiana - Civilização Assíria - Civilização Babilônica - Localização geográfica da Mesopotâmia
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Na seqüência dos historiadores gregos, considerou-se durante muito tempo a Mesopotâmia, a bacia do Tigre e do Eufrates, como uma unidade geográfica e histórica. Tal concepção, hoje caduca, não resiste à análise dos fatos. A Mesopotâmia divide-se em quatro regiões de características muito diferentes, constituídas por oasis mais ou menos extensos, arados por estepes secas e pedregosas ou por pântanos.

A Norte, estende-se a Alta Mesopotâmia, suficientemente úmida para que a agricultura possa depender das chuvas de Inverno. Compreende a Assíria, rosário de oasis que se desfia ao longo do Tigre e dos seus afluentes a Djeziré, estepe desolada que serve de pastagem após os períodos chuvas.

Vem, em seguida, o vale do Eufrates e a planície aluvial, sujeitos as cheias caprichosas dos rios, as do Eufrates em Abril e as do Tigre em Maio. A Paisagem é, pois, modulada pelas aluviões. É uma terra fértil; a raridade das chuvas toma, no entanto, necessário um sistema de irrigação complexo e altamente aperfeiçoado. Esta irrigação intensiva acabara entretanto por arruinar os solos fazendo que apareçam à superfície os elementos de sais que se encontram a alguma profundidade.

Mais a Sul, a, região dos grandes pântanos é um autêntico mar de caniços rico em caça e em peixe. É o refúgio dos fugitivos e dos proscritos. Julgou-se durante muito tempo que, na Antiguidade, as costas do golfo deviam encontrar-se mais a Norte do que se encontram nos nossos dias e que, conseqüentemente, as grandes cidades sumérias se situavam à beira do mar. Mas os trabalhos dos geólogos ingleses G.M. Lees e N.R Falcon tendem a fazer admitir uma formação muito mais antiga da região baixa. As cidades ter-se-íam então erguido nas margens de uma laguna de água doce.

Por fim, a Sudeste, no prolongamento da planície, estende-se a Susiana, franja do Elam, banhada pelos cursos do Karum e do Kerkha cujos altos vales abrigam as rotas comerciais que conduzem ao planalto iraniano.

As várias partes da Mesopotâmia apenas tem em comum a ausência quase geral de minérios, de pedra e de madeira de construção. É à argila do solo que a Mesopotâmia vai buscar o tijolo, o seu único material de construção juntamente com a cana.

Importante encruzilhada de estradas, a planície não deixa de lembrar uma grande avenida comercial. Para além do golfo Pérsico, o tráfico marítimo estende-se até ao Indo. Na própria planície, as rotas fluviais são acompanhadas pelas rotas das caravanas que chegam ate à Síria do Norte, às regiões de Katna, de Alepo ou de Karkemish. De Iá partem as principais vias de comunicação para a Ásia Menor, Palestina e Egito, e, ao longo das costas do Líbano, para Chipre, Creta e ilhas do mar Egeu. Compreende-se então como o desejo de possuir um porto seguro no golfo Pérsico pode suscitar conflitos. É obvio que a vontade de controlar o conjunto das rotas; comerciais da planície está na origem da formação dos grandes impérios.

Palavras e Significados:
Referências e Notas:

A.L. OPPENHEIM, Ancient Mesopotâmia, Chicago, 1964;

J. B. PRITCHARD, The Ancient Near East in Pictures: Princeton, 1954.

 

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França | Educação
A vida escolástica e a educação na França e Europa medieval
Este texto é consagrado aos aspectos da história da educação que revelam o progresso do sentimento da infância na mentalidade comum: como a escola e o colégio que, na Idade Média, eram reservados a um pequeno número de clérigos e misturavam as diferentes idades dentro de um espírito de liberdade de costumes, se tornaram no inicio dos tempos modernos um meio de isolar cada vez mais as crianças durante um período de formação tanto moral como intelectual, de adestrá-las, graças a uma disciplina mais autoritária, e, desse modo, separá-las da sociedade dos adultos. Essa evolução do século XV ao XVIII não se deu sem resistências. Os traços comuns da Idade Média persistiram por longo tempo, até mesmo no interior do colégio, e, a fortiori, na camada não escolarizada da população.
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Graças ao diário do médico Heroard, podemos imaginar como era a vida de uma criança no inicio do século XVII, como eram suas brincadeiras, e a que etapas de seu desenvolvimento físico e mental cada uma delas correspondia. Embora essa criança fosse um Delfim da França, o futuro Luis XIII, seu caso permanece típico, pois na corte de Henrique IV as crianças reais, legitimas ou bastardas, recebiam o mesmo tratamento que todas as outras crianças nobres, não existindo ainda uma diferença absoluta entre os palácios reais e os castelos fidalgos. A não ser pelo fato de nunca ter ido ao colégio, frequentado já por uma parte da nobreza, o jovem Luis XIII foi educado como seus companheiros. Recebeu aulas de manejo de armas e de equitação do mesmo M. de Pluvinel, que, em sua academia, formava a juventude nobre nas artes da guerra. As ilustrações do manual de equitação de M. de Pluvinel, as belas gravuras de C. de Pos, mostram o jovem Luis XIII exercitando-se a cavalo. Na segunda metade do século XVII, isso já não acontecia mais: o culto monárquico separava mais cedo - na realidade, desde a primeira infância - o pequeno príncipe dos outros mortais, mesmo os de berço nobre.
França | Família
A evolução da vestimenta das crianças na França
A indiferença marcada que existiu até o século XIII - a não ser quando se tratava de Nossa Senhora menina - pelas características próprias da infância não aparece apenas no mundo das imagens: o traje da época comprova o quanto a infância era então pouco particularizada na vida real. Assim que a criança deixava os cueiros, ou seja, a faixa de tecido que era enrolada em torno de seu corpo, ela era vestida como os outros homens e mulheres de sua condição
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A educação em Roma
Essa educação doméstica busca a formação da consciência moral. O adulto educado que ela quer criar é o homem capaz de renúncia de si próprio, de devotamento de sua pessoa à comunidade. São as virtudes do campesinato de todos os tempos e lugares, o que dirige a primitiva educação de Roma, que exalta em verso e prosa a austeridade, a vida simples, o amor ao trabalho como supremo bem do homem, e o horror ao luxo e à ociosidade. Ao contrário do que aconteceu cedo em Atenas, em Roma não há de início qualquer tipo de cuidado com a pura formação física e intelectual do cidadão ocioso, ocupado com pensar, governar e guerrear. A educação de uma comunidade dedicada ao trabalho com a terra foi durante séculos uma formação do homem para o trabalho e a vida, para a cidadania da comunidade igualada pelo trabalho.
Civilização Grega | Educação
A educação na Grécia antiga
Todas as grandes sociedades ocidentais que, como Atenas e Roma, emergiram de seus bandos errantes, de suas primeiras tribos de clãs de pastores ou camponeses, aprenderam a lidar com a educação do mesmo modo como qualquer outro grupo humano, em qualquer outro tempo. Tal como entre os índios das Seis Nações, os primeiros assuntos e problemas da educação grega foram os dos ofícios simples dos tempos de paz e de guerra. O que se ensina e aprende entre os primeiros pastores, mesmo quando eles começaram rusticamente a enobrecer, envolve o saber da agricultura e do pastoreio, do artesanato de subsistência cotidiana e da arte. Tudo isso misturado, sem muitos mistérios, com os princípios de honra, de solidariedade e, mais do que tudo, de fidelidade à polis, a cidade grega onde começa e acaba a vida do cidadão livre e educado. Esta educação grega é, portanto, dupla, e carrega dentro dela a oposição que até hoje a nossa educação não resolveu. Ali estão normas de trabalho que, quando reproduzidas como um saber que se ensina para que se faça, os gregos acabaram chamando de tecne e que, nas suas formas mais rústicas e menos enobrecidas, ficam relegadas aos trabalhadores manuais, livres ou escravos. Ali estão normas de vida que, quando reproduzidas como um saber que se ensina para que se viva e seja um tipo de homem livre e, se possível, nobre, os gregos acabaram chamando de teoria. Este saber que busca no homem livre o seu mais pleno desenvolvimento e uma plena participação na vida da polis é o próprio ideal da cultura grega e é o que ali se tinha em mente quando se pensava na educação.
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As duas esferas do império continuaram a operar, mas depois dos desastres do século XVII a economia do Estado da índia tornou-se uma operação de contenção. Verificou-se alguma recuperação na década de 1680 e, sempre que foi bem administrado e se puderam evitar guerras dispendiosas, o Estado da índia manteve-se um empreendimento lucrativo, ainda que constantemente ameaçado na sua estabilidade. As incursões de rivais estrangeiros, que perturbaram os antigos circuitos comerciais, e a queda de fortes e feitorias foram em parte acompanhados de perdas para as forças locais, particularmente devido à expansão dos Maratas, entre 1739 e 1741, que reduziu o controle português da região em redor de Goa, Damão e Diu. Nem sequer a posterior expansão portuguesa para os «Novos Territórios», nas décadas de 1740 a 1760, conseguiu restaurar a saúde econômica, essencialmente arruinada no século anterior pela perda do comércio da carreira e do comércio regional. Embora continuassem a chegar a Lisboa especiarias e outros produtos asiáticos, os Portugueses agarraram-se a um império reduzido na índia como «ponto de Honra e de Religião», como observou o governador britânico de Bombaim, em 1737.
Portugal | Economia
A economia portuguesa nos primórdios do império marítimo
Na cidade do Porto, na zona da foz do Douro, existe uma fortaleza batizada em honra de São Francisco Xavier e à qual as gentes locais dão o nome de «Castelo do Queijo» devido à sua forma. No salão principal há um documento que explica que a fortaleza foi dedicada, no século XVII, ao santo missionário por ele ter conquistado «tantas almas para a Igreja e tantas léguas para Portugal». Esta união da intenção missionária com a aquisição territorial foi uma caraterística essencial da expansão portuguesa - tal como na criação de outros impérios - e deve sempre ter-se em conta a multiplicidade de incentivos inerentes à construção imperial. Contudo, apesar do atual interesse nos impérios enquanto arenas de exibição cultural, gratificação sexual e exotismo, a construção dos impérios do início da época moderna assentou primariamente em considerações de ordem econômica. Portugal afigura-se quase um exemplo clássico do antigo conceito mercantilista de John Locke: «Num país que não tenha minas há apenas duas maneiras de enriquecer: através da conquista ou do comércio.» Portugal enveredou pelas duas vias. Os seus adversários muçulmanos na índia diriam mais tarde que os Portugueses «conquistaram um império como cavaleiros e perderam-no como vendedores ambulantes», mas a verdade é que se saíram melhor sempre que combinaram a conquista e o comércio com o povoamento e a produção.
Portugal | Ciências
Os primórdios da ciência no Portugal quatrocentista
A origem e o desenvolvimento das ideias científicas que circulavam em Portugal no tempo dos Descobrimentos têm alimentado páginas muito interessantes de historiografia e revelado excelentes abordagens que não raramente resvalaram para a polêmica. O que não admira, porque esta discussão trava-se em um território com armadilhas, onde a anacronia se implanta com armas e bagagens. Por este tempo a formação dos conceitos é demasiado frágil e a sua capacidade semântica permanece ainda pouco esclarecida. Em primeiro lugar a atitude científica ainda não existe, e a própria palavra ciência, existindo, não tinha o sentido que hoje lhe atribuímos. Depois, permanece como tentação, quantas vezes assumida pelos historiadores, a idéia de que a progressão no Atlântico e na costa africana resultou de um ou vários planos estratégicos, o mais célebre dos quais seria o plano das Índias atribuído ao Infante D. Henrique.
Civilização Romana | Família
Roma e o amor
Ao longo de toda a história romana, das origens da sua cidade até ao fim da dinastia júlio-claudiana, pareceu-nos que os Roma­nos tiveram em relação ao amor uma atitude ambígua: desconfiavam dele como de uma loucura, um desvario momentâneo, mas, ao mesmo tempo, estavam fascinados pela sua força, que lhes fazia pressentir o seu carácter divino. O amor está demasiado intimamente ligado ao drama e ao mistério da vida para que se possa pura e simplesmente negá-lo. Mas é também destruidor das cidades e das almas. Os homens temem menos as suas investidas, mas as mulheres podem tão facilmente deixar-se le­var por ele e pôr em perigo, no seu desvario, a pureza da sua linhagem! Se os homens se podem permitir encarar o amor com ligeireza, este mesmo ato é, para uma mulher, uma iniciação perturbadora que trans­forma todo o seu ser. Toda a moral e toda a prática do amor se explicam em Roma por esta dupla convicção.
Civilização Romana | Família
Casamentos arranjados, interesses e política na Roma republicana
Durante a República, são os homens que têm o protagonismo, são eles que, ostensivamente, têm nas mãos a vida da cidade. As combinações políticas, no Senado e nas assembleias, a escolha dos magistrados, a condução das guerras, a administração das províncias e os grandes processos, tudo isso é tratado na praça pública ou na cúria, em todo caso, fora da casa, e os velhos romanos ter-se-iam julgado desonrados se alguém os tivesse acusado seriamente de orientar a sua conduta pela opinião das suas mulheres. Ocasionalmente, na verdade, um orador podia dizer como graça: “Todos os homens, em toda a parte, governam as mulheres; nós, nós governamos todos os homens, mas, por nossa vez, obedecemos às mulheres”1. Todavia, isto era apenas um gracejo de letrado misógino, que parafraseava um dito tomado a Temístocles. O próprio Catão (porque é a ele que se atribui a honra desta tirada) gostava de contar que só se arrependera três vezes durante a sua vida, de uma ação que cometera: a primeira, quando fez por mar uma viagem que teria podido fazer por terra, a segunda, quando, durante um dia inteiro, negligenciou redigir um testamento e a terceira e última quando confiou um dia um segredo à sua mulher2. No entanto, Catão era o melhor dos maridos e o melhor dos pais. Depois de terminadas as suas tarefas, ajudava ao banho e ao enfaixar do seu filho, que a sua própria mulher alimentava e criava. Pensava que um marido que batesse na mulher ou um pai que maltratasse o filho cometia um verdadeiro sacrilégio3. Todavia, isso não o impedia de separar completamente a sua vida pública da sua vida familiar: o romano “ideal”, de que Catão queria ser a encarnação, devia ter duas faces, como o deus Jano. Uma face ficava voltada para o exterior: era a do homem, a face virada ao público; a outra, completamente diferente, devia ser conhecida apenas dos familiares. Este dualismo das existências era um dever. Seria “imoral” não lhe obedecer.
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