Psicologia
Mitologia
Geologia
Filosofia
Astronomia
Antropologia
Pré, Proto-História (246mil a.e.c.)
Idade Antiga (4000 a.e.c. - 476 d.e.c.)
Idade Média (476 - 1453 d.e.c.)
Idade Moderna (1453 - 1789 d.e.c.)
Idade Contemporânea (1789 - 1946 d.e.c.)
Era da Informação (1946 - Presente)
Artes
Direito
Economia
Fontes
Geografia
Introdução
Religião
Sociedade
Arte hebraica

 

LINK CURTO:
http://bit.ly/1OjhYo9
História - Civilização Hebráica - Idade Antiga - Antiguidade Oriental
Este texto não é de propriedade do editor do sítio. < Clique para solicitar referências e autoria >
Por Mário Curtis Giordani

Restringir-nos-emos apenas às realizações arquitetônicas dos hebreus. Os hebreus construíram palácios suntuosíssimos, como os do Salomão e Herodes, e possantes fortificações como, por exemplo, as muralhas do Jerusalém.

Mas a grande obra arquitetônica de Israel foi o templo de Jerusalém, ponto em que se concentrou o pensamento religioso dos judeus durante muitos séculos. Construído primeiramente por Salomão, destruído por Nabucodonosor, reconstruído após o exílio da Babilônia sem os esplendores da construção salomônica, atingiu o máximo da magnificência sob Herodes, o Grande, que não poupou esforços para captar a confiança e a simpatia de Seus súditos judeus.

Vamos estudar essa obra famosa em suas diversas fases.

Davi acumulara matéria-prima e tesouros (1 Paralipômenos, 22,3,4 e 14) para a construção do templo. Salomão realizou-a. A construção iniciada talvez no ano 959 a.e.c durou mais de sete anos. Hiram da Fenícia forneceu não somente madeira (cedros e ciprestes) mas trabalhadores especializados como canteiros o carpinteiros.

O local escolhido para a construção foi a parte setentrional da colina oriental. O templo propriamente dito compreendia três partes: o vestíbulo. duas salas chamadas respectivamente o Santo e o Santo dos Santos. O vestíbulo media cerca de 1O metros de largura por 5 de comprimento; diante do mesmo encontravam-se duas colunas de bronze finamente trabalhadas. O vestíbulo comunicava-se com o Santo; este Segundo compartimento possuía a forma retangular com cerca de 2O metros por 1O; encontravam-se aí o altar dos perfumes, sobre o qual era queimado incenso, a mesa dos pães da proposição e os dez candelabros de ouro cujas lâmpadas ardiam constantemente.

O Santo dos Santos era uma sala cúbica medindo cerca de 1O metros por lado. Neste recinto encontrava-se a Área da Aliança com dois gigantescos querubins feitos de madeira revestida de ouro, e com cerca de cinco metros de altura.

A ornamentação do interior do templo era riquíssima: paredes e teto estavam revestidos de madeira de cedro e ornados com entalhes de relevo representando querubins, palmas e flores. O pavimento era feito de madeira de cipreste. O ouro estava por toda parte:

"E nada havia no templo que não estivesse coberto de ouro; e até cobriu de ouro o altar do oráculo" (3 Reis, 6,22).

Junto ao edifício do templo havia construções destinadas aos sacerdotes e levitas em serviço.

Dois adros circundavam o templo: o primeiro se estendia diante do vestíbulo e estava reservado aos sacerdotes: no centro desse adro se elevava o altar dos holocaustos; entre o altar e o vestíbulo existia um vasto recipiente chamado mar de bronze que repousava sobre doze touros repartidos em quatro grupos de três; este reservatório servia para as abluções dos sacerdotes. O segundo adro, separado do anterior por um muro, era destinado ao povo e só foi concluído muito mais tarde.

O templo pés-exilico. - O segundo templo foi construído após o exilío da Babilônia. Os trabalhos duraram cerca de cinco anos e foram concluídos em 515 a.e.c. Embora tivessem procurado imitar o templo de Salomão, a nova construção ficava muito aquém da antiga, principalmente quanto à suntuosidade.

O templo de Herodes. O templo de pós-exílio foi restaurado e transformado por Herodes, o Grande. A obra de restauração durou de 2O ate 9 a.e.c. Na realidade, até 64 d.e.c. ainda se trabalhava no templo.

As principais fontes para o estudo dessa construção gigantesca que Flávio José chama o edifício mais magnifico que existia sob o sol, são: os escritos do próprio Flávio José, o Talmud e o Novo Testamento.

O templo estava formado por um duplo quadrilátero: o primeiro era o adro dos gentios rodeado por uma imensa galeria que a leste tinha o nome de "pórtico de Salomão" e ao sul de "pórtico real". No ângulo noroeste do adro dos gentios, sobre uma rocha, levantava-se ameaçadora a fortaleza Antônia, guarnecida pelos romanos. O adro interno comunicava com o adro dos gentios através de nove portas; esse adro interno estava subdividido em "adro das mulheres" e "adro dos israeIitas" só acessível aos homens. Isolado do adro dos homens por uma balaustrada de mármore, encontrava-se o adro dos sacerdotes, no meio do qual se erguia o enorme altar dos holocaustos, construído de pedras brutas e medindo 25 metros de lado e 8 do altura. Mais acima é que se achava o templo propriamente dito, dividido em três partes: o vestíbulo, o Santo e o Santo dos Santos.

No Santo havia o candelabro de sete braços, a mesa dos pães de proposição e o altar de perfumes sobre o qual o sacerdote designado pela sorte vinha cada dia oferecer incenso (Lucas 1,8-1O).

Um véu separava o Santo do "Santo dos Santos", local em que outrora se guardava a Arca da Aliança.

O templo do Herodes a todos impressionava pela riqueza e imponência de suas linhas. Flávio José relata-nos:

"O exterior dele era maravilhoso para os olhos e para o espirito. O teto estava coberto de folhas do ouro de modo que, ao despontar do sol, parecia de fogo. Ao estrangeiro que vinha de longe o templo se apresentava como uma montanha de neve, por causa dos blocos de mármore do sua construção".

Palavras e Significados:
Referências e Notas:

CURTIS, Mario Giordani. História da Antiguidade Oriental 13ª Edição: Petrópolis, Editora Vozes, 2006;

RICCIOTTI, Giuseppe. Storia d'Israele. I. Dalle origini all'esilio. Quinta edizione: Societa editrice internazionale, Torino.

Mais de Civilização Hebráica | Artes
Mais TEXTOS
Civilização Hebráica | Artes
Literatura hebraica
As descobertas arqueológicas do Oriente suscitaram, desde o século passado, um interessante problema: o inegável parentesco entre certos temas da literatura hebraica e os temas tratados em obras literárias de outros povos orientais. Somente para exemplificar, vamos citar aqui algumas considerações em tomo da narrativa do dilúvio encontrada nas tabuinhas cuneiformes e da mesma narrativa encontrada na Bíblia. Um rápido confronto entre as tradições cuneiformes e a tradição bíblia revela-nos notável
Civilização Hebráica | Artes
Arte hebraica
a grande obra arquitetônica de Israel foi o templo de Jerusalém, ponto em que se concentrou o pensamento religioso dos judeus durante muitos séculos. Construído primeiramente por Salomão, destruído por Nabucodonosor, reconstruído após o exílio da Babilônia sem os esplendores da construção salomônica, atingiu o máximo da magnificência sob Herodes, o Grande, que não poupou esforços para captar a confiança e a simpatia de Seus súditos judeus. Vamos estudar essa obra famosa em suas diversas fases
Civilização Hebráica | Outros tópicos
TODOS TEXTOS
Civilização Hebráica | Religião
Os hebreus e a invenção do pecado
Se acreditarmos no folclore bíblico, o crime é um hábito inveterado do homem. Ele ritmou e comandou inicialmente a mais velha "história", a "era mítica" que mais de uma mitologia antiga imaginou, das origens do mundo até o momento em que, por meio de retoques mais ou menos amplos ou brutais, a imagem do universo e do homem foi levada ao estado que todos conhecemos, de memória universal, e começou a funcionar como desde então sempre funcionou. Segundo a mitologia dos hebreus, o primeiro Homem que apareceu aqui embaixo - incitado por sua Mulher, que fora enganada
Civilização Hebráica | Religião
Deus e o mal, da mesopotâmia à bíblia
No plano utilitário, uma curiosidade como essa é legitimada pela busca de um remédio: se tenho um severo ataque de dor ciática, tomo um comprimido e a dor se atenua, ou desaparece. Mas, de acordo com a gravidade do mal, é no plano religioso que esse "por quê?" se impõe com mais força, insistência ou angústia. A partir do momento em que é possível remeter tudo o que se passa aqui embaixo a uma causa sobrenatural, ao mesmo tempo inteligente e onipotente; a partir do momento em que se pensa ter diante de si, mesmo invisível, um interlocutor responsável ao qual se pode perguntar "por quê?", ainda que ele não responda, que
Civilização Hebráica | Religião
De Abraão à Moisés - a invenção de Deus
Ninguém poderia contestar a distância, diametral, entre as duas histórias, ou a possibilidade de remontar desta àquela, hoje que estamos todos amplamente informados, não digo sobre as astúcias, mas sobre os meios e o método geral que, sob o nome de criminalística, policiais e juizes de instrução praticam habitualmente, para encontrar, sob a letra das palavras, a realidade objetiva das coisas. Os historiadores são os policiais e juizes de instrução do passado. Exceto pelo fato de que tratam apenas com testemunhas desaparecidas, de que não pretendem absolutamente informar a Justiça e de que não têm nada a esperar em suas investigações, a não ser a possibilidade de conhecer a verdade - prerrogativa e dignidade de todo homem normal -, pode-se confiar neles.
Civilização Babilônica | Cotidiano
Moral e ética na Mesopotâmia
Tinham os mesopotâmios uma moral? Se entendermos por esse termo o conjunto de regras que devem dirigir a atividade livre dos homens, então é claro que tinham uma moral! Ninguém pode viver normalmente sem que sua atividade livre seja orientada para uma certa felicidade, da coletividade ou de cada pessoa. Se bastasse responder sim ou não à pergunta que dá início a este artigo, ela já estaria inteiramente resolvida. Não se falava muito no assunto na Mesopotâmia. A palavra nem sequer existe na língua do país, pois, como tudo o que é mais intrínseco à existência, inclusive à nossa, essas regras de conduta são normalmente implícitas, sem que se sinta a necessidade de remeter a elas ou defini-las. Na Mesopotâmia, os documentos escritos que registram mais visivelmente essas normas são o que chamamos de "Códigos", que supostamente enumeram e detalham "leis".
Civilização Hebráica | Sociedade
A Sociedade hebraica
Distinguiam-se entre os hebreus duas classes de escravos: e escravo hebreu e o estrangeiro; a ambos assistiam certos direitos assegurados quer pela própria Legislação mosaica quer pelo costume. Assim, por exemplo, entre os direitos do escravo estrangeiro salvaguardados pela tradição judaica, podemos enumerar: casar-se com uma escrava, possuir bens, converter-se ao judaísmo, receber a liberdade, em determinadas circunstâncias. Dentre os povos da Antiguidade, os hebreus revelaram a melhor
Civilização Hebráica | Sociedade
O povo hebreu
Com relação a origem do povo hebreu, notemos, desde logo, que a emigração de Tare para Harran é um fato que quadra perfeitamente com o que as descobertas arqueológicas nos revelam sobre a História dessa região na época. A emigração dos tareítas de Ur a Harran não deve ter sido um acontecimento fora do comum, mas um simples episódio das estreitas relações que existiam entre as duas cidades. As tribos caldéias concentradas em torno de Ur dos caldeus eram etnologicamente afins daquelas tribos de
Civilização Romana | Cotidiano
Romanização do Ocidente
A organização política das províncias desenvolvidas se realizou sempre por meio das classes superiores existentes; podemos achar muitos exemplos de que as funções políticas e a munificência cívica foram sempre da velha nobreza das províncias. Em Leptis Magna (Tripolitania), o teatro mais antigo e quase todos os prédios públicos do século I foram erigidos por membros das famílias púnicas mais poderosas. Em Mediolano Santono, no Sudoeste da Galiza, o arco do triunfo erguido em 18 d.e.c. foi
Civilização Hebráica | Sociedade
Legado Cultural hebraico
Não é exagero afirmar que, de todos os povos do Oriente Próximo e do fértil crescente, foi o povo hebreu que mais influenciou na formação de nossa civilização Ocidental, contudo, não se pode esquecer que muito do que os hebreus legaram, principalmente no que diz respeito à sua mitologia religiosa, foi adaptado "convenientemente" de outras culturas anteriores a eles, como dos mesopotâmios e egípcios por exemplo. Esse legado, de conteúdo essencialmente religioso, vem, há dois mil anos, influindo decisivamente nos destinos dos povos do Ocidente, se difundindo pelo mundo inteiro, apesar que com o avanço
Civilização Hebráica | Religião
Religião hebraica
O culto ao deus Seth ministrado pelos hycsos no delta do Nilo em meados do século XV a.e.c., é a provável origem da adoração de um deus único no Próximo Oriente; além do mais, o contato que esses asiáticos tiveram com o culto do deus egípcio, Aton, o disco solar, foi fundamental para o desenvolvimento de uma idolatria monoteísta em torno de Javé, o deus que acompanhou os hebreus expulsos do Egito pela 18ª Dinastia de Tebas. Do Egito, além do deus em que os hebreus agora cultuam, eles levaram
Civilização Hebráica | Direito
Direito hebraico
A Lei Mosaica estava longe da perfeição. Promulgada para um povo que crescera em terra estranha e cada vez menos hospitaleira, que abandonara essa mesma terra para a árdua conquista de uma nova pátria, num ambiente hostil e rude em que a própria sobrevivência da nação dependia, muitas vezes, de medidas drásticas, tinha necessariamente que ser severa, inflexível e até mesmo rude. Acrescente-se que, a obra de Moisés sancionou antigos costumes do povo hebreu, costumes esses ligados a um fundo
Outras civilizações
Brasil
Civilização Árabe
Civilização Assíria
Civilização Asteca
Civilização Babilônica
Civilização Celta
Civilização Chinesa
Civilização Cretense
Civilização Egípcia
Civilização Elamita
Civilização Etrusca
Civilização Fenícia
Civilização Grega
Civilização Hebráica
Civilização Hitita
Civilização Indiana
Civilização Lídia
Civilização Maia
Civilização Meda
Civilização Micênica
Civilização Olmeca
Civilização Persa
Civilização Romana
Civilização Suméria
França
Francos
Império Bizantino
Mesolítico
Neolítico
Normandos
Paleolítico
Portugal
Rússia
Vikings
Outros textos
Todos Textos
Civilização Chinesa | Força Militar
A guerra na China antiga
A partir do século VI a.e.c. e durante o período dos Estados Combatentes, os soberanos que lutavam pelo controle do território chinês transformaram a ordem social e econômica de seus principados em função das necessidades bélicas. A nobreza guerreira já não era predominante na composição dos exércitos, cuja força estava principalmente nas imponentes legiões de infantaria. A guerra "cortês" de uma época, praticada pelos filhos das famílias nobres especializados em conduzir bigas velozes, se transformou em uma lembrança distante. As tropas militares que nos séculos VII e VI a.e.c. chegaram a 30 mil unidades se transformaram em exércitos poderosos a serviço de chefes sem escrúpulos que, de acordo com a oportunidade, decidiam que lado apoiar. Eram compostos por centenas de milhares de soldados de infantaria, cavaleiros e bigas. O carro de guerra, introduzido
Civilização Chinesa | Cotidiano
A luxuosidade da nobreza na China antiga
As crônicas e as obras literárias estão repletas de descrições dos privilégios e dos prazeres reservados aos nobres e aos ricos. O luxo e o fausto ostentados pelas cortes reais e imperiais eram lendários no mundo antigo e ainda hoje espantam os arqueólogos que esbarram nos preciosos vestígios do passado. Os muitos achados deste último século confirmaram narrativas que pareciam exageradas e fantásticas, fruto da imaginação que freqüentemente substitui a realidade quando as informações se tornam inacessíveis pela distância social entre os escritores e seus personagens. Grande parte das tumbas dos grandes soberanos e dos imperadores ainda não foi achada. Quando forem abertas suas moradas eternas, serão
Civilização Chinesa | Cotidiano
A música e as diversões na China antiga
Nos antigos textos chineses, a palavra "música" (yue) era escrita com um homógrafo de "gozo, prazer, diversão". "A música é gozo", declarava, com uma espécie de tautologia, Xunzi, um dos mais brilhantes pensadores do século III a.e.c.; é "o movimento do coração", afirmava o autor anônimo do Liji (Memorial dos ritos), texto canônico do pensamento confuciano antigo que contém o capítulo Yueji (Memorial da música). Essa música tinha um papel principal na tradição chinesa, fosse ela a música da natureza amada pelos taoístas, baseada não tanto nos sons criados artificialmente pelos homens, mas nas notas naturais que compõem a própria respiração da Terra e o sopro cósmico que tudo envolve, fosse a música da alma de que falavam os confucianos, uma melodia capaz de modificar o caráter dos homens, ajudando a disciplinar as emoções, a se cultivar, a aumentar a integridade e a força moral, permitindo-lhes ter uma relação de serenidade com seus semelhantes, com a natureza e com todo o universo.
Civilização Chinesa | Cotidiano
A vida cotidiana na China antiga
O estilo de vida dos soberanos e dos aristocratas chineses foi tema de inumeráveis narrativas históricas, obras literárias e pictóricas, ao passo que é muito pouco o que se sabe sobre os costumes das pessoas comuns. A vida na corte e no interior das moradias suntuosas da nobreza era rigidamente determinada por complexos códigos rituais que não apenas estabeleciam normas minuciosas para a realização de cerimônias públicas e privadas, mas também chegavam a determinar o comportamento correto entre os familiares, prescrevendo para cada membro da vasta parentela as atitudes apropriadas em cada circunstância. Tal rigidez e solenidade tinham como principal símbolo o esplendor da decoração.
Civilização Chinesa | Arquitetura
Arquitetura chinesa
São muito poucos os restos preservados das obras arquitetônicas chinesas antigas, sistematicamente construídas com materiais perecíveis. A opção,feita durante muito tempo, de fabricar os elementos estruturais em madeira, reservando aos materiais resistentes ao desgaste do tempo funções meramente de decoração, determinou o desaparecimento de todas as construções do período pré-imperial e a quase totalidade das construções do período imperial até os Tang. Não chegaram até nós sequer os suntuosos palácios reais, descritos em diversas obras literárias que louvaram sua grandiosidade, sua beleza e a suntuosidade de sua decoração. Afora alguns pagodes de pedra ou tijolo, construídos a partir dos séculos
Civilização Chinesa | Religião
Túmulos e enxovais funerários na China antiga
A grande riqueza dos enxovais funerários encontrados na China nas tumbas dos aristocratas ou dos soberanos de todas as épocas seguia o costume de homenagear o defunto com as honras devidas a seu estado e à convicção, arraigada desde tempos remotos, de que a vida não acabava com a morte. Durante os milênios que separam o Neolítico da dinastia Tang, ao longo de muitos séculos marcados por uma constante evolução da civilização, sucederam-se diversas concepções religiosas e filosóficas, determinando mudanças profundas tanto na composição dos enxovais funerários quanto no complexo repertório iconográfico que permitiu aos arqueólogos compreender as crenças relacionadas à vida não terrena das épocas às quais
Civilização Chinesa | Religião
O universo religioso na China antiga
Os jesuítas que nos séculos passados visitaram o Império do Meio com a intenção de difundir o cristianismo transmitiram ao Ocidente a imagem de uma China habitada por povos pouco inclinados ao sentimento religioso e governados por sábios filósofos. Esse testemunho produziu um efeito distorcido, e não permite compreender as peculiaridades e a riqueza do sentimento religioso, forte e autêntico, que impregnou a sociedade chinesa desde os tempos mais remotos. O achado dos primeiros assentamentos humanos na China comprova a presença de objetos e representações intimamente relacionados a crenças relativas às divindades e ao mundo dos espíritos e dos demônios. A existência na época neolítica de um conjunto
Civilização Chinesa | Sociedade
O legado cultural da China antiga
A História da China, desde milênios, não conhece solução de continuidade. Eis um fato importante a ser considerado quando se procura definir o legado da China antiga à Civilização. As velhas tradições, as grandes sínteses doutrinárias filosófico-religiosas que no passado deitaram raízes na alma chinesa, continuaram durante toda a História a influir na mentalidade das gerações que se sucederam no velho país do Extremo Oriente. Tal asserção pode ser ilustrada com o exemplo do Confucionismo que, durante milênios, tem sido o «código ortodoxo de toda a vida moral e espiritual e, apesar dos sistemas concorrentes, continua a ser o princípio diretivo da vida social. Desde a dinastia dos Han, a instrução pública baseia-se inteiramente
Civilização Chinesa | Religião
A religião e a filosofia na China antiga
As ideias religiosas e filosóficas dos chineses despertaram sempre grande curiosidade entre os europeus. Nos tempos modernos foram sobretudo os missionários jesuítas que chamaram a atenção dos intelectuais do Ocidente para a riqueza cultural da China. «Bouvet trouxe a primeira biblioteca chinesa para a corte de Luís XIV, e nos salões parisienses esteve na moda entusiasmar-se por Confúcio cujo racionalismo frio agradava aos homens do Século das Luzes».
Civilização Chinesa | Ciências
As ciências na China antiga
Huang-Fu Mi, no III século de nossa era, versa sobre um dos mais curiosos tratamentos da medicina chinesa: a acupuntura. «Os missionários falam com admiração da arte dos médicos chineses de curar enfermidades que são consideradas entre nós como incuráveis, e como as curam com meios muito simples. Entre suas próprias e antiquíssimas invenções está a acupuntura aplicada em grande número de enfermidades, e muitas vezes com êxito, que maravilha os europeus. Picam o corpo com grandes agulhas de metal e toda a arte do médico consiste em escolher o lugar e conhecer exatamente a direção e profundidade da picada. Os chineses chamam o homem microcosmos, Siaotienty. A saúde consiste, para eles, na harmonia ou equilíbrio entre
Últimas atualizações
Mais atualizaÇÕES
História
  • A guerra na China antiga

    Um código de honra que todos os chefes de valor tentavam respeitar determinava o comportamento que devia ser adotado frente aos próprios adversários, tanto durante a batalha quanto em caso de vitória. Graças a um princípio de clemência freqüentemente aplicado, quando os Zhou conquistaram Yin, a capital Shang, não arrasaram a cidade; em vez disso, confiaram seu g

História
  • A vida cotidiana na China antiga

    O estilo de vida dos soberanos e dos aristocratas chineses foi tema de inumeráveis narrativas históricas, obras literárias e pictóricas, ao passo que é muito pouco o que se sabe sobre os costumes das pessoas comuns. A vida na corte e no interior das moradias suntuosas da nobreza era rigidamente determinada por complexos códigos rituais que não apenas estabelecia

História
  • O universo religioso na China antiga

    Os jesuítas que nos séculos passados visitaram o Império do Meio com a intenção de difundir o cristianismo transmitiram ao Ocidente a imagem de uma China habitada por povos pouco inclinados ao sentimento religioso e governados por sábios filósofos. Esse testemunho produziu um efeito distorcido, e não permite compreender as peculiaridades e a riqueza do sentiment