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O escritor original não é aquele que não imita ninguém, mas sim aquele que ninguém pode imitar... François René
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Civilização Hebráica - Idade Antiga - Antiguidade Oriental
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Restringir-nos-emos apenas às realizações arquitetônicas dos hebreus. Os hebreus construíram palácios suntuosíssimos, como os do Salomão e Herodes, e possantes fortificações como, por exemplo, as muralhas do Jerusalém.

Mas a grande obra arquitetônica de Israel foi o templo de Jerusalém, ponto em que se concentrou o pensamento religioso dos judeus durante muitos séculos. Construído primeiramente por Salomão, destruído por Nabucodonosor, reconstruído após o exílio da Babilônia sem os esplendores da construção salomônica, atingiu o máximo da magnificência sob Herodes, o Grande, que não poupou esforços para captar a confiança e a simpatia de Seus súditos judeus.

Vamos estudar essa obra famosa em suas diversas fases.

Davi acumulara matéria-prima e tesouros (1 Paralipômenos, 22,3,4 e 14) para a construção do templo. Salomão realizou-a. A construção iniciada talvez no ano 959 a.e.c durou mais de sete anos. Hiram da Fenícia forneceu não somente madeira (cedros e ciprestes) mas trabalhadores especializados como canteiros o carpinteiros.

O local escolhido para a construção foi a parte setentrional da colina oriental. O templo propriamente dito compreendia três partes: o vestíbulo. duas salas chamadas respectivamente o Santo e o Santo dos Santos. O vestíbulo media cerca de 1O metros de largura por 5 de comprimento; diante do mesmo encontravam-se duas colunas de bronze finamente trabalhadas. O vestíbulo comunicava-se com o Santo; este Segundo compartimento possuía a forma retangular com cerca de 2O metros por 1O; encontravam-se aí o altar dos perfumes, sobre o qual era queimado incenso, a mesa dos pães da proposição e os dez candelabros de ouro cujas lâmpadas ardiam constantemente.

O Santo dos Santos era uma sala cúbica medindo cerca de 1O metros por lado. Neste recinto encontrava-se a Área da Aliança com dois gigantescos querubins feitos de madeira revestida de ouro, e com cerca de cinco metros de altura.

A ornamentação do interior do templo era riquíssima: paredes e teto estavam revestidos de madeira de cedro e ornados com entalhes de relevo representando querubins, palmas e flores. O pavimento era feito de madeira de cipreste. O ouro estava por toda parte:

"E nada havia no templo que não estivesse coberto de ouro; e até cobriu de ouro o altar do oráculo" (3 Reis, 6,22).

Junto ao edifício do templo havia construções destinadas aos sacerdotes e levitas em serviço.

Dois adros circundavam o templo: o primeiro se estendia diante do vestíbulo e estava reservado aos sacerdotes: no centro desse adro se elevava o altar dos holocaustos; entre o altar e o vestíbulo existia um vasto recipiente chamado mar de bronze que repousava sobre doze touros repartidos em quatro grupos de três; este reservatório servia para as abluções dos sacerdotes. O segundo adro, separado do anterior por um muro, era destinado ao povo e só foi concluído muito mais tarde.

O templo pés-exilico. - O segundo templo foi construído após o exilío da Babilônia. Os trabalhos duraram cerca de cinco anos e foram concluídos em 515 a.e.c. Embora tivessem procurado imitar o templo de Salomão, a nova construção ficava muito aquém da antiga, principalmente quanto à suntuosidade.

O templo de Herodes. O templo de pós-exílio foi restaurado e transformado por Herodes, o Grande. A obra de restauração durou de 2O ate 9 a.e.c. Na realidade, até 64 d.e.c. ainda se trabalhava no templo.

As principais fontes para o estudo dessa construção gigantesca que Flávio José chama o edifício mais magnifico que existia sob o sol, são: os escritos do próprio Flávio José, o Talmud e o Novo Testamento.

O templo estava formado por um duplo quadrilátero: o primeiro era o adro dos gentios rodeado por uma imensa galeria que a leste tinha o nome de "pórtico de Salomão" e ao sul de "pórtico real". No ângulo noroeste do adro dos gentios, sobre uma rocha, levantava-se ameaçadora a fortaleza Antônia, guarnecida pelos romanos. O adro interno comunicava com o adro dos gentios através de nove portas; esse adro interno estava subdividido em "adro das mulheres" e "adro dos israeIitas" só acessível aos homens. Isolado do adro dos homens por uma balaustrada de mármore, encontrava-se o adro dos sacerdotes, no meio do qual se erguia o enorme altar dos holocaustos, construído de pedras brutas e medindo 25 metros de lado e 8 do altura. Mais acima é que se achava o templo propriamente dito, dividido em três partes: o vestíbulo, o Santo e o Santo dos Santos.

No Santo havia o candelabro de sete braços, a mesa dos pães de proposição e o altar de perfumes sobre o qual o sacerdote designado pela sorte vinha cada dia oferecer incenso (Lucas 1,8-1O).

Um véu separava o Santo do "Santo dos Santos", local em que outrora se guardava a Arca da Aliança.

O templo do Herodes a todos impressionava pela riqueza e imponência de suas linhas. Flávio José relata-nos:

"O exterior dele era maravilhoso para os olhos e para o espirito. O teto estava coberto de folhas do ouro de modo que, ao despontar do sol, parecia de fogo. Ao estrangeiro que vinha de longe o templo se apresentava como uma montanha de neve, por causa dos blocos de mármore do sua construção".

Referências Bibliográficas

CURTIS, Mario Giordani. História da Antiguidade Oriental 13ª Edição: Petrópolis, Editora Vozes, 2006;

RICCIOTTI, Giuseppe. Storia d'Israele. I. Dalle origini all'esilio. Quinta edizione: Societa editrice internazionale, Torino.

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