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Civilização Hebráica - Idade Antiga - Antiguidade Oriental
 
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História da Antiguidade Oriental -  | 1969 |
História da Antiguidade Oriental

Restringir-nos-emos apenas às realizações arquitetônicas dos hebreus. Os hebreus construíram palácios suntuosíssimos, como os do Salomão e Herodes, e possantes fortificações como, por exemplo, as muralhas do Jerusalém.

Mas a grande obra arquitetônica de Israel foi o templo de Jerusalém, ponto em que se concentrou o pensamento religioso dos judeus durante muitos séculos. Construído primeiramente por Salomão, destruído por Nabucodonosor, reconstruído após o exílio da Babilônia sem os esplendores da construção salomônica, atingiu o máximo da magnificência sob Herodes, o Grande, que não poupou esforços para captar a confiança e a simpatia de Seus súditos judeus.

Vamos estudar essa obra famosa em suas diversas fases.

Davi acumulara matéria-prima e tesouros (1 Paralipômenos, 22,3,4 e 14) para a construção do templo. Salomão realizou-a. A construção iniciada talvez no ano 959 a.e.c durou mais de sete anos. Hiram da Fenícia forneceu não somente madeira (cedros e ciprestes) mas trabalhadores especializados como canteiros o carpinteiros.

O local escolhido para a construção foi a parte setentrional da colina oriental. O templo propriamente dito compreendia três partes: o vestíbulo. duas salas chamadas respectivamente o Santo e o Santo dos Santos. O vestíbulo media cerca de 1O metros de largura por 5 de comprimento; diante do mesmo encontravam-se duas colunas de bronze finamente trabalhadas. O vestíbulo comunicava-se com o Santo; este Segundo compartimento possuía a forma retangular com cerca de 2O metros por 1O; encontravam-se aí o altar dos perfumes, sobre o qual era queimado incenso, a mesa dos pães da proposição e os dez candelabros de ouro cujas lâmpadas ardiam constantemente.

O Santo dos Santos era uma sala cúbica medindo cerca de 1O metros por lado. Neste recinto encontrava-se a Área da Aliança com dois gigantescos querubins feitos de madeira revestida de ouro, e com cerca de cinco metros de altura.

A ornamentação do interior do templo era riquíssima: paredes e teto estavam revestidos de madeira de cedro e ornados com entalhes de relevo representando querubins, palmas e flores. O pavimento era feito de madeira de cipreste. O ouro estava por toda parte:

"E nada havia no templo que não estivesse coberto de ouro; e até cobriu de ouro o altar do oráculo" (3 Reis, 6,22).

Junto ao edifício do templo havia construções destinadas aos sacerdotes e levitas em serviço.

Dois adros circundavam o templo: o primeiro se estendia diante do vestíbulo e estava reservado aos sacerdotes: no centro desse adro se elevava o altar dos holocaustos; entre o altar e o vestíbulo existia um vasto recipiente chamado mar de bronze que repousava sobre doze touros repartidos em quatro grupos de três; este reservatório servia para as abluções dos sacerdotes. O segundo adro, separado do anterior por um muro, era destinado ao povo e só foi concluído muito mais tarde.

O templo pés-exilico. - O segundo templo foi construído após o exilío da Babilônia. Os trabalhos duraram cerca de cinco anos e foram concluídos em 515 a.e.c. Embora tivessem procurado imitar o templo de Salomão, a nova construção ficava muito aquém da antiga, principalmente quanto à suntuosidade.

O templo de Herodes. O templo de pós-exílio foi restaurado e transformado por Herodes, o Grande. A obra de restauração durou de 2O ate 9 a.e.c. Na realidade, até 64 d.e.c. ainda se trabalhava no templo.

As principais fontes para o estudo dessa construção gigantesca que Flávio José chama o edifício mais magnifico que existia sob o sol, são: os escritos do próprio Flávio José, o Talmud e o Novo Testamento.

O templo estava formado por um duplo quadrilátero: o primeiro era o adro dos gentios rodeado por uma imensa galeria que a leste tinha o nome de "pórtico de Salomão" e ao sul de "pórtico real". No ângulo noroeste do adro dos gentios, sobre uma rocha, levantava-se ameaçadora a fortaleza Antônia, guarnecida pelos romanos. O adro interno comunicava com o adro dos gentios através de nove portas; esse adro interno estava subdividido em "adro das mulheres" e "adro dos israeIitas" só acessível aos homens. Isolado do adro dos homens por uma balaustrada de mármore, encontrava-se o adro dos sacerdotes, no meio do qual se erguia o enorme altar dos holocaustos, construído de pedras brutas e medindo 25 metros de lado e 8 do altura. Mais acima é que se achava o templo propriamente dito, dividido em três partes: o vestíbulo, o Santo e o Santo dos Santos.

No Santo havia o candelabro de sete braços, a mesa dos pães de proposição e o altar de perfumes sobre o qual o sacerdote designado pela sorte vinha cada dia oferecer incenso (Lucas 1,8-1O).

Um véu separava o Santo do "Santo dos Santos", local em que outrora se guardava a Arca da Aliança.

O templo do Herodes a todos impressionava pela riqueza e imponência de suas linhas. Flávio José relata-nos:

"O exterior dele era maravilhoso para os olhos e para o espirito. O teto estava coberto de folhas do ouro de modo que, ao despontar do sol, parecia de fogo. Ao estrangeiro que vinha de longe o templo se apresentava como uma montanha de neve, por causa dos blocos de mármore do sua construção".

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Referências Bibliográficas

CURTIS, Mario Giordani. História da Antiguidade Oriental 13ª Edição: Petrópolis, Editora Vozes, 2006;

RICCIOTTI, Giuseppe. Storia d'Israele. I. Dalle origini all'esilio. Quinta edizione: Societa editrice internazionale, Torino.

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Psicologia
01/10/2014 | 22:58h
Drogas e doces e o sistema de recompensa
Inúmeras evidências científicas demonstram que o comer compulsivo e o consumo de drogas envolvem circuitos cerebrais com funcionamento semelhante. Essa constatação tem oferecido nova compreensão da obesidade e aberto caminhos para possibilidades de tratamento. Mas, afinal, que circuitos do cérebro são ativados pela adicção - seja de comida ou de substâncias tóxicas?
Psicologia
01/10/2014 | 16:54h
Como ocorre um insight
É provável que o insight mais famoso da história seja a situação que envolve o grito "Eureca!" de Arquimedes. A lenda conta que o antigo matemático grego foi desafiado a descobrir se a coroa que o rei Hieron II de Siracusa havia encomendado era feita de ouro maciço. Enquanto preparava seu banho, Arquimedes descobriu como medir o volume de um objeto e, portanto, sua densidade, depois de perceber o deslocamento da água ao entrar na banheira. Não sabemos se o fato aconteceu mesmo, mas ele permanece na história porque ilustra perfeitamente como ocorre um insight.
Psicologia
29/09/2014 | 10:57h
Como os conceitos de Freud se popularizaram?
Setenta e cinco anos após a morte do psicanalista Sigmund Freud, conceitos e frases que ele criou estão hoje profundamente arraigados na cultura popular. Como o jargão freudiano se popularizou dessa forma? Existe o Freud da literatura médica - o homem barbudo que fundou a psicanálise. O Freud que é constante fonte de debate entre acadêmicos. Depois existe o outro Freud, o Freud da mesa de bar. Aquele que você talvez mencione quando falar de um sonho, ou de um ato falho, ou de alguém que é meio apegado à mãe. Complexo de Édipo. Negação. Id, ego e superego. Libido. Retenção anal. Mecanismo de defesa. Símbolo fálico. Projeção. Não é só a terminologia de Freud que se espalhou pelo léxico popular - o próprio nome Freud virou um adjetivo.
Psicologia
28/09/2014 | 16:41h
A Evolução Filogenética do Hipocampo
O hipocampo é uma pequena estrutura bilateral que, no homem, localiza-se profunda e internamente em relação aos hemisférios cerebrais, na parte medial dos lobos temporais. Tem o formato curvo e, no logo temporal, situa-se acima do giro para-hipocampal, prolongando a extensão do assoalho do corno temporal dos ventrículos laterais. Quando isolado do cérebro, sua forma aparente assemelha-se a de um cavalo-marinho (dai seu nome hippocampus, que é o nome grego do cavalo-marinho; hippos= cavalo; kampos = monstro marrinho.
História
28/09/2014 | 02:18h
O império russo do séc. XIX d.e.c.
As guerras estrangeiras do Império Russo ao longo dos séculos lançaram as bases para a sua expansão, que viria a incluir toda a Eurásia setentrional. É claro que, pelos padrões britânicos, os resultados não eram impressionantes. A maior parte do Império Russo estava na Sibéria, cuja maior parte era composta de floresta aparentemente impenetrável e tundra. As mais novas conquistas da Rússia na Ásia Central tinham população escassa e eram pobres - nada equivalente à índia ou nem mesmo à Birmânia. O Estado resultante incluía extensas áreas de fronteira com populações não russas, que eram na verdade dois impérios - um terrestre tradicional na Europa e uma tentativa de imitação do exemplo britânico na Ásia Central. A oeste e ao sul, as políticas interna e externa estavam inextricavelmente inter-relacionadas.
História
26/09/2014 | 11:48h
A era de ouro da cultura russa
O desenvolvimento da sociedade russa durante a era das reformas afetou profundamente a cultura russa, tanto por mudar o ambiente institucional da cultura como por despertar novos impulsos intelectuais e artísticos. Para quase todas as esferas de pensamento e criação, esse período foi a primeira grande era da cultura russa, e a primeira que levou essa cultura a um público além de suas fronteiras. Nos anos 1880, a Rússia havia se tornado parte do mundo, não somente como potência política fundamental, mas como protagonista das artes e até da ciência.
História
25/09/2014 | 17:12h
A industrialização da Rússia e o nascimento do marxismo
A cidade de São Petersburgo serviu de exemplo quanto à transformação da Rússia nas décadas seguintes à emancipação dos servos. À medida que o século XIX avançava, ela transformou-se de capital administrativa de edi­fícios governamentais e residências aristocráticas com um porto marítimo num centro industrial capital atendido por ferrovias, além do porto em expansão contínua e do antigo sistema de canais.
Psicologia
25/09/2014 | 10:49h
Brincar é coisa séria
Todo mundo sabe: medicamentos tarja preta, comercializados com prescrição médica, são usados principalmente para controlar sofrimentos psíquicos. As pílulas que prometem apaziguar a ansiedade e a depressão são vendidas aos bilhões pela indústria farmacêutica. De fato, em muitos casos, remédio é necessário – mas em outros tantos poderia ser dispensado desde que fossem tomadas outras medidas para aplacar as dores da alma. E o que se espera desses remédios? Que restituam a saúde, tragam alívio, ajam rapidamente e apaziguem a angústia. O documentário brasileiro Tarja branca – A revolução que faltava, produzido pela Maria Farinha Filmes, recorre ao termo “tarja” justamente para apresentar um contraponto – sem efeitos colaterais ou necessidade de receita – como outra saída para lidar com a tristeza e a falta de criatividade, na contramão de um caminho que vem de fora para dentro, em forma de pílulas.
História
22/09/2014 | 11:51h
Século XIX, o século das reformas do Estado Russo
A derrota da Rússia na Guerra da Crimeia causou um tremendo choque po­lítico no país. Não era a proporção da derrota, mas a revelação da fraqueza de um sistema político que prezava seu conservadorismo único no cenário europeu e seu suposto poderio militar, acima de tudo. Foi a autocracia que foi derrotada, ainda mais porque o longo cerco de Sebastopol demonstrou para muitos russos que o Exército ainda tinha espírito para lutar, um espírito coibido pelo atraso da sociedade e do governo. O atraso da Rússia não era somente resultado da evolução lenta da economia e da sociedade sob a tutela do tsar Nicolau. O maior problema era que o mundo estava mudando muito rápido em meados do século XIX, e as mudanças mais rápidas esta­vam acontecendo na Grã-Bretanha, o principal rival imperial da Rússia. As ferrovias estavam transformando a paisagem em toda a Europa Ocidental e nos Estados Unidos, baseando-se em e estimulando a modernização acele­rada da produção de ferro e aço, elevando assim a produção a novas alturas. Além das ferrovias, todos os tipos de máquinas foram criados - máquinas a vapor aprimoradas, equipamento de telégrafo e imensos navios com cas­co metálico.
Psicologia
20/09/2014 | 17:51h
Os Mamíferos, animais de cérebros grandes e complexos
Estima-se que os primeiros mamíferos (os morganucodontídeos oxunegazostro-don) surgiram há cerca de 220 a 200 milhões de anos. Os mamíferos originaram-se de répteis sinapsídeos do grupo dos cinodontes. Estes eram caçadores ativos, com altas taxas metabólicas, heterodontia (dentes com distintas funções) e dentes com raízes e mandíbula com menos ossos do que a média dos répteis. Supõe-se que as linhagens que deram origem aos mamíferos eram de animais noturnos (como os sinapsídeos), o que também se relaciona a uma audição e a um olfato mais desenvolvidos nos mamíferos mais basais. Assim, os primeiros mamíferos teriam surgido no Triássico superior e no Jurássico inferior, sendo animais pequenos (que lembram pequenos ratos), de alimentação carnívora ou insetívora. Os mamíferos apresentaram como novidade evolutiva um método especial de gerar suas crias, que já nascem relativamente maduras e, além disso, de poder alimentá-las, isto é, amamentá-las com leite logo ao nascer.
História
29/08/2014 | 16:39h
A era de Catarina, a Grande, na Rússia
A primeira tarefa de Catarina ao ascender ao trono foi afirmar seu poder e lidar com os negócios não acabados do reinado do seu marido. Ela confirmou rapidamente o decreto dele que abolia o serviço compulsório para a nobreza, mas protelou aquele que confiscava as terras dos mosteiros. Ela havia se proclamado defensora dos interesses russos e da ortodoxia e sabia que a Igreja não estava contente com a medida. Outrossim, o conde Panin tinha planos para reorganizar o governo central em torno de um conselho de Estado que teria algum tipo de poder junto com a soberana. A nova imperatriz, após uma espera de mais de um ano e depois de depor o riquíssimo e insolente bispo de Rostov, decretou a secularização das terras da Igreja em 1764. Quase um quinto dos camponeses russos deixaram de ser servos. Quanto aos planos de Panin ela foi mais cautelosa, apenas ignorou-os e manteve-o como chefe do Colégio de Assuntos Estrangeiros e supervisor da educação do seu filho e herdeiro Paulo.
Antropologia
25/08/2014 | 11:07h
A cultura interfere no plano biológico
Os africanos removidos violentamente de seu continente (ou seja, de seu ecossistema e de seu contexto cultural) e transportados como escravos para uma terra estranha habitada por pessoas de fenotipia, costumes e línguas diferentes, perdiam toda a motivação de continuar vivos. Muitos foram os suicídios praticados, e outros acabavam sendo mortos pelo mal que foi denominado de banzo. Traduzido como saudade, o banzo é de fato uma forma de morte decorrente da apatia. Foi, também, a apatia que dizimou parte da população Kaingang de São Paulo, quando teve o seu território invadido pelos construtores da Estrada de Ferro Noroeste. Ao perceberem que os seus recursos tecnológicos, e mesmo os seus seres sobrenaturais, eram impotentes diante do poder da sociedade branca, estes índios perderam a crença em sua sociedade. Muitos abandonaram a tribo, outros simplesmente esperaram pela morte que não tardou.
Psicologia
22/08/2014 | 16:20h
Formulações sobre os dois princípios de funcionamento mental
Há algum tempo notamos que toda neurose tem a consequência, e provavelmente a tendência, portanto, de retirar o doente da vida real, de afastá-lo da realidade. Um fato como esse não poderia escapar tampouco à observação de Pierre Janet; ele falou de uma perda “de la fonction du réel” [da função do real] como característica especial dos neuróticos, mas sem desvelar o nexo dessa perturbação com as condições básicas da neurose.
Psicologia
21/08/2014 | 16:50h
Diferenças entre homens e mulheres: desvendando o paradoxo
Homens e mulheres são e já nascem diferentes. Aliás, os indivíduos são muito diferentes uns dos outros. Mas os homens entre si têm muita coisa em comum e o mesmo é verdadeiro para as mulheres. Já entre os sexos, a gama e a amplitude das diferenças aumentam consideravelmente. Essas frases, do ponto de vista biológico, remetem a uma série de obviedades que parecem até tautológicas. Mas para a psicologia, elas podem ser consideradas a reprodução de um infeliz conjunto de enganos. Homens e mulheres seriam realmente diferentes do ponto de vista psicológico? Quais as principais diferenças entre eles e elas? Em que acarretaria assumir as diferenças de sexo na nossa sociedade? E por que para muitos psicólogos é difícil aceitar diferenças sexuais? Respostas para as três primeiras questões podem ser encontradas em O Paradoxo Sexual: Hormônios, Genes e Carreira, de Susan Pinker (2010). Em resposta à última pergunta será emitida uma breve opinião.
Antropologia
19/08/2014 | 17:46h
O Valor do grupo do EU em detrimento do grupo do OUTRO
http://bit.ly/1tjdrco
Psicologia
17/08/2014 | 21:18h
Adolescência - Tornar-se jovem
Quando lemos um livro, particularmente um livro que fale de Psicologia, esperamos nos encontrar em suas páginas. Mas geralmente esses livros estão distantes de nossas vidas. Falam de coisas que não sentimos, usam termos que não escutamos, enfim, estão descolados de nossa realidade. Esse distanciamento entre a vida e a teoria é conseqüência do trabalho científico, que produz abstrações sobre a realidade. A ciência não reproduz a realidade, mas afasta-se dela para poder compreendê-la. Enquanto estamos discutindo o tema cientificamente, você, jovem, está vivenciando o fenômeno. O risco aqui é o de nos distanciarmos completamente do leitor ou, com um pouco de sorte, estabelecer uma conversa franca, honesta, sem moralismo. É muito difícil estabelecer o limite entre esses dois extremos. Por um lado, fala a cabeça racional do cientista e, por outro, o desejo do educador do encontro com a juventude.
História
17/08/2014 | 21:18h
A Rússia de Anna e Elisabete
Com a restauração da autocracia, Anna subiu ao trono como imperatriz da Rússia e, depois de algum tempo, mandou os líderes dos clãs Golitsyn e Dolgorukii para o exílio. Os dez anos do reinado de Anna, na memória da nobreza russa, foram um período sombrio de governo dos favoritos alemães de Anna - particularmente seu camareiro, Ernst-Johann Biihren (Biron para os russos), que era supostamente todo-poderoso e indiferente aos interesses russos. Essa memória é um exagero considerável. Após um breve interlúdio, a imperatriz Elizabete, filha de Pedro, o Grande, e uma monarca hábil e firme, sucedeu-a (1741-1761). Por baixo de todo o drama da corte, formava-se a nova cultura russa, e a Rússia entrou na era do Iluminismo. Nessas décadas, também podemos vislumbrar a sociedade russa para além das descrições de condição jurídica e no interior da teia das relações humanas.
Mitologia
16/08/2014 | 21:29h
Exu respeita o tabu e é feito o decano dos Orixás
Exu era o mais jovem dos orixás. Exu assim devia reverência a todos eles, sendo sempre o último a ser cumprimentado. Mas Exu almejava a senioridade, desejando ser homenageado pelos mais velhos. Para conseguir seu intento, Exu foi consultar o babalaô. Foi dito a Exu que fizesse sacrifício.
Psicologia
16/08/2014 | 20:17h
A evolução do Sistema Nervoso - Das primeiras células aos vertebrados
As estimativas atuais da ciência sugerem que o universo teria passado por um estágio inicial, algo próximo ao seu surgimento, há cerca de 13,7 bilhões de anos. A teoria moderna mais aceita é a que propõe ter havido uma imensa explosão dando origem ao universo. O momento originário, o Big-Bang, teria ocorrido em um curtíssimo espaço de tempo, a temperaturas elevadíssimas. Segundo tal teoria, logo ao nascer, o universo seria muito menor, extraordinariamente mais denso e mais quente (da ordem do bilhão de graus) do que é agora. Aos poucos, ele teria se tornado mais frio e menos denso, expandindo-se de forma gradativa. Essa tem sido a concepção (ou “o mito de origem”) do universo, segundo as ciências físicas contemporâneas.
História
11/08/2014 | 22:53h
Século XVII, os Romanov assumem o poder na Rússia
O fim do Tempo de Dificuldades trouxe paz para a Rússia e uma nova dinastia de tsares, que permaneceria no trono até 1917. As décadas que sucederam ao Tempo de Dificuldades viram a restauração da ordem social e política que havia existido antes, de forma que a Rússia tinha basicamente o mesmo aspecto do dia em que a Assembleia da Terra elegera Boris Godunov como tsar. Porém, sob a superfície de costumes e instituições restauradas, antigas tendências ganharam velocidade e novos avanços surgiram. A servidão proporcionou uma estrutura rígida que determinava a vida da maioria dos russos e desacelerava, mas não impedia, mudanças e crescimento na economia. No outro extremo da sociedade russa, na corte e entre o alto clero, estavam acontecendo mudanças no sentimento religioso e na cultura que teriam efeitos profundos.